HIPERGAMIA II
HIPERGAMIA III
HIPERGAMIA IV

ATRAÇÃO SOCIAL

O FASCÍNIO FEMININO PELOS MAIS RICOS

1 Por opção ou contingência, o fato é que nunca houve tanta mulher sozinha. Mas, por incrível que pareça, não, não falta homem. (...) Eles não têm problemas em olhar para o degrau de baixo da pirâmide social e casar com uma mulher que ganhe menos ou não tenha um diploma. Elas, ao contrário, só olham para cima.

2 Nos últimos 35 anos as mulheres ganharam autonomia sobre sua reprodução, aumentaram muito seu nível educacional e seus ganhos financeiros diminuindo a diferença econômica em relação aos homens, estão vivendo mais do que nunca e cada vez mais maridos participam na educação dos filhos. Mas pesquisas indicam que elas estão menos felizes.

3 Nos EUA, quanto mais instruída e independente for, menor a chance da mulher se casar e ter filhos. Com homens ocorre o exato contrário. Ao mesmo tempo, 3/4 dos divórcios litigiosos são iniciativa das mulheres.

Convém frisar que sendo a HIPERGAMIA (Atração por parceiros em posição superior a sua.) um instinto primevo, age sempre de modo inconsciente, e se tem forte influência sobre o comportamento, esta não é irresistível. É possível a qualquer pessoa sobrepujar seus instintos, e é mais fácil fazê-lo quando se tem consciência deles.

Também é MUITO IMPORTANTE lembrar que embora se aplique principalmente às mulheres, assim como o impulso poligâmico se aplica mais aos homens, nada impede que os papéis se invertam, havendo exceções. Não surpreende numa espécie onde a troca de impulsos naturais pode resultar até em homossexualidade.

Falamos sobre aspectos psicológicos MASCULINOS e FEMININOS, que na maioria dos casos se associam respectivamente a HOMENS e MULHERES, mas nem sempre, pois é possível um indivíduo ter comportamentos que se aplicam predominantemente ao gênero oposto, o que não tem diretamente a ver com a preferência sexual.

Dito isso, lembremos que em Hipergamia I - Atração Fatal lidamos com a Hipergamia que se aplica ao tipo mais primitivo de Homem Alfa, o violento. Em Hipergamia II - Atração Imoral lidamos com o segundo e mais sofisticado tipo. A figura do Cafajeste, que trocou a violência pela sedução mais refinada.

Agora nos ocuparemos do tipo mais complexo, que é a Hipergamia aplicada aos homens em posição de destaque social, em geral de ordem econômica, embora possa envolver também fama, posições de liderança e poder político etc.

Claro que um mesmo homem pode reunir mais de uma dessas características, potencializando seu poder de atração. E isso é importante ser frisado, porque quando um homem financeiramente abastado não reúne também alguma outra modalidade de atração, ele se torna uma espécie de Homem Alfa artificial. Na verdade, é um Beta que ascendeu a condição de Alfa meramente por seu poder social, sendo então o tipo menos encantador.

É por isso que as mulheres nunca tiveram posters de Bill Gates em suas paredes ou desktops, ainda que ele seja casado com uma mulher bela e tenha sido certamente assediado por mulheres lindíssimas. Homens muitíssimo menos ricos, mas detentores de outros tipos de charme certamente serão mais atraentes, e na verdade, convém lembrar que o sedutor típico é seguramente o tipo mais bem sucedido em impressionar as mulheres.

É por isso que o homem abastado, embora tenha facilidade de conseguir belas mulheres, apenas por isso não tem tanta facilidade de realmente encantá-las em seus instintos mais primários, correndo sempre o alto risco de serem vítimas de infidelidade, visto que um homem mais pobre porém mais sedutor pode facilmente ativar a Hipergamia feminina numa direção diferente.

Invertendo um tradicional gracejo masculino: O Alfa tipo 2, o sedutor, é pra transar. O Alfa tipo 3 é pra casar!

ALFALIZAÇÃO

A medida que a humanidade progrediu, os Betas passaram a ter mais poder, visto dominar os recursos e meios mais complexos, passando a combater os privilégios sexuais dos Alfas. Instituições sociais, políticas e religiosas, reprimiram o tipo mais primitivo, o homem agressivo, relegando-o ao mundo da criminalidade.

