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          Rodrigo Marques   -   1972   -  Angra dos Reis - RJ

          Administrador de Empresas   -   Cético

549, 556, 602, 603, 605, 606, 614, 620
649, 656, 667, 680, 720, 740, 746, 768, 797
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Olá Marcus, mais uma vez. Li a sua estória Gradivind, muito boa como sempre, manteve o nível das outras, com muita filosofia e sem haver um confronto fácil entre o bem e o mal, já que os vilões da estória, os inexistencialistas, não eram maus por natureza, o que acho, só existe na ficção mesmo. Mas o que eu quero falar nesta mensagem é sobre uma passagem no Adendum, na parte que fala sobre ginocracia, onde é citado que a concepção, pela ficção científica, de sociedades feministas, sempre as descreve de maneira positiva, enquanto que a mesma coisa com homens você nunca ouviu falar, que para você se deve a motivos óbvios. Bem, estes motivos óbvios, creio que sejam o fato de que os homens realmente são os principais atores em questões de derramamento de sangue, como guerras e criminalidade, o que faz imaginar que uma sociedade exclusivamente masculina, fosse invariavelmente muito violenta. Mas imagino que hajam outros motivos, para que pelo menos poucos tenham escrito sobre uma sociedade exclusiva de homens:

- A idéia de mulheres poderosas, que vem desde a antiguidade com as Amazonas e as Bacantes, me parece ser um fetiche MASCULINO, que atiça a imaginação dos homens, que parecem adorar imaginar estórias onde grupos destas mulheres, ao entrarem em contato com um aventureiro, o dominam e subjugam, tornando-o um escravo sexual, e o pobre coitado, cansado de ser agarrado, no final tem que fugir da mulherada que corre atrás dele, Orfeu nem isso conseguiu, foi comido no real sentido da palavra. Existem também as estórias em que o homem domina as mulheres, mostrando-lhes o seu "verdadeiro lugar", como Hércules, mas acho que predomina o primeiro tipo.

- O lesbianismo, é agradável para a maioria dos homens (principalmente entre mulheres bonitas, outro fetiche dos homens), como se pode ver na quantidade de filmes pornográficos sobre o assunto, e, bem, não é malvisto pelo feminismo, que algumas vezes, também advoga o assexualismo e a masturbação como uma forma de independência feminina. Já que numa sociedade exclusiva de mulheres, tais coisas consequentemente aconteceriam, acho que muitos escritores e escritoras, devido a isso, devem se sentir mais a vontade para descrever situações assim.

- Se numa sociedade exclusivamente feminina, o lesbianismo seria não só comum, como a regra, numa sociedade só de homens, o que aconteceria? A primeira coisa que pode-se imaginar é que devido a falta de mulheres, o homossexualismo seria aceito e incentivado. E quantos escritores se sentem a vontade para escrever sobre algo assim? Sem dúvida alguns, mas não todos. E os leitores, gostariam de ler? Sem dúvida alguns, mas acho que grande parte não. Um exemplo: A telenovela Mulheres Apaixonadas, tinha um casal lésbico que, mesmo com o subterfúgio de estarem representando uma peça teatral, se beijou no final, já a outra tele novela América possuía um casal de caubóis gays, que teve o seu beijo cortado do último capítulo. Um segundo exemplo: na sua estória O Planeta Fantasma, é descrito que na frota Pastor 6, mas da metade das mulheres é bissexual, mas nada é dito sobre os homens. Dafinaia e Lunis se beijam nos lábios, mas será que você descreveria por exemplo Damiate e Zentaris trocando um beijão na boca? Não sei. Será que eu gostaria de ler? Argh! Com certeza não. Na televisão norte-americana, existe até um subgênero chamado episódio do beijo lésbico, que deve ter grande audiência. A maioria de leitores de ficção científica é homem, então creio que seria difícil alguém desenvolver uma narrativa que não os agradasse, e homossexualismo masculino, com certeza não agrada, já o feminino...

Mas como poderia ser uma sociedade só de homens? Ou uma sociedade exclusivamente masculina poderia florescer? Após pensar no assunto, concluí que se houvesse tecnologia suficiente disponível, sim, seria possível termos uma sociedade dessas, sendo que esta sociedade teria uma curiosa característica: ela poderia a qualquer momento, se assim quisesse e tendo os recursos científicos, gerar mulheres! Pois como o homem tem um cromossomo X e um Y, poderia ser duplicado o X de um homem, ou usado o de dois homens para gerar um ser do sexo feminino, num ventre artificial por exemplo, o que faria com que tal sociedade voltasse a ter dois sexos. Se numa outra hipótese a tecnologia necessária para a tarefa de geração fosse portátil, um ventre artificial do tamanho de um ventre humano, poderia ser colocado num robô, que poderia ter a forma de uma mulher , uma ginóide, que talvez até pudesse amamentar, com a qual os homens se uniriam, neste caso, mesmo se as nossas robozinhas só “engravidassem” de meninos clones dos homens adultos e as mulheres humanas não tivessem vez, caso os homens não permitissem a união de dois cromossomas X, elas acabariam se tornando as mulheres desta cultura, que de certa forma se tornaria novamente dividida em dois sexos.

Também poderia ser desenvolvida uma tecnologia de gravidez e até de amamentação masculina, e o que acarretaria uma situação estranha, pois acho eu que sempre haveriam os homens que aceitariam engravidar e os que não aceitariam, o que dividiria a sociedade, e os que aceitassem ficar prenhes seriam as fêmeas do pedaço. Poderia ocorrer uma outra cultura nitidamente homossexual, com os homens se relacionando entre si tendo apenas filhos homens através de métodos artificiais, mas sem engravidarem, estes dois últimos exemplos são o que nem todo mundo gosta de escrever ou de ler, conforme eu falei mais acima. Mas também poderia ocorrer que os homens criassem uma cultura anti-feminina, que condenasse tudo que não fosse masculino, inclusive o homossexualismo, fato que provavelmente seria sustentado por uma forte religiosidade, mas que admitisse a geração artificial da vida, ficaria parecido como um Monte Athos (república autônoma localizada na Grécia, habitada por cerca de 1500 monges cristãos ortodoxos, onde não é permitida a entrada de mulheres nem de fêmeas de qualquer espécie animal) onde existisse tecnologia de ventres artificiais, que, apesar de diponíveis, não seriam colocados em ginóides para que a imaginação dos fiéis não voasse. Apesar de todas estas possibilidades tais culturas poderiam se tornar violentas se as tecnologias de geração, essenciais neste caso, não fossem disponíveis para todos ou não fossem confiáveis, mas em caso contrário, um mundo assim poderia prosperar e evoluir.

