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A Cruzada Contra o Super-Homem

A relevância desse tema é muito mais ampla profunda que a simples apreciação da cultura pop, pois o Super-Homem, embora frequentemente reduzido a um mero super-herói de quadrinhos, na realidade é uma representação contemporânea de um arquétipo imortal, no caso, da masculinidade em seu grau máximo de virtudes. Os persistentes ataques à Masculinidade e Feminilidade já se manifestaram contra vários super-heróis que cumprem funções similares, sendo, no cinema, Batman e Capitão América os únicos que foram poupados de qualquer ridicularização. Mas talvez o passo mais relevante é justamente o que visa destruir o mais antigo e relevante desses símbolos, como faz o filme de James Gunn. Um eventual sucesso desse ataque causaria impactos imprevisíveis na psique de uma geração inteira, com consequências psicossociais sérias. Por isso, minha preocupação em analisar exaustivamente esse fenômeno.

Apesar de publicados anteriormente, também quero chamar atenção para os vídeos EROS x TANATOS (Vitalismo x Antivitalismo), que inclusive usa cenas do filme Homem de Aço (2013), 4 Crítica de Filmes, que comenta O Esquadrão Sucidida (2021) de James Gunn, muito antes da polêmica que este diretor iria turbinar, bem como o vídeo Zack Snyder X SOCIAL Justice League, que aborda a Liga da Justiça de Zack Snyder (2021), e antecipa a polêmica sobre a visão estética que o reboot de James Gunn visa destruir. E por fim à monografia Heróis da Areia (2003), sobre a saga do herói.

Marcus Valerio XR

26 de Abril de 2026

19 de Dezembro de 2024

Para eliminar dúvidas de que esse novo Superman do James Gunn não tem como prestar, só duas palavras: Super Cão!*

* É sério! Com capinha e tudo! Antes eu pensava que pudesse ser só um cachorrinho comum, que fosse uma alucinação ou qualquer outra coisa. Mas realmente tem o Krypto mesmo!

28 de Dezembro de 2024

Ok, nunca pensei que precisaria explicar isso mas, vamos lá: Por que NÃO DÁ PRA LEVAR A SÉRIO um filme com o Super Cão! Primeiro, o contexto.

Quando o personagem Super-Homem foi primeiramente publicado em 1938 (Sim! Super-Homem! Me recuso a dizer "superman"!) ele ainda não tinha a maior parte das características que viriam a se consolidar mais tarde e efetivamente definir o âmago do conceito. Alguém que diga que o super-herói nesta época contenha a essência do personagem que conhecemos hoje só pode nada entender do assunto.

No começo, seus poderes poderiam ser resumidos em super velocidade ("Mais rápido que uma bala,") super força ("mais "poderoso" que uma locomotiva,") inclusive nas pernas ("...capaz de transpor um edifício num pulo só!"), e por fim, super resistência, pois era, afinal, o "homem de aço". Todas essas frases em parênteses foram usadas desde o princípio e permaneceram como "slogans" do personagem até os anos 70.

O poder de vôo, a visão de Raio-X, sopro congelante etc, foram sendo adicionados com o tempo. O poder canônico mais recente é a "visão" de calor, que sequer existia no seriado de TV As Aventuras do Super-Homem*, que durou de 1952 a 1958 e foi reprisado infinitas vezes, sendo, por décadas para pessoas da minha geração, o maior contato com o personagem em Live Action na TV.

(*Na realidade, me lembrei que houve sim um episódio onde é utilizado um conceito parecido com o da visão de calor, quando uma coisa é aquecida à distância, mas um personagem, se não me engano Jimmy Olsen, diz que foi um uso especial da Visão de Raio-X, sem o efeito especial do raio vermelho popularizado pelos filmes de Richard Donner (1978 e 1980) nem o conceito de Heat Vision que se consolidaria depois.)

Detalhe: nessa versão, nunca existiu o Super Cão.

O outro contato com o Super-Homem em Live Action desta geração são, obviamente, os filmes com Cristopher Reeve, de 1978 a 1987. Posteriormente teríamos Lois & Clark: A Novas Aventuras do Superman (de 1993 a 1997) para a TV, e onde a oficialização de 'Superman' como o nome do personagem mesmo no Brasil ocorreu.

Aí tivemos o problemático Superman Returns (2006), e enfim o Super-Homem mais CABA-ÔMI de todos, o Homem de Aço com Henry Cavill, em filmes de 2013 a 2023, além de seriado atual Superman & Lois, desde 2021.

Em todas as versões Live Action, que em geral são para o público jovem e adulto, que seja no cinema ou na TV, jamais existiu o Super Cão. Aliás, nem mesmo nos filmes mais antigos, ainda em preto e branco, das décadas de 40 e 50.

Krypto, o super cão, nunca foi um personagem das histórias do Super-Homem, mas sim de suas versão spin-off, o Superboy! Lançado pela primeira vez em 1955, e a princípio como personagem temporário, até se tornar mais recorrente nas aventuras dessa versão juvenil do Super-Homem que, vale lembrar, JAMAIS FOI CANÔNICA!

Sim, apesar do Superboy ter sido introduzido ainda em 1945 como sendo relativo às "aventuras do Super-Homem quando era menino", isso jamais foi adicionado a uma cronologia canônica até pelo fato de que personagens de histórias em quadrinhos em geral NÃO TEM linha do tempo definida. Na realidade, eles são representações atemporais, tais quais "arquétipos", que são sempre atualizados.

É por isso que outrora o Super Homem surge na década de 40 vestindo terno, gravata e chapéu num estilo Chicago anos 30, depois é atualizado para os 60, depois os 70 etc, e tal como qualquer outro super-herói, mesmo sua origem vai sendo atualizada.

Alguém poderia objetar que aparece sim um super cão no seriado Smallville (2001-2011), mas vale lembrar que este faz, ou tenta fazer, justamente uma transição inédita do Superboy para o Superman, e mesmo assim o personagem aparece brevemente, com uma história diferente, e depois perde os poderes sendo reduzido a um cãozinho normal.

Aliás, nem mesmo no seriado de TV Superboy, de 1988 a 1992, tinha supercão.

E afinal, por quê?!

Por que É ÓBVIO que não dá pra construir nenhuma estória minimamente adulta com um personagem assim! Ele só faz sentido na versão "infantil" do Super-Homem! Por mais ousadas que sejam as ambientações de Fantasia e Ficção Científica, elas ainda precisam de uma coerência interna que desabaria ante a simples reflexão a respeito de como uma cachorro com super poderes kryptonianos agiria quando visse um gato, uma cadela no cio ou um motoboy! Não seria nada fofinho, o bicho devastaria cidades inteiras e mataria milhões de pessoas apenas brincando, e o Superboy não teria outra opção a não ser eliminá-lo.

Não que não seja possível criar uma estória interessante com essa ideia, mas ela não combina com a ambientação DC em qualquer nível que não seja infantil, e nem aquele Superamigos da década de 70 com 11 super-heróis que combatia a Legião do Mal, tinha o Krypto.