Mesmo os sedutores, os famosos amantes seriais, também sofrem retaliações da sociedade, não raro sendo vítimas de assassinatos.

Assim, o que caracteriza o homem socialmente poderoso é sua transformação artificial de condição de Beta para Alfa, sem ter que desenvolver necessariamente as técnicas apuradas de sedução, embora com frequência, a experiência lhes permita fazê-lo. É evidente que um homem belo, charmoso e rico será ainda mais assediado, mas para efeito de compromisso marital, o homem simplesmente rico tem mais chances que o apenas belo e charmoso.

O motivo, como já vimos, é óbvio. Apesar de instintivamente se interessarem por homens viris e promíscuos que simbolizem genética de alta capacidade de disseminação, as mulheres também precisam de apoio direto, material e sentimental, para a criação dos rebentos, e já explicamos que para isso o Homem naturalmente Alfa é inútil. Esse trabalho cabe ao Beta.

Ou melhor, todo e qualquer tipo de trabalho cabe aos Betas. Exceto, o "trabalho" reprodutivo.

Por isso, a moral, a ética, os bons costumes, o compromisso, a fidelidade, só se aplicam aos Betas.

Por isso, como têm dito rancorosamente os masculinistas, ao Alfa tudo é permitido. E do ponto de vista biológico isso faz todo o sentido, pois se sua qualidade reside basicamente na capacidade de espalhar genes, sua única virtude é... A capacidade de espalhar genes! A promiscuidade.

Qualquer tentativa de aplicar-lhe as exigências que cabem aos Betas imediatamente reduziria sua qualidade como reprodutor ostensivo.

O quadro trágico, para os homens, é quando as mulheres, por pressões instintivas, querem o melhor dos dois mundos no sentido biológico. A qualidade genética dos Alfas, mas o amparo material dos Betas, e isso por si só explica porque várias pesquisas indicam que até hoje, em média no mundo, cerca de 5% dos filhos em um casamento não são do marido. Isso dá aproximadamente 300 milhões de crianças geradas por adultério!

E isso apesar de todos os mecanismos de repressão à infidelidade.

Claro que pode ocorrer o reverso, o homem também agir nesse sentido hipergâmico econômico, mas é tão mais raro quanto mais suspeito. Quando um homem belo mas pobre se casa com uma mulher rica e mais velha, ou pouco atraente, não há quem não o acuse de golpista.

Por fim, é bom lembrar que não importa qual seja o homem, quando uma mulher se apaixona por ele, e principalmente quando o faz a ponto de se casar, do ponto de vista dela, ele é um Alfa! Ele é o escolhido. O que se destacou dos demais. Assim: Todo homem que já tenha sido objeto de paixão, ao menos pelo ponto de vista de uma única mulher, foi 'alfalizado'.

BETALIZAÇÃO

Do ponto de vista feminino, um homem rico é visto como um Alfa pelo simples fato de ser disputado por várias mulheres, mas no momento em que se casar, será gradadivamente reduzido à condição Beta original.

Ao exigir a fidelidade, sua esposa o "conserta", e se isso resultar numa união feliz, ótimo. Mas muitas vezes pode ocorrer de, com o tempo, o encanto original se perder, porque o elemento principal a ativar a Hipergamia se desfez.

Quase sempre o amante de uma mulher que se casou com um homem rico é mais pobre que o seu marido, embora quase sempre mais atraente. Caso surja um outro galanteador que seja ainda mais rico, ele colocará o casamento dela em risco de um modo que o amante mais pobre jamais poderia fazer.

É claro que ao homem abastado o casamento não inviabiliza a promiscuidade. Ele continuará tendo facilidade de infidelidade nem que seja pagando prostitutas de luxo. O que, quer seja a causa ou o efeito, costuma estar associado à infidelidade de sua esposa.

Por outro lado, a mera e frequente ameaça de infidelidade do marido, principalmente quando tem outras qualidades atraentes, costuma manter a esposa muito mais vigilante e evidentemente mais fiel. Isso ocorre porque enquanto mantêm sua aura Alfa, a capacidade de atrair outras mulheres, há possibilidade de que ele lhe escape é muito maior.