Mas tudo isso, concordo que são apenas conjeturas, pois para sabermo como uma sociedade”monosexual” se comportaria, teríamos que saber quais estímulos exatamente um sexo provoca no outro, e então como se pareceria a sociedade só de homens ou só de mulheres que não tivessem tal influência. Estas são minhas opiniões pessoais, que não são a última palavra, nem abarcam todo o assunto não sendo mesmo imutáveis, como você disse essa é uma, muito boa, discussão.

Mudando de assunto, ou melhor voltando ao assunto Gradivind: a idéia de utilizar os seios como armas, acho que foi uma idéia curiosa, um pouco bizarra, mas que mesmo assim ficou legal num trabalho de ficção, no mundo real os lançadores de micromisseis de Alice que ficam nos ombros seriam mais úteis, já que com os seios, uma mulher teria que virar o corpo todo para disparar em outra direção, sem falar que perderia matéria corporal com isso,a exemplo da aranha, que perde parte de sua massa corporal toda vez que faz uma teia.

Torço para que a catarse final de Damiate e su turma demore um pouco, e que muitas estórias venham antes dela, se bem me lembro, você tem uma falando de Seinel e Traigon em Exandria, não tem?

Também acho que perdemos Walt Disney mesmo para sempre, pois quando ele morreu, seu corpo foi cremado e não congelado. A primeira pessoa congelada foi James Bedford, em janeiro de 1967, um mês depois da morte do criador do Mickey.

Muito obrigado e até logo.

