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rePensando o Feminismo
19/08/14
A Fundação do Feminismo
25/06/14
5.000% de Paranóia
10/05/14
Pensando nELA
25/04/14
Atacando uma Ficção
20/02/14
Estuprando a Justiça
03/03/14
Entendendo a MISANDRIA
18/02/14
Heroísmo: O Outro Lado da Masculinidade
18/02/14
Em Defesa do Patriarcado
03/02/14
Hipótese Benevolente Sobre A Cruzada Anti-Reprodutiva
31/12/13
A Cultura do ESTUPRO
28/11/13
O Estupro da CULTURA
28/11/13
Expressar ou Doutrinar?
26/09/13
Traindo o Movimento
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Filosofia, Ideologia e Militância
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27 de Setembro

Mais um adendo a série rePensando o Feminismo, que está na Sétima Parte.


Quer saber exatamente como funciona um processo de falsificação estatística em dois passos? Como é possível, como base numa pesquisa universitária isolada e apenas parcial, que de repente a mídia em peso esteja trombeteando uma mentira escancarada?! Veja um exemplo muitíssimo bem explicado, passo a passo, em Misandria na Psicologia 3 - Coerção Reprodutiva

Obs: O texto é auto suficiente, apesar de ser parte de uma série, não exige a leitura dos anteriores.

17 de Setembro

Estou pensando sinceramente em fundar um grupo Anti Abortista Secular neste país. Fiquei mais animado agora que vi que tem sido mais falado nos EUA. O Secular Pro-Life já é antigo, e acompanho suas atividades há tempos.

Descobri um Pro-Life Humanists. E alguns outros textos interessantes como Pro-Life Without God Bem como o Pro-Life Atheists

Eu só não gosto do termo "pró-vida", pois apesar de ser consistente, não exprime direito o tema, que antes deveria ser algo como "pró-humanidade". Mas ao menos é melhor que o bizarro "pró-escolha", que além de implicar na violação da escolha intrínseca da vida que é tirada, ainda é quase sempre exercida em contextos de falta de escolha. Em geral a mulher não aborta porque o escolhe, mas sim por não ter escolha!

Ademais, a Vida humana é sempre uma dádiva, a única coisa que é estraga são exatamente as más-escolhas.

13 de Setembro
Postado originalmente no Facebook

Revendo "Homem de Aço", vejo a personagem Faora dizer que por não terem um senso moral, os demais kryptonianos possuem uma vantagem evolutiva sobre o Super Homem, e uma coisa que eles aprenderam é que "A Evolução Sempre Vence!"

Ouvir isso de uma representante de uma raça que há milênios abandonou a reprodução natural e produz pessoas com características pré-determinadas para suas funções sociais por meio de rigorosa bioengenharia, e por isso mesmo, como Jor-El diz, está estagnada, e só mais uma tediosa evidência da absoluta falta de noção hollywoodiana sobre o que viria a ser Evolução Biológica.

Sem contar o fato de que a simples existência e sustentabilidade dessa tecnologia já demonstraria a superação do processo evolutivo por um intencionalmente dirigido. A evolução teria sido, de forma direta, vencida. Aliás até mesmo a nossa tecnologia atual já dá nítidos sinais disso, embora ainda não seja verdade que estamos totalmente livres da Seleção Natural, principalmente a nível macro populacional.

Como sempre algum conceito científico decentemente apresentado por blockbusters hollywoodianos é algo que continuaremos esperando.

Alguns comentários no post original.

Dizer que "A Evolução Vence" não faz sentido. Evolução Biológica é apenas um processo cego, sem objetivo nem motivos. Podemos até dizer que uma espécie "vence" num certo sentido, mas até isso fica meio comprometido considerado que a espécie vencedora em nosso planeta é justo aquela que mais se livrou das pressões seletivas naturais. Nós estamos sim, menos sujeitos ao processo evolutivo, ao ponto de termos bilhões de indivíduos com imperfeições fenotípicas que num ambiente natural sem tecnologia já teriam sido eliminados pela Seleção Natural.

Sobre o "Senso Moral". De fato, num conflito entre duas forças, quer sejam indivíduos ou grupos, aquele que não tenha alguma moralidade ou ética mais abrangente fica numa vantagem imediata. Por isso um único psicopata leva vantagem contra todo um batalhão de polícia simplesmente ao apontar uma arma para um refém, pois a polícia está comprometida a preservar a vida de todos, inclusive a do criminoso se possível, ao passo que este não tem compromisso algum.

Mas o que esse pensamento esquece é que internamente uma sociedade sem Senso Moral ou Ético (eu distinguo Ética como mais abrangente e tendente ao universal, e a Moral como mais restrita e variável) é mais fraca que uma sociedade onde tais sensos são mais desenvolvidos.