Assim, inconscientemente, as mulheres tentarão ao máximo 'betalizar' os seus Alfas, e caso consigam, tendem a destruir o fascínio que por ventura tinham por eles.

Os homens mais suscetíveis à serem vítimas de infidelidade são exatamente os que se comportam integralmente como Betas, e ao mesmo tempo, os menos suscetíveis a serem infiéis, ao menos no campo sentimental, devido a falta de encantos sedutores mais variados.

Há uma relação inversa entre o grau de "alfalidade" potencial de um Beta, e sua propensão a ser enganado, e é por isso que muitos homens, deliberada ou inconscientemente, resistem à 'betalização', por medo de, ao perder o encanto, suas mulheres se interessem sexualmente por outros homens, enquanto ele fica reduzido a um mero provedor.

Da mesma forma, há também uma relação entre a propensão a tensões domésticas de ordem material e o grau de "betalidade" de um ex-alfa.

No começo do casamento, é frequente um homem que atraíra uma mulher pela característica Alfa material, ainda manter essa aparência de superioridade. Mas tão logo tal qualidade enfraqueça, quer seja por problemas financeiros ou apenas por deixar de ser novidade, as tensões tendem a aparecer, porque enquanto Alfa, a cobrança sobre suas atitudes é mínima, aumentando diretamente o quanto mais Beta ela se torna.

Por isso uma queda na qualidade de vida por conta de perdas econômicas por parte do marido tende a ser desastrosa para o casamento, pois toda a imagem de Alfa material desmorona, e sua qualidade como Beta provedor fica em xeque. Por isso, mesmo não sendo esse caso, e até mesmo em plena ascensão financeira, é comum uma série de exigências se amplificarem por parte da mulher, pois sua responsabilidade como provedor e assistente sentimental vai sendo mais e mais cobrada.

Isso tudo, IMPORTANTE frisar, ocorre quase sempre por impulsos inconscientes que se travestem de todas as formas, levando muitos casais à degradação matrimonial por motivos aparentemente inexplicáveis ou fúteis.

Por isso as mulheres investem todos os esforços na tentativa de domar o seus maridos, "betalizá-los", para depois se frustrarem por eles não serem mais os Alfas que eram, pois não estão cientes desses conflitos instintivos em si próprias. Por isso os homens se casam e exigem fidelidade das parceiras mesmo quando não tem a menor intenção de ser fiéis, tentando inutilmente solucionar um dilema que não é humano, e sim impresso em sua herança animal. 4

A HIPERGAMIA DAS SOGRAS

Esse conceito também explica de modo inusitado o motivo de tantas sogras atormentarem seus genros. Mais uma vez, temos a Hipergamia em ação, por parte da sogra.

Ora, os genes da mãe sobrevivem na filha, e assim, seu instinto hipergâmico também se aplica a ela! Ela irá continuar desejando que sua filha obtenha o melhor parceiro possível. No entanto, em sua maturidade, normalmente a mãe já ultrapassou a Hipergamia mais "primitiva", pelos homens meramente sedutores, e está mais preocupada com a dimensão provedora e material do parceiro da filha.

São seus netos, os genes dela, que estão em jogo, e assim são as primeiras a exigir que as filhas obtenham "bons partidos", podendo com frequência arruinar relacionamentos menos promissores, e muitas vezes, com razão, não querendo permitir às filhas os erros que elas cometeram.

Não é a toa que as sogras viúvas ou solteiras sejam mais invasivas que as casadas, e uma maneira incrivelmente eficiente de diminuir a pressão das sogras sobre os genros é quando sua vida sexual é repentinamente reativada. Lembrando SEMPRE que isso geralmente ocorre de modo inconsciente, uma simples nova vida sexual ativa pode ser suficiente para moderar os instintos hipergâmicos indiretos.

Por outro lado, as mães são muito menos exigentes com as parceiras dos filhos, porque mesmo que eles obtenham um casamento menos vistoso, sua capacidade de disseminar seus genes fora dele se mantém inalterada. E quanto mais filhos ela tiver, menos ela tende a ser exigente com os parceiros das filhas.