E isso sem sequer entrar na procedência extraterrestre do totó que torna qualquer conceituação séria de Krypton impossível. Mas, como sabemos, James Gunn é o cara que dirigiu a mais infantil trilogia do MCU, os Guardiões da Galáxia, e mesmo lá o Rocket Racoon pelo menos é inteligente. E conseguiu infantilizar ao nível de debilidade até o Esquadrão Suicida. Isso tudo porém, nada é. Não é nem um pingo do problema que há pela frente. Há uma feroz contenda ideológica envolvida, que os próprios envolvidos não compreendem. O novo filme, Superman Legacy, já nasce com uma "pegada" "político-ideológica" escancarada que nenhuma das edições anteriores chegou nem perto, a de Snyder tinha um viés filosófico, é verdade, mas muito mais estético que "ideológico".

Não vou comentar isso aqui porque o "Livro do Rosto", que participa dessa mesma "pegada", tem tanta obsessão que esconde o post se eu me atrever a tocar no assunto, mas voltando a tocar na "essência" do personagem, ela também foi sendo definida ao longo do tempo, e o símbolo do Super-Homem como uma síntese da ética também demorou a se consolidar, e sempre passou por oscilações. Mesmo seu uso como símbolo dos valores norte-americanos foi acidentando e frequentemente vacilante, tento sido, por sinal, completamente apagado justo nos filmes do Zack Snyder.

Nas primeiras edições, o Super-Homem mostrava seus poderes de um modo quase narcisista, e nem parecia se importar muito com questões morais. O personagem que muitos de nós conheceu no seriado com George Reeves, ou com Christopher Reeve, já era uma versão aprimorada que se consolidou ao longo dos 60 e 70, e o que temos hoje resulta de uma reformulação total nos quadrinhos promovido na década de 80, em especial na Crise das Infinitas Terras, que resetou o universo e que, por sinal, fez como uma das primeiras coisas eliminar o Superboy e seu supercão, e curiosamente, trazer a lume muitos dos personagens que aparecem no trailer do novo filme, a começar pelo Lanterna Verde Guy Gardener (que certamente votou no atual presidente), o bizarro Metamorfo ou a Mulher Gavião.

Ao anunciar a nova temática do filme, o próprio diretor deixou claro que essa essência será mudada, que o personagem encarnará novos valores e desafios, o que em si não é um problema.

O problema, pode apostar, é a solução que ele vai apresentar.

30 de Dezembro de 2024

É impressionante a quantidade de pessoas que dizem tolices do tipo "na ficção vale tudo" como se nos gêneros de Ficção Científica e Fantasia não houvesse necessidade de consistência ou coerência interna. Nem sei o que é pior: que essa "opinião" seja emitida por quem jamais tentou pensar sequer um minuto sobre o assunto; ou que seja uma conclusão de um esforço desastroso de raciocínio.

Mas 100% das pessoas que dizem detestar um filme irão alegar alguma contradição nele, e eu até teria mais consideração se os defensores da bobagem "ficção = irracionalidade" fossem apreciadores de Jodorowsky, David Lynch ou até Glauber Rocha, mas duvido que um deles aguente ao menos meia hora de La Montaña Sagrada, Mulholland Drive ou a metade final de Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Se você acredita que numa obra ficcional qualquer que contenha algum rompimento com a realidade, não precisa ter compromisso com o princípio da consistência, então não poderia reclamar se na sequência final Harry Potter e as "Relíquias" da Morte o vilão Voldemort fosse repentinamente derrotado porque o protagonista sacou, do nada, uma Lightsaber; se o Jason Worhees ao final de um novo Sexta-Feira 13 fosse, de repente, preso pelo Batman; ou se Vingadores Ultimato fosse subitamente solucionado com uma aparição repentina do Super-Homem mastigando um chiclete de Kriptonita e exorcizando os vilões cantando Hakuna Matata com um banjo. Afinal, na "ficção vale tudo" não é? "Não precisa ter lógica!", como dizem outros!

Mas o simples fato de todas as ambientações ficcionais supra realistas tratarem sobre alguns assuntos, mas não outros, já deveria ser mais que suficiente para atestar o fato óbvio de haver uma diferença entre uma ruptura com o real como premissa, e uma ruptura absoluta com qualquer racionalidade.

Tal como um jogo, uma mitologia ou mesmo uma lenda folclórica, a obra de arte, em especial a literatura ou a filmografia, também tem regras internas, sem as quais ela seria impossível de ser apreciada. E isso é tão evidente e apreendido tão espontaneamente que a quase totalidade de seus apreciadores irá perceber de imediato quando, por um descuido da autoria, houver uma violação dessa consistência, e um "furo de roteiro" ser imediatamente apontado.

Não houvesse essa tendência humana irresistível a delimitar um espaço de racionalidade mesmo dentro de devaneios imaginários, a obra surrealista O Fantasma da Liberdade (1976), um filme verdadeiramente "livre" de qualquer regra, bem poderia figurar no mesmo espaço estético de Avatar (2009), que não cito por acaso, pois lidera o ranking das maiores bilheterias de todos os tempos, onde ao menos dentre as 100 primeiras, são praticamente todos obras de Ficção Científica ou Fantástica.

O que mostra que o público de todo o mundo leva a Ficção Supra Realista bastante a sério!

19 de Janeiro de 2025

Assistindo o filme Homem de Aço (2003) na íntegra, comentando cada detalhe de seus elementos estéticos, míticos, simbólicos, e suas implicações culturais.


26 de Janeiro de 2025

Tendo como exemplo o Super-Homem, uma reflexão sobre a relevância do Poder para a valoração da Virtude.


21 de Março de 2025

Estou avisando: o futuro filme SUPERMAN LEGACY quase certamente trará uma das piores batalhas já vistas na infame Guerra Cultural Atual (e nem perco aqui meu tempo com negacionistas desta perene regularidade humana, no meu canal demonstro essa obviedade em Guerra Cultural e Guerra (civil) Cultural II).

James Gunn não está trazendo apenas um filme, mas um projeto de Engenharia CULTURAL, não apenas social, que irá fracassar, seguramente, mas vai causar um estrago. E isso já é praticamente confesso.

Antes, só vou lembrar que James Gunn protagonizou um dos mais sórdidos escândalos já vistos no Twitter, com dezenas de posts de apologia abjeta à pedofilia, gozação com vítimas de AIDS e até coerção sexual, que chocaram até os mais devassos em 2008, e 2018 quando foram desenterrados, causando até mesmo sua demissão temporária da Marvel. Ele viria a se desculpar, e foi prontamente perdoado e o assunto esquecido, sendo então recontratado para continuar a saga dos Guardiões da Galáxia. Só aponto que se um centésimo disso tivesse sido cometido pelo Zack Snyder, ou qualquer não queridinho da "turma", este já teria sido crucificado e executado sem qualquer consideração.