O grupo humano internamente coeso, com regulações sociais mais o menos rígidas, prospera enquanto o grupo que não tenha isso, na base do cada um por si, não dura muito tempo. Por isso até mesmo um grupo criminoso, para prosperar, precisa de forte código moral interno. O gangster exige fidelidade de seus comparsas e não admite traições. O Crime Organizado tem leis internas muito bem definidas.

E o mais curioso no caso do filme é que Krypton foi destruído exatamente por aquilo que o Jor-El, ou Zod e seus asseclas considerariam uma falha ética. Não ter a coragem e a disposição de encarar a realidade de sua própria situação e se iludir que não havia perigo, se permitindo a auto destruição.

E voltando a indivíduos, a vantagem da falta de ética é apenas imediata. Adicione elementos externos e ela tende a enfraquecer até se tornar desvantagem, pois aquele que tem conduta digna conseguirá muito mais apoio do que aquele que não coopera ou não ajuda a ninguém.

11 de Setembro

Publicando ESTUPRANDO NÚMEROS, tanto aqui quanto no AVfM-Br.

9 de Setembro

Leiam TODA a reportagem, ATÉ O FINAL! “Ninguém quer saber se você foi inocentado”, diz pai acusado pela ex de abusar sexualmente da própria filha. E entendam porque teremos um aumento explosivo de acusações falsas de estupro nos próximos anos. Nos mesmos moldes do aumento de 5.000% de denúncias de violência doméstica, apesar dos homicídios terem se mantido rigorosamente estáveis.

8 de Setembro

Não sei o que é pior:

Fundamentalistas religiosos que preferem crer em fábulas e negar a mais evidente realidade de nossa origem animal, à qual a ciência apenas aponta de forma um tanto mais sistemática mas que é acessível pela simples boa vontade em observar e raciocinar;

Ou relativistas incorretamente políticos que as vezes até se declaram evolucionistas (em geral com péssima noção do que isso seja) mas proferem pérolas da bizarrice como afirmar que nós, enquanto humanos, somos apenas animais como outros quaisquer sem nada de especial!

Os primeiros com frequência vivem eu seu mundinho particular e fantasioso onde Evolução Biológica já foi refutada e onde delírios criacionistas são cientificamente válidos. (Lembrando que os Deterministas Culturais, mesmo ateus e materialistas até a "alma", costumam ter postura supreendentemente equivalente.)

Os segundos são praticamente esquizofrênicos ao afirmar o próprio desvalor humano ao mesmo tempo que o usam para proferir seus julgamentos de valor! Como um ser paradoxal que quer que sua opinião seja válida ao mesmo tempo que seu fundamento invalida qualquer tipo de opinião.

Pior mesmo é ser obrigado a, de acordo com circunstâncias, ter que se aliar a um grupo para combater as sandices do outro, devido ao fato de que o infinito espaço do meio termo, que é onde sempre está de fato a verdade e a sensatez, é quase desabitado.

6 de Setembro

Mais um acréscimo na série rePensando o Feminismo.

4 de Setembro

Alguma instituição internacional com zelo pela divulgação científica bem poderia mover processos judiciais contra filmes que promovem desinformação, e nesse caso o filme LUCY mereceria pagar a mais pesada multa, pois me é difícil lembrar de um filme que preste maior desserviço a já precária percepção populacional sobre temas científicos.

Sabemos que mega produções fazem alguma pesquisa para embasar seus filmes, assim não é crível que os produtores não saibam que a crença de que só usamos 10% de nossa Capacidade Cerebral é uma completa bobagem. A mais básica pesquisa mostrará isso imediatamente.

E é uma bobagem porque a depender da interpretação diz: 1) uma banalidade; 2) algum nonsense místico New Age; 3) ou é totalmente falso.

1 - Uma banalidade por ser óbvio que ninguém usa toda sua capacidade cerebral na maior parte do tempo da mesma forma que não usamos toda a capacidade do motor de nossos carros, visto que não os estamos os acelerando ao máximo ininterruptamente. Em geral eles estão sendo usados moderadamente, em velocidades modestas e transportando cargas leves. Da mesma forma, ninguém está ao mesmo tempo fazendo malabarismos, recitando um poema, jogando xadrez e refletindo sobre profundas questões filosóficas simultaneamente, e a maioria sequer o faz alternadamente. É óbvio que todos podemos fazer muito mais do que normalmente fazemos com nossos cérebros, apenas não temos disposição, interesse ou mesmo motivos para isso;

2 - Um nonsense místico New Age porque é de algumas fusões de tradições orientais com gnosticismo ou parapsicologia que se popularizaram conceitos como só usarmos 3% de nossa "consciência", de sermos deuses adormecidos e podermos despertar habilidades e poderes ocultos por meio de práticas iniciáticas místicas que em geral são oferecidas na forma de aulas quase sempre bem caras, e cujos resultados mirabolantes jamais são conhecidos. Aliás o filme Lucy vai exatamente mais nesse sentido;

3 - E uma completa falsidade porque às vezes isso é dito na forma de só usarmos 10% do cérebro, visto que não se conhecem "áreas inativas" desse fabuloso órgão. Por vezes há situações onde algumas áreas estão mais e outras menos inativas, mas basta fazermos alguma coisa diferente e essa disposição muda de configuração. Escaneamentos mostram facilmente a atividade cerebral, inclusive apontando quais são mais ou menos ativas em tais ou quais situações.