Do mesmo modo, os sogros também são menos exigentes, pois os genes dele já podem ter sido suficientemente espalhados. Mais uma vez lembrando que sendo isso quase sempre instintivo, mesmo pensando que não tenha nenhum outro filho, uma simples vida sexual ativa pregressa pode ser suficiente para moderar o instinto hipergâmico que um pai TAMBÉM PODE TER sobre a filha.

Com isso, é óbvio porque a relação entre um pai e um filho é a menos problemática no que se refere a exigência de um bom casamento.

A CRISE DA FAMÍLIA

Fica claro o porquê das frases citadas no início do texto. Com a emancipação feminina, mais e mais as mulheres tem obtido destaque na sociedade, e em vários segmentos econômicos dos países mais desenvolvidos, das classes média para cima, elas já superam os homens em participação e ganhos.

No entanto, muitas continuam movidas pela Hipergamia da Atração Social, só se interessando por homens tão, ou de preferência, mais abastados, instruídos e bem sucedidos do que elas. Evidentemente tais homens estão cada vez mais escassos, e não haveria como ser diferente.

Se as conquistas do Feminismo não levassem a uma redução da desigualdade econômica entre homens e mulheres rumo a máxima equalização, ele não faria o menor sentido!

Algumas mulheres já abaixaram essa expectativa e estão se casando com homens menos bem remunerados, mas a falta de modelos culturais tem gerado muitas tribulações nesses relacionamentos, tanto por parte dos maridos que não se adaptam a ter uma mulher como provedora maior, quanto das mulheres que também exigem o crescimento profissional e financeiro de seus maridos. 5

Há que se lembrar também que muitos casamentos homogâmicos ou mesmo hipogâmicos por parte das mulheres, isto é, quando seu parceiro é do mesmo nível, ou de um nível inferior, podem ser enganosos, pois muitas vezes há uma perspectiva hipergâmica para o futuro. Muitas mulheres se unem a homens que embora estejam em condição financeira inferior, prometem subir para uma superior assim que se formarem, ou obterem um novo emprego, ou receberem uma herança, e a esposa moverá todos os esforços para que isso se concretize, por vezes colocando o casamento em risco no caso de excessiva demora ou acomodação do marido.

Até hoje é muitíssimo comum a mulher cobrar a ascenção econômica do marido, mas o inverso quase nunca acontecer, o que por vezes leva a crises conjugais que se disfarçam de todas as formas possíveis, ocultando o verdadeiro e instintivo motivo da insatisfação.

A não ser que se queira abrir mão das conquistas das últimas décadas, NÃO HÁ solução para esses problemas a não ser as mulheres abrirem mão de seus instintos hipergâmicos e encontrar novas formas de lidar com a situação. Elas serão cada vez mais bem situadas na sociedade, e já não é mais difícil vê-las em maioria em diversos segmentos sociais, inclusive em posições de poder.

Além do mais não se deve ignorar o fato de que na classe média, a maior classe atual, as esposas quase sempre dispõem do dinheiro dos maridos, que lhes concede o controle financeiro da família. Não é a toa que na maior parte dos segmentos do mercado elas são as maiores consumidoras.

Com isso, mais e mais o poder econômico tenderá a ficar na mão das mulheres, cedo ou tarde, se tudo correr bem, elas irão controlar a economia. Por isso a Hipergamia sobre o homem abastado terá que ser superada.

NÃO HÁ OPÇÃO!

A PONTA DO ICEBERG

Sendo evidente que a grande maioria das mulheres mais instruídas não irá se envolver com criminosos, e terão que abrir mão da busca pelo homem que ganhe mais do que elas, o que poderia acontecer ao seu instinto hipergâmico?

Óbvio! Se ele não for contido, irá migrar para o único segmento de Homem Alfa que está em plena ascensão e sem perspectivas de moderação. O do Cafajeste!

Embora provavelmente não existam dados para isso, não seria surpreendente se alguma pesquisa comportamental revelasse que enquanto a quantidade de sexo casual das mulheres aumentou drasticamente nas últimas décadas, para o homens tenha aumentando bem menos, ou de forma radicalmente desigual. No mínimo, não parece que a facilidade com que o homem comum de hoje consiga sexo casual seja muito maior do que a de poucas décadas atrás.