Terça, 8 de Março de 2011

Tema: GRADIVIND, Ginocracia, Utopia Feminista, Lesbianismo, Homossexualismo, Fetiche, "Monossexualidade"
Número de Caracteres
- Mensagem: 6.541
- Resposta: 7.670
Olá Rodrigo...
Obrigado por mais essa ótima mensagem, e quando me referi aos tais motivos óbvios da ausência de concepções utópicas monossexuais masculinas, na verdade pensava mais nos motivos que você mesmo enumerou. Nem foi tanto a questão do potencial para violência, visto que esta pode ser sublimada, mas sim o fato de que toda obra literária utópica é evidentemente uma projeção dos desejos e esperanças do autor, e um autor hetero imaginar tal coisa, como você bem colocou, é quase inconcebível. E é fato de que a maioria dos autores homens de FC sejam heterossexuais.
Portanto o fetiche está sim incluso, mas há também motivos menos suspeitos, como os descritos no próprio Adendum, a começar pelo problema da questão reprodutiva. Herland por exemplo, é uma nação só de mulheres que se reproduzem partenogeneticamente, ambientada na virada dos séculos XIX e XX. Algo que seria absurdo para homens. O mesmo acontece em Mizora - A Prophecy, cuja ambientação é ainda mais no passado, embora a tecnologia da sociedade de mulheres seja bastante avançada.
Portanto, a dependência de tecnologia a que estaria sujeita uma civilização só de homens, por si só, já limita qualquer ambientação nesse sentido. E creio que você descreveu de modo excelente porque seria muito improvável que, havendo tecnologia avançada, o sexo feminino desaparecesse.
Há, no entanto, outra razão, arquetípica, para se venerar as tidas mulheres poderosas, no sentido de guerreiras principalmente, que é o fato de tal personagem fazer a fusão dos arquétipos, sendo o feminino representado pelo sexo em si, e o masculino pela função. Assim, a mulher guerreira é uma espécie de ser completo, o humano pleno. O mesmo acontece num personagem como o Super-Homem, por exemplo, ou outros heróis equivalentes, pois ele funde a masculinidade, duplamente representada pelo sexo e pelo poder superior em si, e a feminilidade, representada na sensibilidade, senso ético e justiça.
Ademais, parece haver uma utilidade sexual nesse arquétipo das mulheres poderosas que não necessariamente exige a idéia de ser um "escravo" sexual, mas simplesmente a idéia de que, uma vez sendo donas de si próprias e correndo menos os típicos riscos que as mulheres correm no mundo real, elas seriam então mais ativas sexualmente, e consequentemente, mais disponíveis. Nesse sentido, aliás, a própria realidade já nos fornece amostras, pelo simples fato de que as sociedades mais liberais costumam ser mais sexualmente ativas, para ambos os lados, em contraste com as sociedades mais repressoras onde essa liberação só funciona num sentido parcial e somente para os homens, que podem dispor dos serviços de prostituição ou mesmo escravidão feminina, embora isso tenha um ônus econômico, social e sobretudo psicológico.
Sobre o lesbianismo, os motivos de sua maior aceitação, a mim sempre foram bem claros. Independente do sexo, todo ser humano veio de uma mulher, e em algum momento, teve contato íntimo com uma. A maioria foi amamentada, ou ao menos recebeu carinho. Assim, é difícil existir alguém que nunca teve uma relação prazerosa com uma mulher. Por outro lado, é perfeitamente possível, e muito comum, que pessoas vivam sua vida inteira sem jamais encostar em um homem. Principalmente os próprios homens. Ainda mais considerando o fato de que muitos sequer conhecem seus filhos.
De modo que não é uma simples questão cultural que as mulheres tendam a ser muito mais carinhosas umas com as outras. E quanto isso acontece entre os homens, curiosamente costuma estar associado exatamente à falta de companhia feminina, como em quartéis, mosteiros, zonas de guerra, etc.
Se os bebês nascessem com aversão natural a homens, isso pouco afetaria suas chances de sobrevivência, mas aversão natural à mulheres poderia ser fatal.
Ah! E um beijo entre DAMIATE e quem quer que seja seria mesmo difícil, já que ele não tem impulso sexual algum. E, em contrapartida, também não tem qualquer aversão.
Voltando, o lesbianismo dificilmente causa repulsa às mulheres, e muito menos aos homens, mas o homossexualismo masculino causa aversão a maioria dos homens, e também a muitas mulheres. Um dado interessante é que, observando-se as legislações anti homossexualismo ao redor do mundo, e ao longo da história, a condenação ao homossexualismo masculino é frequentemente mais rígida, havendo mesmo hoje em dia países onde as penas são maiores para homens que para mulheres. Na própria Bíblia há diversas passagens condenando o homossexualismo masculino, mas nenhuma condenando o feminino, que sequer é citado.
Isso é muitíssimo curioso se levarmos em consideração que, principalmente nas sociedades mais tradicionais, o lesbianismo não afeta a disponibilidade da mulher para os homens, visto que estão em condição de superioridade social sobre elas, e que, por outro lado, o homossexualismo masculino apenas aumentaria ainda mais a disponibilidade de mulheres! Ou seja, num certo sentido, essa aversão ao homossexualismo masculino é quase inexplicável, visto que seria benéfica para os heteros! E visto que frequentemente tal homossexualidade sequer afeta a parte produtiva da sociedade, muitas vezes até aumentando-a, a única coisa que parece explicar a tal homofobia, que prefiro chamar de misohomia, é essa aversão irracional, furiosamente despertada principalmente quando um hetero é abordado indevidamente por um homo.
Por outro lado, uma extrapolação da homossexualidade talvez fosse uma das formas de conceber uma sociedade monossexual. Há muito penso em escrever algo a respeito, onde a humanidade teria sido dividida sexualmente, de modo que uma parte sequer conhece a outra, tratando-a como alienígena. Evidentemente, a tecnologia viabiliza a reprodução de ambos. (Algo similar já foi feito em MACROSS / ROBOTECH, na civilização dos Zentraedi.) Daí eu incluiria uma situação similar a Inferno no Pacífico, onde um americano e um japonês durante a Segunda Guerra, ficam presos numa ilha, e são obrigados a se aliar para sobreviver. O tema é retomado em Inimigo Meu, onde a FC permite ir mais longe ao incluir o fato de que o alienígena se reproduz espontaneamente e falece, deixando a criança alien aos cuidados do humano. Mas na minha estória, a idéia evidentemente incluiria um romance entre os dois "alienígenas", que ficariam espantados com a atração que sentem um pelo outro.
Agora, falando do GRADIVIND, a idéia dos "seios-armas" exige a noção da obsoletização da reprodução e evidentemente das glândulas mamárias. Mas a humanidade costuma querer conservar muitas de suas características mesmo quando são dispensáveis, caso contrário não seríamos tão cuidadosos com nossos cabelos, especialmente quando longos. E considerando que os seios perderam até mesmo a função sensual, a única forma de justificá-los seria criar uma nova função.
Embora eu não tenha abordado diretamente, é evidente que espumas adesivas (que aliás tem um ótimo potencial fetichista), ácidos corrosivos, gás venenoso ou fogo não são as únicas aplicações. Poderiam ser usadas também para funções alimentares. Em Herland todas as mulheres produzem leite, que é largamente usado na alimentação, substituindo por completo a necessidade de rebanhos leiteiros. E a simples idéia de uma cola adesiva poderia ser muito útil. Mas no que se refere a armas, você parece estar se esquecendo que o O SISTEMA não permitiria o funcionamento de uma como os micromísseis, e mesmo o Laser Cerebral é regulado. Por outro lado, as "armas sensuais" das Tetrahumanas não são restringidas pelo SISTEMA, exatamente por fazerem parte de sua condição anatômica. Qualquer intervenção mais radical, como por exemplo um lança chamas biológico acoplado ao ombro, poderia ser vetado pelo SISTEMA.
A questão da perda de fluidos não me parece relevante. Em todos os casos, a perda é mínima, e a reposição é muito rápida.
Enfim, eu não tenho planos de, tão cedo, desenvolver eventos terminais no Universo DAMIATE. Uma, das poucas, coisa que foi pensada desde o início é que eu lançaria ALICE 3947, a obra mais adiantada na cronologia, primeiro, e depois lançaria as estórias anteriores. No momento tenho 5 planos de contos ou livros ambientados todos antes de ALICE, e só um que é ambientado logo depois. Dentre eles, já estou escrevendo a estória de Traigon e Seinel, mas confesso que estou travado em questões estilísticas e numa certa dificuldade de encadear os eventos. O roteiro ainda não está claro para mim, e ainda por cima não tem um título! É incrível o quanto isso me bloqueia! O curioso é que embora eu nada tenha escrito ainda sobre dois dos outros livros, que já têm título, CELESTIA (sobe Luriander), e AS MURALHAS DO MUNDO, que conta uma aventura de metanaturais de SOFISTIA, estou certo de que no momento em que começar a escrever qualquer um deles, vai sair tudo de uma só vez, que nem o GRADIVIND. Só que eu preferia evitar isso porque ambos envolvem DAMIATE mais diretamente, e eu nunca quis, por estranho que pareça, focá-lo muito, preferindo deixá-lo sempre como um coadjuvante.
Mas estou abordando isso agora mesmo, e de qualquer modo, penso que esse ano será fértil em textos. Especialmente dos de FC.
Amigavelmente
12 de Março de 2011
   

         Fernando Ventura Bispo Santos    Araguápolis-AR  -  1975

   Policial Militar   -   Cristão

625, 633, 635, 657, 665, 674, 681, 695, 699
715, 745, 754, 761, 766, 769, 780, 781, 783
a t t h o s m a t h e u s       g m a i l . c o m        
Marcus,

Li seu novo livro ontem de uma só tacada, você digita pra caramba hein, mas as algemas magnéticas vc tirou de zigoto, hein?