Até pelo fato de que, por nada minimamente comparável, Mel Gibson, Jim Caviezel ou o próprio Snyder viraram párias em Hollywood. (Procure por si mesmo os tweets, mas é preciso ter estômago, pois não se trata de hipersensibilidade politicamente correta. Não! O treco é grotesco mesmo! E o sujeito fez com mais de 40 anos algo que já seria difícil de perdoar até pra um adolescente.)

Só quis apontar aqui que estão usando alguém com rabo preso para fazer um serviço que dificilmente outro diretor aceitaria, e que ao mesmo tempo está com 'carta branca' apesar do passado sujo. E ele já declarou abertamente que a ideia de seu filme é "exatamente a mesma" do clássico de 1939 Mr. Smith Goes to Washington, onde um homem bondoso, mas ingênuo, se torna acidentalmente senador apenas para se deparar com a sujeira em Washington e ser vítima de manipuladores pérfidos.

Até aí, nada de mais. Poderia até ser interessante um conceito dessa natureza aplicado a Clark Kent. Mas aí você junta o trailer, e o simples fato de estarmos falando do Homem de Aço, e aí se pergunta: como um ser super poderoso poderia se colocar no lugar de alguém ingênuo, vulnerável, manipulável, e ainda por cima numa estória de super-heróis?

No filme de 1939, Jefferson Smith é possivelmente o único político realmente honesto, e justo por tentar fazer o bem, é ele próprio acusado de corrupção com provas forjadas e tem que se submeter a uma Via-Cruxis para se defender. Isso explica boa parte do que vemos no Trailer do novo Superman, só que isso exigirá não apenas o repúdio do público, mas também ser vítima da agressão de outros seres super poderosos, o que fica evidente na cena de abertura do trailer onde vemos o herói todo arrebentado e precisando ser salvo por um "cachorrinho".

Ok, ainda assim isso poderia ser interessante se estivéssemos em outro contexto, parodiando a inspiração de Jefferson Smith que, apesar de tudo, e ainda contanto com a benevolência de vilões, termina se saindo vitorioso. Mas antes de considerarmos este contexto, e imprescindível falar de outro futuro filme.

SUPERGIRL - WOMAN OF TOMORROW deve estrear em 2026, mas já sabemos muita coisa sobre ele, o que aliás são bem óbvias só de vermos os nomes envolvidos. O diretor tem em seus filmes mais recentes Cruella e "Eu, Tonya", que, obviamente, tem como tema central o "empoderamento feminino", que ao contrário do que os leigos podem pensar, não tem rendido bons filmes de super-heroínas. E a atriz principal é ninguém menos que Milly Alcock, estrela da série A Casa do Lacrão Dragão, definitivamente, a série mais eficiente e certeira no sentido de passar uma mensagem feminista, pois invés de cair no ridículo como She-Hulk, consegue ser sutil ao ponto de passar desapercebida pelos próprios nerdolas reativos, mas ser incomensuravelmente mais profunda do que Os Anéis do Poder jamais conseguiria ser.

Mas até aí... nada demais, de novo. Ao menos até que, juntando tudo, você entende que a "Mulher do Amanhã" quase certamente aparecerá no filme Superman Legacy, até por ser ela que irá levar o Krypto, o super cachorrinho, e então, após saber que o filme dela é um filme de vingança, ouve da boca do próprio James Gunn que: "Nós veremos a diferença entre o Superman, que foi enviado para a Terra e criado por pais amorosos desde criança, e a Supergirl, que foi criada em um pedaço de rocha de Krypton, e viu todo mundo ao seu redor morrer e ser morto de jeitos terríveis nos primeiros 14 anos de sua vida".

Agora, prezável, processe os dados no nosso devido contexto e... não parece haver esperança! O SUPER-HOMEM DE JAMES GUNN SERÁ UM BUNDÃO! Que vai ser humilhado e surrado, enquanto A SUPER GAROTA SERÁ A FODONA QUE VAI BATER EM TODO MUNDO! Até por que no filme dela, que quase certamente se passará cronologicamente antes que o filme dele, ela terá que enfrentar o Lobo, interpretado por Jason Momoa (que, reconheçamos, nasceu para esse papel), e a não ser que corrompam por completo o personagem, sobreviver a um encontro com o Lobo é coisa pra Superman do Henry Cavill, ou o Adão Negro do The Rock!

Portanto, depois de toda a reclamação com o Super-Homem CABA-ÔMI do Zack Snyder / Henry Cavill, depois de toda a afetação com o fato dele ser muito violento, virão com um Super-Homem ao estilo do Brandon Routh, mas toda a força, capacidade de luta e violência ficará para a Supergirl, claro! Por que segundo as normas vigente, SOMENTE AS MULHERES PODEM SER HOMENS! Quando mais, Superhomens! E ainda mais, o Homem... quer dizer, a Mulher do futuro, o que já está entregue nos próprios títulos: Superman Legacy (passado) e Supergirl - Woman of Tomorrow! (Aliás, o título brasileiro de "Mr. Smith Goes to Washington" é: A Mulher Faz O Homem!)

Enfim, após o MCU ridicularizar Thor, Hulk e Dr. Estranho, só poupando mesmo o Capitão América, e hiper turbinar a Capitã Marvel e a Feiticeria Escarlate, a Warner prepara o desconstrução suprema do maior de todos os Super-heróis, e sua superação em favor da Mulher do Futuro! Vai dar tudo errado, vou logo avisando, mas a ideia seguramente é essa! Do contrário toda a campanha orquestrada contra o Homem de Aço de Cavill não faria o menor sentido, campanha difamatória evidentemente financiada pelo próprio estúdio que sabotou deliberadamente o projeto vitalista e tradicionalista de Zack Snyder, chegando ao ponto de mentir descaradamente dizendo que o Super-Homem nunca tinha matado ninguém, que em Batman Vs Superman ele deixa todo mundo morrer no Capitólio sem se importar, e uma horda de novas "descobertas" sobre a "verdadeira essência do herói" que foram inventadas de ontem pra hoje!

Se isso for só "passagem de bastão", menos mal, só não se surpreenda se a Super Garota do Futuro pegar esse bastão e devolver a ele no lugar errado!

Eu gostaria muito de estar errado, adoro filmes de super-heróis, mas aqui me vejo obrigado a unir o útil, denunciar o esquema, ao potencialmente agradável, que é abaixar minha expectativa ao mínimo possível para, quem sabe, ter alguma boa surpresa.

30 de Março de 2025

A nova frente de Guerra Cultural que Superman Legacy já abriu. (A partir de 1:08:39)


14 de Maio de 2025
Facebook

Há milhões de anos, no programa Os Trapalhões, o personagem Didi Mocó, fantasiado de Batman num quadro de super-heróis, decidiu provocar seus colegas com a inesquecível paródia:

"Homem-Aranha, Homem-Aranha,
Nunca bate, só apanha."
*1

E logo em seguida, foi a vez do Super-Homem receber sua versão da música que manteve a melodia original do herói anterior.

"Super-Homem, cascateiro,
só faz força, no banheiro."