Para flertes descompromissados, pode estar ocorrendo que não seja o homem comum, o Beta, que esteja encontrando mais facilidade. Ao menos não vejo evidência disso, o que ocorre é que os Alfas estão sendo mais e mais requisitados. Ou seja, a liberação sexual teria beneficiado todas as mulheres num nível elevado, mas para os homens, teria beneficiado muitíssimo mais os Alfas.

Se a hipergamia feminina não for contida, esse resultado é inevitável. Elas não se tornam mais acessíveis para os homens em geral, e sim irão engrossar ainda mais os placares dos cafajestes.

E o que é mais relevante, isso só não seria óbvio por que cada vez mais Betas procurarão ser Alfas, aplicando as técnicas para se tornar PUAs (Pick-Up Artists). Cada vez teremos mais homens desistindo de relacionamentos sérios para abraçar a promiscuidade, a fim de conter a demanda crescente de mulheres disponíveis que pelos parâmetros hipergâmicos materiais já desistiram de achar "homens bons".

Isso significa menos relacionamentos estáveis, menos famílias, menos natalidade (exceto nas classes pobres), mais mães solteiras. Que por sua vez gerarão filhos ainda menos propensos a união familiar tradicional, numa reação em cadeia que ameaça tornar casais estáveis cada vez mais raros.

CRISE CIVILIZACIONAL

Os problemas desse quadro são basicamente dois.

Primeiro: Manutenção da Civilização. Atualmente, em termos produtivos os Alfas só não são inúteis porque a maioria são Betas que se forçaram tardiamente a ser Alfas, mas mesmo isso enfraquece sua produção útil. Enquanto um homem com relacionamento estável pode dividir seu tempo com o trabalho e o estudo, o promíscuo tende a concentrar todo o seu tempo e esforço obedecendo a natureza.

A busca por um relacionamento estável e uma família continua sendo um potente motivador para o trabalho e o estudo, que permanecem constantes após serem alcançadas. Mas ante a perspectiva de uma vida promíscua desenfreada, que não exige classificação maior, o incentivo para o aperfeiçoamento pessoal cai. Temo que a maioria dos rapazes, se puder fazer uma escolha lúcida entre ter uma vida profissional medíocre, mas mesmo assim conseguir muitas parceiras eventuais, e ter uma vida profissional mais realizada com menos sexo, fatalmente escolherá a primeira opção.

Não é possível que isso não enfraqueça uma civilização!

Segundo: E os que não conseguirem ser sedutores? Apesar disso, muitos candidatos a cafajestes não conseguirão sê-lo, e na incapacidade de se tornarem Alfas por meio do trabalho honesto, podem simplesmente decidir entrar na vida criminosa.

Aliás, há sérios indícios de que isto já acontece há bastante tempo! 6

Nas últimas 4 décadas, o aumento da população carcerária (nos EUA foi em torno de 500%) acompanhou com muita proximidade o aumento das taxas de divórcio, fertilidade, mães solteiras, e mulheres com menor possibilidade de obter parceiros devido ao seu nível alto de exigência, aderindo em massa à relacionamentos ocasionais.

Não é difícil compor o quadro. Imaginemos um jovem pobre, com pouca perspectiva de ascensão social, e mesmo a pouca que tiver não aumenta suas chances de conseguir uma esposa porque estas, ascendendo muito mais, não aceitam se envolver com homens que ganhem menos. Para piorar, as mulheres mais pobres estarão sendo levadas pelos homens menos pobres que não conseguem mulheres de sua própria classe econômica, que são cada vez mais exigentes.

Esse homem tenta ser um sedutor e não consegue, por não ter a insensibilidade necessária, vendo uns poucos monopolizarem uma quantidade enorme de mulheres. Como ele vai chamar atenção? Como ele vai cumprir o papel instintivo que a natureza lhe incumbiu?

A violência é certamente a saída mais rápida e eficiente! A forma mais primitiva, e mais simples, de ser um Alfa.