"Com as mãos magnetizadas juntas Ernu entrou escoltado por dois Guardiões-gigantes dentro da própria sala dos Senadores"

Escreveu tudo em três meses?

Já pensou em armas portáteis grandes e curtas, como pistolas e fuzis baseadas na gravidade? Ao invés de desagregar um planeta, desagregasse orgãos internos?

O que você tem contra "religiões mesopotâmicas antigas" em especial? Não são os budistas os verdadeiros inexistencialistas?

Até

Domingo, 6 de Março de 2011

Tema: FC, GRADIVIND, ZIGOTO, Armas Gravitacionais, Religiões, Inexistencialismo
Número de Caracteres
- Mensagem: 479
- Resposta: 2.181
Olá Fernando...
Obrigado pela mensagem, e espero que tenha gostado de GRADIVIND. Mas juro que havia esquecido totalmente as algemas magnéticas no ZIGOTO. Pode ter sido inconsciente. Se bem que em GRADIVIND elas são um pouco diferentes, visto que nem sequer são de metal.
Quanto as armas: qual a necessidade de uma avançada tecnologia gravitacional para fazer uma coisa cujo objetivo pode ser realizado com uma simples pedra? Na verdade, segundo a concepção descrita, não funcionaria, pois a interação gravitacional dentro de um corpo humano é fraca demais. Se fosse atingido por um disparo de inversão de gravidade, o máximo que poderia acontecer a um ser humano é ser lançado para cima, visto que a única atração relevante é entre ele e o planeta. Para causar uma desagregação de orgãos internos, além de inverter, teria que amplificar imensamente.
Aliás, no livro está descrito que o Inversor de Gravidade só é aplicável mesmo a planetas, visto que estes sim, são bem difíceis de ser destruídos. Desintegrar um órgão vital, além de poder ser feito por métodos já existentes, seria mais plausível por meio de repulsão eletromagnética. Mas mesmo isso acho desnecessário. Não imagino porque alguém investiria numa tecnologia bélica completamente dispensável.
Quanto as religiões, você está misturando as coisas. A crítica em questão diz "Essa nova religiosidade dominante era sofisticada demais para fazer vista grossa dessa contradição como as velhas religiões mesopotâmicas conseguiam fazer com tanta desfaçatez,", mas isso nada tem a ver com a questão do INEXISTENCIALISMO, que só é debatido no Capítulo Seguinte.
A crítica recai sobre a tendência das religiões tradicionais em abraçar a contradição, não somente do ponto de vista teológico, mas também prático, como falar em um Deus de amor, doutrina da paixão, fraternidade e etc, e ao mesmo tempo promover guerras. Ou, criticar ou desprezar o conhecimento científico mas fazer uso dele quando lhe convém.
Já a questão do Inexistencialismo é outra. O budistas podem ser considerados Pessimistas Essenciais, mas não exatamente Inexistencialista por que isso exigiria um certo salto conceitual, como descrito no Adendum, que agora está na sua quarta versão. Os budistas não violam a questão da subjetividade e da escolha, e muito menos se envolvem em atos violentos. Quem quiser ficar preso na roda do SAMSARA, que fique a vontade. Nem crêem que exista uma agonia pura e simplesmente existencial, mas sim um sofrimento sempre derivado do apego.
Ok. Obrigado pelos comentários. E sim, GRADIVIND foi escrito em cerca de 3 meses.