Apesar disso, existem modos mais ou menos coerentes de expressar a mesma ideia, principalmente no sentido do item 1, uma vez que é fato de que podemos ser melhores do que somos, faltando apenas descobrir o que separa a genialidade da mediocridade. Um filme que explora essa noção de um jeito bem mais discreto e muitíssimo mais inteligente e verossímil é SEM LIMITES.

Mas exatamente onde também tem alguns méritos, LUCY consegue piorar tudo ao insistir num enfoque Bioevolutivo completamente descabido, onde deveria ficar ainda mais óbvio que o tal mito não faz o menor sentido, pois pressuporia que a evolução nos deu um órgão cujo potencial é 90% desperdiçado apesar de nosso sucesso como espécie dominante, e é difícil até saber por onde começar a lista infindável de impropriedades de tal noção.

Para ficar numas poucas, ela pressupõe uma visão teleológica da evolução, de que ela existe com um propósito pré-concebido como se tivesse sido instituída por um Designer Inteligente ao ponto deste colocar um objetivo a ser alcançado, idéia que por si só deita por terra o simples conceito de Seleção Natural sem o qual a evolução biológica seria inconcebível. Confunde Evolução com Progresso, ignora que recursos não utilizados tendem a ser eliminados pelas pressões ambientais. Se de fato um dia tivéssemos possuído uma capacidade cerebral muitíssimo maior e deixamos de usá-la, em bem menos de meio milhão de anos já a teríamos perdido, ou esta teria ficado relegada a uma inacessível função vestigial.

Se bem que é até difícil compreender os tortuosos caminhos que o cineasta usou para abordar os conceitos em seu filme, visto que estão misturadas nele outras noções extremamente exóticas e improváveis, como a Memória Genética (ao estilo do filme Altered States (Viagens Alucinantes) de 1980), ou da interconexão eletromagnética entre o cérebro e ondas de rádio.

Mas o filme tem seus méritos, a começar por um completamente omitido nos trailers, que é fazer uso de belíssimas imagens ao melhor estilo ÁRVORE DA VIDA (2011) que num certo momento até tem um apelo '2001' de Stanley Kubrick. Isso é completamente inédito em filmes da ação. Infelizmente grande parte dessas ótimas imagens é desperdiçada tendo um discurso de fundo proferido pelo personagem de Morgan Freeman, insultando a tradição de professores universitários de alto escalão numa das sequências mais constrangedoras e cheias de clichês que já vi na minha vida, onde a platéia, que deveria ser composta no mínimo de graduandos de nível superior, faz perguntas absolutamente infantis para obter respostas vazias.

Mas em especial me comoveu um sequência que mistura águas vivas com galáxias numa dança cósmica deslumbrante!

Também é mérito que pela primeira vez a Australopithecus "Lucy" tenha sido lembrada numa megaprodução, de onde é tirado na verdade o título do filme, numa sacada que poderia ser genial se fosse explorada de um jeito totalmente diferente. E diante da má e velha ladainha, dita em primeira mão pelo cientista, de que o conhecimento é perigoso e pode levar ao caos, ver a personagem superinteligente afirmar que é a ignorância o problema, e não o conhecimento, é um momento raro no cinema hollywoodiano, se não único, que seria ótimo se fosse repetido com alguma frequência. Vide O "Gênio" do Mal

Já a personagem de Scarlet Johansson, que tem coincidentemente o mesmo nome, pode ser explicadamente basicamente por outros de seus papéis no cinema. Basicamente, de uma babá ao estilo The Nanny Diaries, a droga CHP4 a transforma numa mistura de Natasha Romanoff (a Viúva Negra da Marvel) com a Samantha de HER, com algumas pitadas da alienígena de Under the Skin. Imagine o crescimento consciencial transcendente da Samantha, com toda sua interconectividade, e já dá pra ter uma boa idéia do desenrolar da trama, exigindo um esforço adicional para não se importar que uma criatura subitamente tão inteligente iria ter atitudes violentas, contra producentes e tão estúpidas quanto atirar num taxista inocente ou desfilar armada num hospital.

Enfim, méritos à parte, Luc Besson me decepcionou, e também Morgan Freeman e Scarlet Johansson, que como atores de destaque tem poder de influenciar no roteiro e argumentos de um filme, e permitiram tamanha afronta à imagem popular de tais temas científicos que fico imaginando que o dano pode ser irreversível.


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