Mas quem quer que tenha visto qualquer um, ou todos os cinco materiais promocionais sobre o novo filme de Superman Legacy será tentado a misturar as duas estrofes, por menos que elas rimem, pois é só isso o que se vê, quer seja os trailers, na prévia de 4 minutos, ou no mini documentário. O Super-Homem apanhando, ou todo arrebentado!

Apanha do Ultraman, apanha de um robô que não identifiquei, apanha de uma sujeita lá (a Engenheira?), apanha do cachorrinho, apanha dos carcereiros na prisão, apanha do público, e só! Em compensação, quebra um vidrinho aqui, dá uma voadinha ali, diz uma coisinha lá, e volta a apanhar!

E uma horda de sádicos achando a coisa mais linda do mundo! "Esse é o verdadeiro Superman", "A Esperança Voltou", "Como Estou Emocionado!"

A questão é: onde estava esse pessoal quando Superman Returns flopou? Pois se é isso que eles querem ver, lá ele também toma uma sova brutal dos capangas de Lex Luthor, com a diferença que existe um simbolismo que reflete à Via-Crúxis, onde até o golpe final da lâmina de Kriptonita dada pelo próprio Luthor é análoga a lança que perfurou Jesus já na cruz, atingindo a mesma região.

Mas não é por falta de aviso! Eu já disse que ia acontecer isso e já expliquei o porquê!

*1. Não achei o vídeo original, mas tá cheio de imitações por aí.

25 de Maio de 2025

Da vindoura e provável maior guerra cultural simbólica em torno do ícone máximo da masculinidade. Por que o Super-Homem de Christopher Reeve / Richard Donner é hiper estimado e o Homem de Aço de Henry Cavill / Zack Snyder é a melhor versão do personagem nos cinemas.


3 de Junho de 2025

Ah... mas segundo os "moleques"*, aquele era o verdadeiro Super-Homem!

* Como "moleques", considero aqueles que viram o filme de 1978 no cinema na infância (meu caso), mas continuam pensando hoje com a cabecinha infantil deslumbrada. Eles não comparam as características intrínsecas das obras, mas o deslumbre infantil com a rabugice adulta.

11 de Julho de 2025

Assisti ao novo Superman (ex-Legacy), e é a prova viva de que subornar a crítica não é nada comparado a maestria de fazer lavagem cerebral em massa no público. (Sim! Esse pezão aí está num frame do filme! E não! Não é por causa do Krypto! É tosqueira mesmo!)

Os deslumbrados que estão derramando lágrimas de êxtase com a estréia são os mesmíssimos que já estavam se molhando desde o primeiro trailer. Sua opiniões NÃO MUDARAM! Estão dizendo as mesmas coisas que diziam há quase um ano! E continuam tão incapazes de ver o que seus olhos mostram quanto antes.

Há um Super-Homem apanhando e sendo humilhado o tempo todo, INCAPAZ DE VENCER UMA ÚNICA LUTA por conta própria. Ele se esforça, se esforça, mas sempre quem resolve a situação são outros personagens, ou o mero acaso. Mas tudo bem, por que eles veem "esperança"!

Não bastando ter sequestrado e torturado, sem sucesso, um idoso (que por mais "PDF" que fosse ainda era menos que Luthor, contra o qual ele não moveu um dedo) numa certa feita o Superman mata um monte de seres humanos com a visão de calor (ainda que só pra apanhar mais depois), dá pra ver os corpos caindo como se fossem dilacerados por uma Light Saber, mas os gunnboys só veem ele salvando um esquilo e sendo tão bonzinho que não queria nem matar um Kaiju que destruía a cidade!

Lois Lane estava prestes a dispensá-lo, após o xilique que ele deu na entrevista, que é muito pior que na versão de divulgação, e que transforma o que seria um jantar romântico num fiasco onde ele vai embora cabisbaixo. E quando ela finalmente vai dar "o Fora" nele, ele diz que a ama, e ela fica com pena! Mas o que eles veem é uma "química perfeita" entre o casal!

Temos um herói que, NA CONTRAMÃO ABSOLUTA de tudo o que já existiu até hoje sobre o personagem, é um novato que chegou na Terra 300 depois dela estar repleta de meta-humanos, com o objetivo de escravizar a raça humana, mas eles juram que esse é o resgate do herói clássico! Sendo que o único lugar onde já vimos isso é em INVINCIBLE (a missão do Omni-Man) e em Bright Burn, que é, adivinhe só, do próprio James Gunn!

Por falar em meta-humanos, que é um genial conceito da DC para explicar os poderes da maioria dos personagens (bem melhor que as mutações da Marvel), é curioso o filme vir com essa cartada, mas O ÚNICO meta-humano ali ser o Metamorfo. Laterna-Verde, Mulher Gavião, Mr. Terrific, a Engenheira, Ultraman E O PRÓPRIO Superman JAMAIS FORAM META-HUMANOS! Seus poderes derivam de outras fontes! Mas os chorosos juram que esse filme é fiel aos quadrinhos!

E isso pra nem falar que jamais existiu o Krypto em VERSÃO ALGUMA do personagem, que sempre foi companheiro do Superboy, que não! Nunca foi o Superman quando era menino, e sim estórias paralelas desconectadas.

Meta-humano mesmo deve ser o James Gunn, com um poder telepático digno do Charles Xavier para manipular a mente de milhões de pessoas mundo afora desse jeito!

A premissa copia as HQs de The Boys na relação entre o Homelander e o Black Noir. NOS QUADRINHOS!* Não na série de TV, e não posso detalhar mais pra não dar o spoiler fatal. Mas quem tem uma mínima noção do assunto tem obrigação de saber do que estou falando. Só que isso torna todo o plano do Lex Luthor completamente inútil, pois se ele queria desacreditar o Super-Homem era só fazer a mesma coisa que foi feito em The Boys, o que seria muito mais efetivo, pois o Homelander, sendo um psicopata, não se importava com algo que seguramente devastaria o Superman psicologicamente, e a Voight Corporation não deixava vazar para não estragar a reputação do Homelander, mas aqui é o Luthor que estava o controle. *Spoiler! Selecione para ler: ( Esclarecendo, nas HQs de The Boys, Black Noir é um clone disfarçado do Homelander, e muito das atrocidades que se pensava terem sido cometidas pelo Homelander, na verdade o foram pelo Black Noir. Aqui, Ultra Man é um clone do Superman, até mesmo com um visual muito parecido. Já na série de TV de The Boys é completamente diferente. )Spoiler!

Ou pior! Se ele quisesse matá-lo, porque simplesmente não o fez?! Pois os primeiros minutos do filme deixam claríssimo que o Superman só não foi morto porque o Martelo da Borávia não quis!

Aí, o "inteligentíssimo" Lex Luthor joga tudo fora com um plano cheio de detalhes e meandros que acaba dando tudo errado por causa de uma repórter!

Mas não tem problema! Por que os cérebros lavados juram que estão vendo um roteiro não só original, mas genial!