Amigavelmente

11 de Março de 2011
   

          Fábio Duarte Ribeiro  -  1986

          Machado-MG    -    Estudante de Agronomia

          Agnóstico

706, 709, 711, 714, 718, 723, 725, 788, 790, 796
    f a b i o d r i b e i r o       y a h o o . c o m . b r
Prezado Marcus, agradeço mais uma vez a você pela atenção que esta dando a esse assunto, e queria fazer mais algumas colocações.
Vi que vc deixou algumas perguntas para serem refletidas, como por exemplo a de que, num nível individual, quantas existências alguém presisaria para se dar por satisfeito? Bem como eu ja tinha dito, a experiência existencial individual seria a que menos importaria para mim. Outro ponto nessa pergunta que não me pareceu fazer sentido é de que, como uma pessoa poderia ter lembranças de uma existência anterior para poder contabiliza-las e concluir se estaria safisfeita ou não? E uma outra coisa, vc esta falando de reencarnação?
Você colocou uma outra pergunta onde diz que, será que após mil vidas produtivas eu não estaria satisfeito? Bom essa pergunta leva ao mesmo problema da anterior, pois eu não teria lembranças das minhas vidas passadas, cada uma delas seria como se fosse a primeira, e isso também sugere algo metafisico como reencarnação, algo que é bem questionável. Eu não sei quanto tempo de vida para mim seria suficiente, acho que gostaria de viver um pouco mais do que algumas décadas, talvez uns 500, no máximo uns 1000 anos, dficil responder, mas é claro que chegaria um ponto que a vida se tornaria insuportável, ao ponto de a própria existencia não fazer mais sentido, algo semelhante ao que aconteceu com o personagem fictício do seu conto de ficção Seculários de um Homem Milenar. Mas o que quero enfatizar aqui é que não se trata de uma "ganância" existencial individual, mas sim apenas um desejo de que nossa civilização pudesse continuar sua evolução sem nenhuma barreira que a impedice. O que tem maior importância para mim não é nem número de civilizações que poderiam existir, mas sim o impedimento evolutivo de uma. Não se trata de uma questão existêncial quantitativa mas sim qualitativa.
Talvez eu tenha o interpretado mal, acho que nas perguntas anteriormente citadas, quando vc disse vidas e existências você estava se referindo a gerações.
E para as civilizações? Quanto seria necessário? Bom como eu tinha dito, para mim não me incomoda tanto que a vida inteligente seja "barrada" a nível quantitativo ou de biodiversidade de espécies sensitivas, mas sim a um nível qualitativo, em sua evolução, apesar de que uma vasta biodiversidade levria sim a um aspecto qualitativo de vida no universo. Mas me imcomoda muito mais que haja um inpedimento evolutivo dentro de uma única civilização do que um impedimento para origem de outras civilizações.
No quarto parágrafo da sua resposta a minha mensagem, vc levanta várias possibilidades de o universo se estabelecer novamente, argumentando que a força de expansão não continuaria a agir indefinidamente levando sempre a uma nova contração e um novo big-bang. Concordo com voce nesse ponto, mas isso não resolve o problema de que a evolução de uma civilização seria impedida, o que levaria a vida inteligente contida NESSE universo a começar do zero e refazer tudo de novo, e como disse Carl Sagam, se a "máquina caça níqueis cósmica" der condições para isso novamente. Mas acho que as possibilidades de condições favoráveis ao surgimento de vidas inteligentes novamente seriam razoáveis devido a vastidão do universo em espaço e matéria.
Não entendi também uma outra pergunta que deixou em aberto. E o que mais é uma civilização se não um coletivo de indivíduos? Em algum momento eu disse algo que poderia, ou pelo menos dar a entender que não é?
No sétimo parágrafo da sua resposta, tive a imprensão de que vc pensou que eu concordo, ou pelo menos considero a possibilidade da cosmologia do universo que vai se expandir para sempre até se tornar uma névoa fina e fria de partículas elementares. Eu não concordo com essa cosmologia do universo em expansão de modo indefinido, e compactuo plenamente com seu argumento do fluxo contínuo e consequente movimento infinito.
Queria ressaltar também que eu não sugeri em momento algum alguma noção de fim irreversível para o universo, acredito que o universo como vc mesmo colocou segue uma lei natural de constante movimento, o que leva a um ciclo infinito de "mortes" e "renascimentos", o fim como eu ja tinha dito seria na evolução das formas de vida sensientes em nosso universo, chamando atenção para um detalhe que, o fim seria em um determinado estágio evolutivo de uma civilização mas não no fim de um novo processo de surgimento de vida em um outro universo seguindo novamente um novo processo evolutivo.
Quanto a citação do trecho de um de seus livros de ficção cientifica, acho que é muito mais uma questão de impotência do que prepotência. Acho que talvez seja impossível alterar leis universais fundamentais, mas e se por acaso tivessemos poder para isso, por que seria um abuso de poder? Abuso de poder com um universo que é indiferente a seres como nós? Ao longo dos tempos de certa forma fomos então prepotentes com os vários avanços científicos, com todo o domínio e entendimento que temos até agora com certos aspectos da natureza. Se um dia conseguirmos inventar uma máquina que consiga distorcer o espaço-tempo e nos permitir fazer viágens fantasticas, estariamos sendo prepotentes?
Não se trata de querer ser maior que o universo, sermos verdadeiros deuses, apesar de que hoje poderiamos ser considerados deuses ou demônios pelos antigos, devido as coisas que realizamos hoje atrávez da ciência, é apenas um exercício filósófico, um questionamento, longe de ser uma frustração, no máximo uma inquietação moderada a respeito de algo que certamente sempre estará longe do nosso controle.
Obrigado pela sua atenção! Amigavelmente.
Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Tema: Astronomia, Cosmologia, Cosmogonia, Antropologia, Sentido Existencial, Ficção Científica
Número de Caracteres
- Mensagem: 4.635
- Resposta: 3.228
Olá Fábio...

É um prazer continuar com tão instigante assunto, e a primeira coisa que devo esclarecer é que eu não estava falando em reencarnação no sentido tradicional. Devo ter me expressado mal, mas quis dizer "vidas" no sentido de ter vivenciado muita coisa. Nesse caso, poderia até ser reencarnação desde que com lembrança integral de todas as experiências, o que, aliás, é pregado pelo kardecismo, a nossa maior referência ocidental do tema. Ou seja, embora não nos lembremos de nossas últimas vidas agora, quando ascendemos ao mundo espiritual, podemos nos lembrar, e em níveis mais avançados de evolução, a lembrança seria plena.

Lembre que já não é esse o caso da reencarnação no sentido hindu ou budista.

Mas deixando isso de lado, entenda essas várias "vidas" num sentido mais próximo ao do Seculários de um Homem Milenar, como você bem lembrou.

Bom também você colocar a questão qualitativa sobre a quantitativa, e no caso, só me resta concordar que seria lastimável uma barreira qualquer. Mas como parecemos concordar que tal barreira não parece fazer sentido, insisto então em não haver razões para vivenciar qualquer "depressão cósmica transcendental".

Ser uma civilização um coletivo de indivíduos é a noção que coloquei para se contrapor a sua posição de não estar preocupado tanto a nível individual, mas a nível de civilização. Ocorre que não há o que lamentar que uma civilização seja barrada, se você não se preocupar com os indivíduos. Sua própria preocupação é individual, e sem indivíduos para estudarem civilizações perdidas, por exemplo, pouco importa que destino elas tiveram. Ou seja, tudo só pode ser valorado do ponto de vista individual. É algo muito parecido com a questão da valoração da natureza independente do ser humano, abordada em Em Defesa da Humanidade.

Se uma super civilização existiu em algum lugar e hoje está extinta, tendo deixado uma vasta evidência arqueológica e até o registro de seus conhecimentos. Esse legado só tem valor se um dia for achado por outra civilização, ou ao menos por um indivíduo sensciente. Caso contrário, se tal legado estiver condenado a ficar eternamente perdido, então tanto faz que seja pulverizado por um cataclisma. Mas basta que um único ser sensciente o contemple, mesmo que limitada e sutilmente, para que ele passe a ter algum valor.

Enfim, quis apenas dizer que não há muito sentido em se preocupar com a existência de civilizações sem se basear na ótica do indivíduo e sua sesciência particular, e assim, se o legado de inúmeras civilizações, de algum modo, ficar disponível para pelo menos um indivíduo, sua existência sempre poderá ser celebrada, e terá "valido a pena".