Isso associado a uma perda de produção, que inevitavelmente desaceleraria a economia, só poderia ter um resultado explosivo.

A situação, por sorte, não promete ser tão grave. Mas há elementos que ainda precisam ser discutidos e planejados, e no próximo texto veremos alguns temas finais que poderão vir a ter importância radical no futuro.

Hipergamia IV - Atração Sublimada

Marcus Valerio XR
14 de Setembro de 2011


1. Reportagem Mulher Solteira Procura, da Revista ÉPOCA.

2. Why are women so unhappy. Baseado na pesquisa The Paradox of Female Happiness.

3. Hypergamy, Polyandry and Discussion E as proporções no Brasil não são muito diferentes. Brasileiro se divorcia mais, mas volta a casar com maior freqüência (IBGE)

4. Duas pesquisas recentes chamam atenção nesse aspecto. Estudo liga infidelidade em mulheres a hormônio descreve com muitíssima precisão o que seria uma "promiscuidade" hipergâmica, que levaria a uma constante busca por parceiros melhores numa espécie de Monogamia Serial, em geral avessa a sexo casual. Por outro lado Homens mais ricos dão mais prazer às mulheres mostra a possível adaptação evolutiva do orgasmo feminino em relação a como o parceiro é visto. O mais interessante, porém, é que a pesquisa é chinesa, com uma vasta base de dados sobre uma cultura oriental que, no entanto, deu resultados similares ao que se esperaria no ocidente, segundo a pesquisa, o que atesta a independência de fatores culturais.

5. "...diz a Dra. Pam Spurr. 'O que descobri sobre as mulheres Alfa é que elas na realidade querem um homem realmente poderoso em suas vidas, mas talvez pensem que é horrivelmente antiquado admitir esse fato.' Elas pensam: 'Estou cansada desse papel de provedora,' mas não se atrevem a admitir para si mesmas ou seus grupos mais próximos que na verdade querem um homem que ganhe mais, o que as levaria 3 décadas de volta ao passado no local de trabalho. O elemento do caráter de uma mulher alfa mais profundamente escondido é que ela secretamente quer ser cuidada. Pode ser um insulto para o feminismo admiti-lo, mas assustada e cansada do terrorismo de relacionamentos, mais e mais começo a concordar." Tradução minha de trecho da matéria Why Alpha Female Should Never Marry Gamma Man, que relata vários casos de problemas conjugais entre mulheres que resistiram a seus instintos hipergâmicos financeiros. O texto usa Mulher-Alfa no sentido de uma mulher independente, líder e capaz de escolher seus parceiros. Mas como já disse, esse uso só funciona como analogia. No sentido biológico, Mulher Alfa só faz sentido como Mulher Atraente, quer pela beleza ou sensualidade, chamando atenção dos Homens Alfas.

6. Mais uma vez Hypergamy, Polyandry and Discussion traz alguns dados bastante instigantes sobre o tema. Hypergamy, the Myth of Female Monogamy and Personal Responsibility in the Age of Feminism faz uma previsão da ascenção da promiscuidade. The State of American Manhood é uma das fontes dos textos anteriores, apresenta correlações evidentes entre a emancipação feminina e a dificuldade masculina em obter empregos, bem como envolvimento com violência. It's All About Hypergamy é um texto mais introdutório e geral sobre o tema, com a virtude de possuir um inglês claríssimo, quase didático. Em português, os únicos textos acadêmicos que localizei são Em busca dos indicadores biossociais da hipogamia, ainda que enfocando seu reverso equivalente. Entre outras coisas, o autor elenca hipótese para a negligência do tema pelos sociólogos, que invariavelmente recai no infame determinismo cultural e sua lamentável cegueira para fortíssima dimensão biológica humana. Já Seleção Conjugal e as Mulheres Re-Casadas no Mercado de Casamentos em Uma Comunidade de Baixa Renda no Nordeste Brasileiro, apesar do título, é um trabalho muito abrangente, refletindo sobre diversos aspectos da Psicologia Evolutiva e Sócio Biologia, cobrindo vários outros temas além da Hipergamia, Homogamia e Hipogamia.


Hipergamia II
Atração Imoral

ENSAIOS
Hipergamia IV
Atração Sublimada