E... Hells! Um exército de macacos interdimensionais para fazer aquilo que o Carlos Bolsonaro fez muito melhor sem precisar de um Buraco Negro?!

E o Jimmy Olsen... MINHA DEUSA!!! O Jimmy Olsen ! ! !

Chega! Tem muita coisa tão ruim quanto ou até pior, e só não digo que o filme é um desperdício total porque de certo pode agradar ao público infantil.

Mas milhões idolatrando essa versão deprimente do personagem é muito mais que um AVC estético coletivo! É um sinal de decadência civilizacional!

11 de Julho de 2025

Após assistir ao novo Superman (ex - Legacy), está confirmada a minha suspeita: o objetivo é desconstruir totalmente o maior símbolo contemporâneo da masculinidade heróica, humilhá-lo, castrá-lo e reduzí-lo a uma figura incapaz e patética.


13 de Julho de 2025

Assistindo ao novo Superman (Legacy), comentando cena por cena.


Facebook 15 de Julho de 2025 YouTube

Não eram poucos os que diziam que Superman (Legacy) se trataria de um sucesso de dimensões cósmicas, fazendo uma super bilheteria de mais de um bilhão. Hoje, o discurso já mudou para "o filme não precisa ser um grande sucesso para conquistar os fãs". E até mesmo a Fan Base do Snyder, que sempre foi o alvo dessa campanha, já foi pré-responsabilizada por um eventual flop.

Até Segunda, porém, já estava consolidado que a Opening Weekend, uma medida crucial do sucesso de um filme, estava em U$ 122 milhões, anunciando orgulhosamente que, vejam só, havia superado o Homem de Aço, de 2013, que teria arrecadado "apenas" U$ 116 milhões, e como todo o sentido existencial desse novo empreendimento sempre foi superar o legado de Snyder, isso se tornou o objetivo principal, uma vez já ser evidente não haver a menor chance dos sonhados 1 bilhão feitos por Aquaman (2018).

Hoje, porém, malandramente, "corrigiram" o valor para U$ 125 milhões, talvez para que ao menos se equipare ao real valor de Homem de Aço, uma vez que naquela época além da Opening Weekend, havia sessões especiais de pré-estreia que quando contabilizadas, elevam a bilheteria inicial do filme para esse mesmo valor, no mínimo!

Mas nem é relevante, pois não tem o menor cabimento comparar os valores brutos de bilheterias de filmes separados por anos sem reajustar pela inflação, e quando isso é feito, Man of Steel passa de U$ 150 milhões!

Para qualquer efeito prático Superman (2025) JÁ PERDEU para Homem de Aço (2013) no fim de semana de abertura, quer se considere as prévias ou não. E para não encarar esse fato, "arredondam o número" bruto de hoje e omitem as pré-estreias da época de seu grande rival, o que é até compreensível, porque o novo filme periga não superar, na bilheteria final, NENHUM dos filmes do Snyderverso.

Aliás, confira a tabela de bilheterias de todos os filmes do DC Universo Cinematográfico, já encerrado. [Não inclui Coringa (2019) e The Batman (2022), que não fazem parte desse universo compartilhado.]

Confira e avalie a mentalidade de quem diz que o problema do DCU foi o Snyder, e ainda mais de quem tem como único objetivo se afastar o máximo possível dele.

É verdade que a Pandemia afetou essas bilheterias, mas não dá pra explicar todos os resultados por ela, visto que no máximo três filmes teriam sido integramente prejudicados, em 2020 e 2021.

Note que mesmo os anos de 2022 e 2023 ainda confirmam que o maior critério de sucesso de público é o grau de proximidade com a visão do projeto original, ou, se preferir, com o quanto foram feitos respeitando ao menos a fan base conquistada inicialmente.

Ademais, mesmo nos filmes da Era Snyder, o que mais se afastou da visão original definitivamente foi Liga da Justiça, na versão de Joss Whedon, que substituiu Zack Snyder quando ele teve que se ausentar devido a uma tragédia familiar. E que deliberadamente decidiu subverter a concepção original para imitar o MCU.

E ainda desafio alguém a ter coragem de dizer que Aves de Rapina teria sido um sucesso se não fosse a Pandemia.

24 de Julho de 2025

O cara que "entende" de Super-Homem, não viu nem Batman Vs Superman!


25 de Julho de 2025

O negócio tá feio mesmo! A polarização se consolidou! Quem se derreteu de amores pelo novo Superman (ex-Legacy) ficou frio com o novo Fantastic 4 - First Steps, e vice-versa. E é fácil entender por quê.

Tudo aquilo que foi prometido para um: a esperança, a resgate da essência, fidelidade ao material original, admiração popular pelo herói etc, só existe em Superman na cabeça do público, mas em Quarteto Fantástico de fato está lá! Chega a ser impressionante como os rasgados elogios à ideia de um filme que jamais se materializou na obra de James Gunn, se encaixam perfeitamente aos 4 Fantásticos (como se dizia no meu tempo).

Faça o teste: pegue uma crítica deslumbrada sem spoilers e genérica sobre Superman e mude o nome. Invés de ver um super-herói ser humilhado, espancado e incapaz de vencer suas próprias lutas, mas chamar isso de "esperança", em F4 você tem esperança real!

Primeiro por ser um filme verdadeiramente família, que possui um toque infantil, mas também um tom sério e tenso que no entanto passa desapercebido por crianças. Ao passo que James Gunn faz um filme "infantilóide", isto é, se o roteiro e argumento são tão infantis quanto o próprio cachorrinho, o filme é repleto de piadas inadequadas e cenas que nenhum adulto gosta que seus filhos vejam.

Segundo porque F4 introduz o tema ABSOLUTAMENTE INÉDITO da maternidade no ramo dos super-heróis, e de forma sublime! Ao passo que com o novo Superman temos que aguentar o "pai postiço de pet", a temática familiar aqui é totalmente relevante para a história. PELA PRIMEIRA VEZ no gênero, veremos uma super-heroína grávida em ação! Esperança é, por essência, "esperar" pelo melhor, e isso não pode ser feito sem a afirmação do futuro, e nada representa melhor isso que apostar no futuro da vida, o que se vê no filme.

E terceiro, porque na perspectiva de uma aniquilação da humanidade perante uma ameaça cósmica, a população acredita nos heróis que partem para a missão e o mundo se mobiliza em função disso. Mesmo passando por momento onde o público questiona o Quarteto Fantástico numa virada de opinião análoga à que se vê em Superman, que porém, é superada num diálogo franco, que em parte resgata uma declaração imprudente, feita num momento anterior de estresse. E então se vê novamente aquilo que os trailers do novo Superman prometeram: momentos de verdadeiro apoio, júbilo e fascínio do povo com o herói, que JAMAIS acontecem. Mas em F4, estão, de fato, lá!

Assim como está a fidelidade ao material original, e o resgate da essência que caracterizava as primeiras versões dos personagens. O novo Johnny Storm não é aquele playboy fanfarrão e irresponsável das versões de 2005 e 2007, bem como Ben Grimm não é aquele homem traumatizado e amargurado com o próprio destino.