Por fim, minha citação de As Senhoras de TERRANIA foi compreensivelmente mal interpretada. O problema foi o "ditar a regras". Eu não disse isso no sentido de ser capaz de determinar as regras do universo, algo ao qual jamais me oporia. O que disse foi do ponto de vista cético. Critiquei aquelas pessoas que acham que já chegamos ao conhecimento da natureza a ponto de dizer que o universo funciona assim e assado, de tal e qual forma, e daí tirar uma série de conclusões que podem ter até consequências emocionais.

É nesse sentido de "falta de humildade", que é o caso de todo dogmatismo, que me refiro ao "ditar as regras", não pode poder fazê-las, mas por achar que já as conhece. O fato é que não sabemos qual o destino factual do universo. Eu penso que faz muito mais sentido que seja infinito e perpétuo, mas no fundo, tenho que admitir minha falta real de conhecimento sobre o assunto e me contentar com minha imaginação, o que para mim, já está muito bom. A idéia final é que não se deve lamentar o possivel fim do cosmo, porque tal lamento estaria baseado numa incipiente ciência que ainda está engatinhando, embora sempre haja indivíduos que já se achem detentores dos maiores segredos do universo.

Amigavelmente

9 de Março de 2011
   

          Rodrigo Marques   -   1972   -  Angra dos Reis - RJ

          Administrador de Empresas   -   Cético

549, 556, 602, 603, 605, 606, 614, 620
649, 656, 667, 680, 720, 740, 746, 768
            r o d m a r q 7 2       y a h o o . c o m . b r
Olá Marcus, como vai! Atendendo ao seu chamado para se fazer uma quadro comparativo de vampiros, vou tentar fazer a minha contribuição envolvendo quatro populares obras do gênero: Drácula de Bram Stocker, As Crônicas Vampirescas de Anne Rice, o RPG Vampiro: A Máscara da White Wolf e a série Crepúsculo de Stephenie Meyer. Como o meu conhecimento das obras, com exceção da série Crepúsculo, se limita ao que vi no cinema e li na internet, é perfeitamente possível que eu cometa alguns enganos, que peço que sejam devidamente corrigidos por você ou por outros visitantes do seu site. Os tópicos que eu escolhi (que também seriam motivo de discussão) são: vampiro principal, origem, organização, características físicas, poderes, fraquezas, comparação com as lendas e relação com os humanos.
DRÁCULA - Vampiro Principal: o próprio - Origem: No livro ao que parece não é esclarecido, mas em geral é aceito que o cruel príncipe romeno Vlad Tepes sofre uma maldição que o condena a se alimentar de sangue e só andar a noite por toda a eternidade - Organização: Drácula possui três vampiras que ficam vigiando Jonathan Harker na Transilvânia, sendo o único núcleo vampírico mostrado - Características Físicas: Drácula é descrito como bonito mas tendo um hálito horrível - Poderes: super-força, metamorfose, hipnotismo, controle do clima e de criaturas noturnas - Fraquezas: água benta, alho, estacas, crucifixos, luz do sol - Comparação com as Lendas: de todos os personagens vampiros criados Drácula é o mais próximo das lendas já que nem reflexo no espelho tem e passa o dia dormindo num caixão com solo de sua terra natal - Relação com Humanos: Basicamente predatória, mas mesmo assim, se interessa por Lucy e a transforma em vampira e se apaixona por Mina a ponto de dar o seu sangue à ela para que sua ligação fosse mais forte.
AS CRÔNICAS VAMPIRESCAS - Vampiro Principal: Lestat, mas existem outros importantes - Origem: a união do espírito maligno Amel que havia desenvolvido gosto por sangue e a rainha Akasha que estava esfaqueada a beira da morte - Organização: Muitos como Lestat andam solitários ou com outro acompanhante, mas existia uma organização chamada Os Filhos das Trevas, destruída por Lestat e depois por Louis, que impunha suas determinações aos outros vampiros, como por exemplo, matando Claudia por, entre outras suspeitas, esta ser jovem demais para ser tornada morta-viva - Características Físicas: ao que tudo indica, a pessoa fica com aparência melhorada do que quando era humana, caso tivesse um ferimento, doença ou mesmo mutilação, seria curada - Poderes: variam de indivíduo para indivíduo, Lestat pode ler mentes, Armand ler mentes e realizar encantamentos entre outras coisas, Claudia não pode nem transformar alguém em vampiro - Fraquezas: água benta, alho e crucifixos não funcionam, mas podem queimar ao sol (Claudia morre assim) e enfraquecem se beber sangue de alguém já morto - Comparação com as Lendas: como dito antes, alho, água benta e crucifixos não funcionam e também possuem reflexo no espelho, porém queimam com o sol - Relação com Humanos: Lestat gosta da humanidade apesar de se alimentar dela, transforma outros que o atraem para serem seus acompanhantes, Armand chega a adotar dois jovens humanos, Sybelle e Benji, como filhos, mas também se alimenta de pessoas.
VAMPIRO: A MÁSCARA - Vampiro Principal: Caim, mas existem um sem número deles - Origem: Caim filho de Adão, após ser amaldiçoado por Deus pelo assassinato de seu irmão Abel, se encontra com Lilith, a primeira esposa de seu pai que o ensina as artes vampíricas, daí repassa essa maldição a outros - Organização: se dividem em clãs e linhagens, que por sua vez se organizam em seitas de alcance mundial - Características Físicas: em geral a pessoa fica com a mesma aparência que tinha no momento da transformação, mas em alguns clãs, devido as características da linha de sangue, ocorre mudanças, os Nosferatu por exemplo, possuem aparência monstruosa - Poderes: variam de clã para clã e de intensidade de indivíduo para indivíduo, os citados Nosferatu podem se tornar "invisíveis" - Fraquezas: crucifixos e qualquer símbolo religioso de qualquer religião só funcionam se o seu portador tiver fé verdadeira, podem ser estacados, queimam ao sol - Comparação com as Lendas: com exceção do alho, que não funciona, possuem todas as características de um vampiro lendário, porém variando de clã para clã - Relação com Humanos: usam a humanidade como alimento, cobaias para experiências e até nos seus confrontos, manipulam governos e geralmente transformam alguém quando esta pessoa vai trazer algum benefício para o clã, mas mesmo assim há os que transformam um humano simplesmente por que gostaram dele.
SÉRIE CREPÚSCULO - Vampiro Principal: Edward Cullen e a sua família - Origem: não abordada - Organização: A maioria é nômade e anda solitária ou com um acompanhante, o restante se organiza em clãs com pelo menos dois indivíduos, com um clã dominante, os Volturi, impondo a sua lei aos outros - Características Físicas: a aparência melhora grandemente após a transformação, deixando o vampiro extremamente bonito para os humanos - Poderes: super-força, super-sentidos, super-reflexos, super-resistencia, além disso uma minoria de indivíduos possuem habilidades extras que variam de indivíduo para indivíduo, como a leitura de mentes de Edward, o escudo de Bella e a transmissão de memória de Renesmee - Fraquezas: é sugerido na série que os vampiros são vulneráveis a fogo - Comparação com as Lendas: de todos são os que mais se diferem, já que não dormem, brilham no sol mas não queimam com ele podendo andar de dia, não possuem caninos proeminentes, não temem símbolos religiosos nem alho e estacas - Relação com Humanos: Os Cullen e os Denali vivem em paz com a humanidade bebendo sangue de animais, mas o restante se alimenta de humanos, podem transformar alguém que tenha potencial para fortalecer seu clã, mesmo assim podem se apaixonar por humanos e transformar alguém por causa disto e, nos casos de relacionamento entre um vampiro homem e uma mulher humana, ocorrer uma gravidez.
Aí está. Como disse antes se tiver alguma informação equivocada, pode consertar. Acho que ficou uma comparação mais entre as obras do que entre os vampiros, mais mesmo assim estou enviando. Seria legal se outros fizessem suas próprias comparações, incluindo as séries Buffy, True Blood e Vampire Diaries que não assisto.
Qual será a próxima estória que você disponibilizará depois de O Planeta Fantasma? Gosto de todos os seus textos, mas acho que você deveria dar mais atenção à parte de contos e ficção científica, eu pelo menos gostaria de ver mais atualizações.
Muito obrigado e até logo.
Sexta, 18 de Fevereiro de 2011

Tema: Comparações entre concepções de Vampiros

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- Mensagem: 5.600
- Resposta: 2.887
Caro rodrigo...

Muito obrigado pela inestimável contribuição. Já vi que sou eu mesmo que terei que fazer tal quadro, e tudo ajuda é bem vinda.

Há uma lista interessante na wikipedia, em Comparision of Vampire Traits, que tem uma lista bem farta, excessivamente detalhada. Mas por isso mesmo peca em incluir obras absolutamente irrelevantes como desenhinhos bobocas e até mascotes de caixas de cereais, ao lado dos grandes clássicos! Além disso, compara separadamente itens que podiam muito bem estar agrupados, havendo também excesso de características dispensáveis, como perguntar se os vampiros sofrem de Arithmomania!

Pessoalmente, estou mais interessado nas características físicas dos vampiros, seus poderes e vulnerabilidades, e em especial se sua base de fundamentação tende a ficção científica ou fantástica. Ademais, quero explorar a nova fase dos vampiros, que tem sido a ambientação apocalíptica, que antes era exclusiva dos zumbis.

É nesse ponto que na verdade estive pensando em produzir um texto, que colocaria que histórias de vampiros são metáforas para a exploração das massas pelas elites, enquanto as de zumbis são metáforas de revoluções das massas, o que resulta na curiosa associação de vampiros e zumbis a extrapolações de ideologias à direita e a esquerda, respectivamente.

Das características citadas por você, não penso em incluir a noção de "vampiro principal", porque ela é muito imprecisa. Significaria o vampiro principal da estória, ou do universo vampírico? Ademais, muitas obras, aliás a maioria, não o tem.

Também é preciso limitar as obras, caso contrário a lista ficaria imensa, por isso penso em só incluir obras de grande repercussão e ou que tiveram uma extensa produção, como séries com vários filmes, livros, episódios etc. E faço questão de incluir os livros de André Vianco, embora eu ainda não tenha começado a lê-los.

Bem, e mudando de assunto, quanto a novas estórias de Ficção Científica, foi só pedir! Aí está o GRADIVIND.

E para fundir os dois assuntos, é claro que, além de Um Lugar ao Sol, sempre pensei em escrever algo sobre vampiros. Na verdade, eles até existem no Universo DAMIATE, mas são na verdade uma espécie derivada da antropônica, com a qual guarda parcial capacidade de inter cruzamento. Isto é, antropônicos não são transformados em vampiros.

E qualquer outra coisa que eu escreva sobre vampiros, de uma característica jamais vou abrir mão. A vulnerabilidade ao Sol, que me parece a marca mais poética, uma vez que o fato de sugarem sangue ou vitalidade é apenas uma exacerbação simbólica do canibalismo, e é claro, vantagens físicas, em especial a maior longevidade. Na verdade já cheguei a conceber um personagem vampiro que pode se expor ao Sol, mas ao fazê-lo, simplesmente deixa de ser vampiro, só voltando após um período na sombra. Enquanto está no sol, inclusive envelhece, no mesmo ritmo normal dos humanos, razão principal pela qual prefere não se expor. Também já pensei em conceber vampiros "elétricos / vitais", ao estilo de um de meus filmes favoritos LIFEFORCE, que aliás pode ser assistido no youtube, embora eu recomende muitíssimo ver na melhor qualidade possível. Tenho o DVD e adoraria ter um Blu-Ray, mas que eu saiba ainda não saiu. O livro em que se baseou, Space Vampires de Colin Wilson, também é excelente. Ah! E também há vampiros deste tipo no Universo DAMIATE.