Mais uma vez, parodiando o que se diz sobre o Superman atual para evitar que a repetição sistemática do mugido da boiada fique muito evidente, o novo Quarteto Fantástico "não é perfeito", e dá pra sentir falta do material evidentemente cortado da versão apresentada.

O universo alternativo nos anos 60 retro futurista é visualmente deslumbrante, mas fica uma sensação inconstante de excessiva restrição em Nova Iorque para eventos que deveriam impactar mais o planeta inteiro. Se por um lado fica claro que a equipe já era formada por pessoas excepcionais em todos os aspectos muito antes de desenvolverem os super-poderes, por outro é estranho ver tudo ser resolvido por eles sem participação de outros cientistas, militares ou governos, mesmo tendo o destino do mundo em jogo.

Embora seja crucial apontar que esses são problemas quase obrigatórios na maioria das obras do gênero, não creio que a infeliz declaração de Red Richards assim que voltaram no primeiro conflito contra Galactus faça sentido. Ele nem sequer deixou claro que, que para todos os efeitos, eles venceram, mesmo provisoriamente!

O Senhor Fantástico acaba tendo os poderes pouco explorados, e o visual do Tocha Humana ficou, com o perdão do trocadilho... "apagado". Nesse ponto o dupla de filmes da década de 2000 se sai melhor. Em compensação temos o melhor Coisa já visto, e se Susan Storm talvez não esteja na sua melhor versão visual em termos de poderes, no que se refere à importância e grandeza da personagem, aqui ela é insuperável.

A Surfista Prateada em termos de presença em tela e poderes me parece no mesmo nível da versão de Quarteto Fantástico e Surfista Prateado (2007), mas aqui a inversão da personagem termina acrescentando uma riqueza inesperada em seu "relacionamento" com Johnny Storm, que termina solucionando metade do problema da trama numa abordagem que duvido que alguém esperasse do personagem principalmente devido a suas versões anteriores.

Por fim, tudo aquilo que F4 tem de tresloucado em termos de Ficção Científica acaba tendo de fiel ao espírito original dos quadrinhos, onde tecnologias sessentistas convivem com capacidade de voo espacial por meio de portais e velocidades próximas à luz, com direito a sequências em buracos negros onde podemos ver uma personagem, literalmente, surfando no "Horizonte de Evento", pela primeira vez justificando esteticamente a prancha!

E putz, quase ter movido o planeta...

Em suma, temos um filme muito superior às versões anteriores, e EU GOSTEI da versão subversiva de 2015, que teve uma visão bem melhor em vários aspectos, embora eu conceda que forçaram a barra na ressignificação dos personagens, e na infeliz mudança de etnia do Johnny Storm que arruinou uma das poucas boas ideias do filme anterior, que foi dar alguma consistência nos poderes, fogo e luz justamente para os irmãos. E não ficou claro se a excelente ideia de que o Mr. Fantástico distorcia o espaço, invés de insistir no velho e bizarro clichê de esticar o próprio corpo, foi reaproveitada aqui devido ao pouquíssimo uso que o líder da equipe faz de seus próprio poderes.

Até por que, tal qual nas estórias originais, as inconsistências conceituais continuam lá, firmes e fortes, em conjunto com toda a originalidade que fascinou milhões nos quadrinhos e desenhos animados, com direito até ao gigante Galactus caminhando pelas ruas da cidade, mas sem as ridículas "pernas de fora". Em 2007 tivemos uma abordagem bem mais sóbria, e até sensata, é verdade, mas completamente destoante da original.

E voltando ao começo, a polarização. Sim. Por que nesse momento a obsessão dos "fãs" de James Gunn no desespero de que seu projeto de destruição do Super-Homem seja bem sucedido, estão fazendo de tudo para salvar a bilheteria do filme de um fiasco, e isso inclui queimar Quarteto Fantástico - Primeiros Passos para aumentar as chances de que seu filme venda mais ingressos. Ao mesmo tempo que os defensores do verdadeiro Super-Homem querem mais é ver essa agressão estética e conceitual naufragar mesmo, e por isso, estão recomendando F4, na esperança de enterrar a "esperança" de que Superman sequer chegue perto da bilheteria de Homem de Aço, de 2013, mesmo sem reajustar pela inflação.

E no que se refere ao "embate" atual, ao menos para o primeiro dia, Quarteto Fantástico já ganhou.

28 de Julho de 2025

Agora que está claro que o novo Superman não irá chegar perto sequer da bilheteria de Liga da Justiça (2017)1, só resta aos DeceptiGunns, além de esquecer que um dia falaram em bilhão+, dizer que U$ 500 milhões é oficialmente um sucesso, apesar de não chegar sequer no BreakEven, o mínimo que o filme precisa ter para compensar os custos de produção e marketing, e apesar de considerarem os U$ 658 milhões de Liga da Justiça um fracasso.

Mas um dos argumentos aos quais se agarraram, proferido há tempos por um tal John Campea, até merece uma análise mais séria. Em um vídeo intitulado "Why Superman Never Needed To Break Even And Was Never Going To Make A Billion", ele basicamente argumenta que tudo o que o filme precisa é estabelecer um novo universo e apagar o "estrago" feito pelo universo anterior. E assim, cita o exemplo de Batman Begins (2005), que também não teve uma grande bilheteria (U$ 373m), mas cumpriu o papel de "apagar" os quatro filmes anteriores, de 1989 a 1997, estabelecendo seu novo "universo" para, só então, fazer real sucesso com Batman - The Dark Knight (2008), que, este sim, faturou mais de um bilhão.

Para quem está disposto a crer em qualquer mentira desavergonhada para negar o óbvio, esse argumento parece mesmo excelente, mas apesar de estar anos-luz à frente da média dos DeceptiGunns, ainda está longe de sequer ser bom.

1° porque Batman Begins efetivamente bateu não só a bilheteria do último filme da franquia anterior, Batman & Robin (1997), que havia feito U$ 238m, sendo o pior resultado dentre os 4 primeiros filmes. Mas o atual Superman, como dito, não fez o mesmo com Liga da Justiça, e em ambos os casos os filmes distam em oito anos. Na verdade, Batman Begins só não bateu a bilheteria de Batman - The Movie (1989), de U$ 411,6 millhões. Ou seja, foi melhor que os três filmes anteriores do personagem. E detalhe, essa situação se mantém mesmo atualizando os valores pela inflação.

Da mesma forma, o novo Superman também não bateu as bilheterias de Homem de Aço (2013) nem Batman Vs Superman (2016), respectivamente U$ 668 e 876,6 milhões, que são as outras das três edições anteriores do personagem1. E se corrigirmos pela inflação, a situação piora muito para o novo filme.

Mas até aqui, isso tudo beira a irrelevância comparado ao 2° ponto, que explica a dinâmica destas bilheterias.

A questão é que o novo Batman da época foi universalmente celebrado pela totalidade do público. Mesmo os que gostavam dos filmes anteriores abraçaram entusiasmados a nova proposta, que, por sinal, foi na absoluta contramão da proposta do novo Superman, que é muito mais parecido com o estilo galhofa de Batman Forever (1995), com Val Kilmer, e Batman & Robin (1997), com George Clooney, do que com o estilo sombrio e sério de Batman Begins (2005) e seus sucessores The Dark Knight (2008) e The Dark Knight Rises (2012), ou, para resumir, a trilogia Christopher Nolan, com Cristian Bale no papel principal.

Mesmo os dois primeiros filmes de Tim Burton, Batman (1989) e Batman Returns (1992), ainda que no estilo... Tim Burton, estavam longe de ter a seriedade dos filmes de Nolan. Os outros dois então, estavam mais para a série de TV de 1966-68 com Adam West!

Ou seja, grande, talvez a maior parte, do sucesso da trilogia Nolan se deveu justamente por abandonar o estilo mais colorido e infantilizado anterior, e o novo Superman faz o exato contrário, abandonando o estilo mais sombrio e sério de Zack Snyder.

E justamente por isso, e cá entramos no 3° ponto, ninguém estava interessado em preservar os 4 filmes anteriores que simplesmente se esgotaram por si mesmos, ao passo que agora, os filmes anteriores, especialmente os considerados como integrantes do Snyderverso, possuem uma legião de fãs indignados com a canalhice que o próprio estúdio, a Warner Brothers, fez com o universo que estava indo muito bem até ser deliberadamente sabotado por dentro2, e a imensa maioria desses fãs detesta o novo Superman, não pagou para vê-lo nos cinemas, e ainda faz campanha contra! E tem excelentes motivos para tal, até porque setores do próprio estúdio, alinhados à quase totalidade da crítica profissional e uma legião de detratores ataca o Snyderverso desde sempre, sendo aliás, o novo filme, nada mais que um subproduto deste ataque, que nada menos que espelha uma semi-consciente polarização ideológica que intersecciona de modo um tanto inusitado a polarização política atual.

Nada disso havia no contexto anterior, de modo que obstáculo algum se pôs no caminho do sucesso da trilogia de Nolan, que, no entanto, não engendrou exatamente um universo. Agora, por outro lado, tudo se coloca contra a nova (segunda ou terceira) tentativa de reboot do Universo DC nos cinemas, com alta probabilidade de qualquer filme vindouro não ter destino melhor que o atual filme. E... por favor, é sério que alguém está mesmo pensando em colocar o Superhomem de David Corenswet ao lado do Batman de Robert Pattinson?! Alguém consegue imaginar o bem sucedido The Batman (2022)3, que fez U$ 772m, e é bem mais próximo do estupendo Coringa (2019), que passou de um bilhão, se passando no mesmo universo do novo Superman?!

Mas, nem tudo está perdido. Os DeceptiGunns ainda podem contar com seu exército de macacos interdimensionais que, se não foram suficientes para convencer o mundo a dar dinheiro para seu filme, ainda podem curtir sua luta contra a fã base de Snyder e inventar todos os dias mil e uma novas insanidades para fingir ser mais do que um besteirol o filme do diretor que, se não está na "Lista de Epstein", deve ter, à época, ficado bem chateado.

1. Vale lembrar que o filme Liga da Justiça (2017) exibido nos cinemas é apenas parcialmente de Zack Snyder, devido ao problema pessoal que o afastou da produção e da estúpida decisão do estúdio de desfigurar radicalmente sua visão dando um direcionamento deliberadamente mais "Marvel", excetuado por Joss Whedon, o que resultou no menos bem sucedido dos filmes que contém o Super-Homem como um dos personagens principais. Alguns até o chamam de Josstice League, e apesar de ainda ser um material bem superior a muito do que veio depois, o atual Superman incluso, está longe da absolutamente fabulosa versão de Snyder que foi liberada apenas em 2021.

2. Que o Snyderverso estava sendo muitíssimo bem sucedido é algo dito pelos números de bilheteria, como mostrei em 15 de Junho, Superando inclusive a maioria dos filmes da Marvel, ainda assim a WB Studios decidiu deliberadamente derrubá-la, com resultados catastróficos, sendo os filmes já sob influência de James Gunn justamente os piores. Mas não é de hoje que digo que os estúdios de Hollywood estão menos interessados em lucro do que em pregação ideológica, estando dispostos a amargas prejuízos bilionários para impulsionar sua agenda. O Gunnverse segue exatamente esse propósito, por isso não me surpreenderei se continuar sendo mantido mesmo com um flop atrás do outro.

3. Comentei The Batman em vídeo, onde também comentei outros filmes do personagem. Aliás, de todos os filmes do DCEU, o único que nunca comentei nem em vídeo nem em texto foi o Besouro Azul.

Meu comentário no vídeo em questão.

Também é bom lembrar que Superman teve o melhor cenário possível para maximizar sua bilheteria: foi lançado durante as férias (de verão no hemisfério norte), teve uma distância confortável, de duas semanas, de outros blockbusters, (Jurrasic World antes e Fantastic Four depois). E contou com uma das mais mais intensas campanhas de marketing da história, com direito a trailers massivamente divulgados e publicidade física na forma de instalações nababescas em grandes cidades do mundo.

E tal marketing é provavelmente bem maior do que o divulgado, visto que envolve impulsionamento de inúmeros canais no YouTube e páginas em redes sociais que não só se dedicam a elogiar o filme, a maioria repetindo mecanicamente os mesmos chavões desde o começo, como ainda mais promovendo hordas de ataques ao Snyderverso. Não há um dia que não saiam dezenas de novos vídeos mais preocupados em atacar as versões anteriores que defender a nova. Isso sem contar bots, é claro, visto ser possível notar frases curtas pardronizadas sendo repetidas em massa por milhares de perfis fake.

Se este filme tivesse tido um marketing apenas normal, e não tivesse recebido uma janela de lançamento privilegiada, provavelmente teria sido um flop tão ou mais catastrófico que as últimas edições do DCU.

16 de Agosto de 2025

Pra quem ache que esse assunto não deveria ser mais pautado que os temas mais "sérios", entendam que temos aqui um projeto de engenharia social do mesmo naipe dos que que trazem consequências eleitorais, políticas, sociais e econômicas diretas, mas sendo feito num âmbito mais limitado. E parcialmente mais fácil de entender justo por ter como alvo uma obra ficcional, que jamais poderia ter a complexidade da realidade.

Como digo no meu vídeo Falsificando a Ficção, a capacidade de fazer pessoas verem num filme o contrário do que está sendo mostrado exige mais técnica do que fazer o mesmo com a realidade, que é muito mais multifacetada e interpretável. Se alguém pode fazer você assistir a menos de duas horas de filme e te fazer ver o absoluto contrário do que está sendo mostrado, então fazer você ver o que ela quiser na realidade é moleza!

E aí caímos nas guerras de narrativas, na polarização e nos ataques mútuos infinitos entre subjetividades inesgotáveis que estão dispostas a ir às últimas consequências para sustentar a ilusão. Por isso, como sempre faço para a realidade em si, só nos resta apelar pros números, que nos mostram que a única intepretação objetiva possível é que a bilheteria do novo Superman de James Gunn é catastrófica.

Arrecadou menos que os três filmes da versão anterior cujo objetivo principal sempre foi superar: U$ 586.6 milhões nesse exato momento, contra U$ 668 de Homem de Aço (2013), U$ 874 de Batman Vs Superman (2016) e U$ 661 de Liga da Justiça de Joss Whedon (2017), que foi considerado quase universalmente um fracasso. NÃO! Mesmo ainda em cartaz há 35 dias, NÃO HÁ NENHUMA possibilidade dele ir muito além disso. TALVEZ ainda chegue a U$ 600 milhões.

Assim, o filme deu prejuízo ao estúdio, pois com um orçamento de U$ 225 milhões, e um custo de marketing entre U$ 100 e 200 milhões, fará no máximo o dobro disso nas bilheterias, sendo que a maior parte do lucro fica com os cinemas e distribuidoras, então, já será um milagre se conseguir ficar no 0 x 0.

Mas eu ainda digo que é pior, pois estou certo que o gasto de shadow marketing eleva muito mais esse custo, pois certamente não deve ter sido barato subornar milhares de influenciadores digitais para se ajoelharem e louvarem esse filme como se estivessem diante da Nova Revelação, gerando então o efeito multiplicador que conduz grande parte do público.

Tudo isso para esse resultado pífio que, nunca se pode deixar de lembrar, NÃO ESTÁ SEQUER CORRIGIDO PELA INFLAÇÃO, o que tornaria a diferença ainda mais constrangedora, e nos faz lembrar então que o atual filme levou aos cinemas MENOS PÚBLICO. Alguns portais estão falando em 1/3 a menos, e uma das coisas que mais está em voga na guerra entre os DeceptiGunns (os fans do diretor James Gunn) e os Snydetes (fãs do diretor Zack Snyder, que criou a franquia anterior) é os primeiros dizerem que estão indo várias vezes assistir ao filme.

Então, sobretudo como um projeto de apagamento do Snyderverse, que na absoluta contramão foi sistematicamente sabotado pelo próprio estúdio, temos um fracasso retumbante, só menos evidenciado pelo fato de legiões de influenciadores continuarem contratualmente, ou esquizofrenicamente, obrigados e se derramar de elogios hiperbólicos ao filme, agora apenas a cada meia hora. Outrora a cada minuto.

Como nada disso, porém, consegue fazer a bilheteria alavancar, eis que surge uma nova e revolucionária modalidade de manipulação perceptual de público, dizer que o filme é um sucesso... domesticamente, ou seja, nos EUA, onde de fato estão os únicos números que de fato podem ser visto sob melhor ótica, desde que não corrigidos pela inflação.

Embora a diferenciação entre a bilheteria interna e a internacional sempre tenha sido feita e observada, JAMAIS havia se classificado um filme em qualquer escala com base apenas na bilheteria nacional, muito menos sendo celebrado com base nisso. Todas as listas de maiores bilheterias de todos os tempos são SEMPRE internacionais!

E como nada é tão ruim que não possa piorar, o filme acaba de ser liberado para streaming pago, hoje mesmo, 35 dias depois de chegar aos cinemas. E basta que você não vá sozinho ao cinema para ser muito mais barato pagá-lo para ver em casa.

Sim, isso irá derrubar ainda mais qualquer chance da bilheteria aumentar, o que mostra que o foco doméstico não passa mesmo de desespero, porque agora precisam compensar o prejuízo o quanto antes com a desculpa constrangedora de que isso se deve ao timing da nova temporada de Peacemaker! SIM! Estão dizendo isso mesmo! O próprio Gunn o disse!

Das muitas métricas para testar se um filme está sendo mesmo um sucesso, talvez nenhuma seja melhor do que a velocidade com que ele chega no streaming.*

Como eu disse antes, a iniciativa de corromper o arquétipo máximo da masculinidade iria dar errado, mas conseguiria causar um estrago.

*Não estou localizando onde em comparei Homem Aranha Sem Volta para Casa (2021, que faz quase 1.9 bilhão, com Dr Estranho no Multiverso da Loucura (2022), que fez 0.9 bilhão, e a velocidade surpreendente com que este último chegou nos streamings. Um dos posts onde falei algo parecido foi este aqui.

27 de Agosto de 2025

Os ditos "Nerds Conservadores" (Nerdolas) não apenas idolatraram o novo Superman antes dele estrear, como ignoraram o que há mais de mais tradicional e anti-lacrador em toda história dos filmes de super-heróis: a celebração da maternidade no novo Quarteto Fantástico: Primeiros Passos.


19 de Outubro de 2025

Uma última análise da desconstrução maliciosa do Super-Homem por James Gunn, e da ressaca da surto psicótico de massa de Hypeman. (Superman 2025)


25 de Abril de 2026

Em 21/08/25 eu havia comparado, no IMDB, as avaliações dos filmes Superman (2025) com Man of Steel (2013), onde as notas estavam respectivamente 7,4 (235 mil avaliações) e 7,1 (886 mil avaliações), e o que eu disse, infelizmente num post alheio que foi deletado, é que com o tempo essa diferença iria cair até se inverter.

Hoje, 24/04/26, me lembrei de ir lá verificar e "Voilà" Superman 2025 caiu para 7,0 (408 mil avaliações) e, sem surpresa, Homem de Aço permaneceu com 7,1 (866 mil avaliações).

Síntese: Superman caiu de 7,4 pra 7,0 após 8 meses e 173 mil avaliações adicionais. E ainda não tem nem metade das 866 mil avaliações de Man of Steel. E pode apostar que com o tempo vai cair ainda mais!

O motivo, o fim do Hype brutalmente artificial causado pela mais formidável lavagem cerebral de massas da história da cultura pop, que levou milhares, talvez milhões, a idolatrar o filme como uma perfeição absoluta ANTES DE VÊ-LO! Já escrevi e fiz vídeos demais sobre isso para me repetir aqui. Quem quiser veja minha compilação de todo o conteúdo em https://xr.pro.br/FC/Superman.html

Utilizo o IMDB primeiro pelo simples fato de possuir uma base de dados maior, e não haver indícios de haver manipulações descaradas como por exemplo ocorrem no Rotten Tomatoes. Sem contar que a simples observação das notas é claramente mais crível, parecendo estar livre da ações de militâncias ideológicas organizadas. Ademais, só o IMDB dá uma métrica da variação da popularidade do filme.

Como sempre digo, a mais confiável métrica do sucesso de um filme no sentido de agradar ao público é o Teste do Tempo! Não basta ser um sucesso ofuscante como um meteoro, e depois desaparecer para sempre. É preciso transcender o frisson do momento, quando há. E mal passou tempo neste caso. Vamos ver como será no aniversário do filme.

Dados aferidos em 21 de Agosto de 2025

Dados aferidos em 24 de Abril de 2026