Chega por agora. Mais uma vez obrigado pela participação. Espero que goste do GRADIVIND.

Amigavelmente

27 de Feveriro de 2011
   

          Fábio Duarte Ribeiro  -  1986

          Machado-MG    -    Estudante de Agronomia

          Agnóstico

706, 709, 711, 714, 718, 723, 725, 788, 790
    f a b i o d r i b e i r o       y a h o o . c o m . b r
olá Maruus, agradeço novamente pela sua atenção. Estou lendo o texto que vc me recomendou, Big-Bang para principiantes, é uma abordagem bastante útil e interessante quando o assunto se trata de dimensões e do universo.
Quanto ao que eu disse sobre as duas cosmologias não serem tão animadoras, eu não me refiro a um sentido deprimente, mas sim somente que talvez ela não seje tanto do nosso agrado, apesar de eu estar consciente sim de que em contrapartida temos um vasto espaço de tempo de dezenas de bilhões de anos ou mais entre um ciclo e outro de "nascimento" e "morte" do nosso universo, e dentro desse espaço de tempo podemos sim fazermos muita coisa.
Mas vamos pensar juntos, sendo o UNIVERSO infinitamente vasto, isso implica em infinitas realidades, infinitas possibilidades existenciais, e uma infinita gama de conhecimento que poderá ser explorado por nós, sendo assim, mesmo que temos um espaço de tempo de dezenas de bilhões de anos para fazermos isso, esse período ainda seria muito pouco, ainda haveria bem mais coisas pela frente que poderiamos conhecer. Eu sei que em dezenas de bilhões de anos poderiamos acumular uma quantidade absurda de conhecimento, poderiam se passar milhões de gerações, milhares de outras civilizações poderiam surgir e evoluir, e poderiamos nesse tempo realizar coisas fantásticas.
Mas agora falando não a um nível individual, mas a nivel de espécie, numa perspectiva existencial bem mais ampla, muito além da minha restrita experiência existencial, onde poderei viver apenas algumas décadas. Num sentido coletivo, porque teria que haver uma barreira que impedisse a continuidade da nossa evolução? Sendo a mente humana tão "rebelde" e indomável, porque teria ela que admitir uma berreira intransponível que a reduziria ao nada para que ela começasse de novo do zero, e se é que ela teria a incrível chance de se estabelecer novamente?
Talvez todas essas coisas sejam subjetivas de mais e eu não consiga explicar pra vc com certa objetividadde, mas eu vejo toda essa situação, fazendo uma analogia bem simplista, como se alguém estivesse construindo uma enorme torre, vamos supor que construir essa torre seja o objetivo existencial desse alguém, como se fosse a "torre do conhecimento", tendo a sua disposição um espaço infinito para isso, mas sabendo que, um dia, mesmo que esse construtor não estivesse mais aqui para ver, mesmo que o tempo em ele que esteve ele tenha se sentido enormemente realizado, essa torre seria destruida por algum evento inevitável, mesmo que esse evento acontecesse em um tempo muito remoto no futuro.
O fato desse construtor da torre do conhecimento e seus decendentes terem consciência de que sua obra um dia seria destruída não necessariamente os causariam uma desmotivação para seguirem em frente, do mesmo modo que isso não acontece com nós, e muito menos causaria um sentimento de deprimência ou revolta com o universo, mas poderia despertar um tipo de sentimento exatamente como o desperta em mim, não consigo encontrar um termo para definir o que é, a subjetividade dessa sensação parece ser tão profunda quanto é o assunto que estamos tratando aqui.
Eu ja pensei na possibilidade de nesse periodo de tempo, nós ja termos desenvolvido uma tecnologia em que poderiamos "saltar" para outros universos quando o nosso não estivesse mais em condições de ser habitado devido as grandes mudanças nas leis físicas que o regem na fase de sua contração, e assim poderiamos ficar saltando indefinidamente entre os universos que constituem nosso UNIVERSO.
Bom Marcus vou encerrando dessa vez por aqui, recomendo a vc que assista o video "O Limiar da Eternidade" de Carl Sagan caso vc ainda não tenha o visto, ele pode ser encontrado facilmente no You tube dublado em português, ele fala exatamente desse assunto que estou tratando aqui, foi dele que tomei conhecimento dessas duas cosmologias. Espero que possamos continuar esse assunto.

Obrigado!


Sexta, 18 de Fevereiro de 2011

Tema: Astronomia, Cosmologia, Cosmogonia, Antropologia, Sentido Existencial
Número de Caracteres
- Mensagem: 3.281
- Resposta: 3.348
Caro Fábio...
COSMOS foi um dos maiores, talvez o maior, programa científico televisivo de todos os tempos. Tive o prazer de acompanhá-lo em minha infância, já tendo visto todos os 13 episódios. Mas é claro que é sempre bom rever. Cosmos - O Limiar da Eternidade é só um desses programas formidáveis. E é na Parte 6 que ocorre o dilema entre a visão "deprimente" por você citada, e também sugerido o consolo do imenso tempo que precede o fim.
E já que gostou tanto do tema dimensional, que tal ler PLANOLÂNDIA?
Bem, eu sou capaz de entender o que você diz, mas penso que você talvez esteja subestimando as quantidades de tempo envolvidas. Como já vimos, a vida prevista de nosso universo, mesmo nas piores expectativas, já permitiria as existências de milhões de vastas civilizações, que poderiam viver milhões de anos. Quem garante que não seria suficiente? Talvez não seja, mas num nível individual, quantas existências alguém precisaria para se dar por satisfeito? Será que após mil vidas produtivas você já não estaria satisfeito? E para as civilizações? O quanto seria necessário?
É bem provável que nunca fosse suficiente, que nada menos que o infinito seria necessário, mas nesse ponto, então não vejo problema, porque o universo necessariamente é infinito, como venho dizendo há anos. Se houver um big crunch, fatalmente haveria outro big bang. Se os buracos negros devorarem todo o universo, buracos brancos o estariam devolvendo. Se a morte termodinâmica ocorrer, o fato de não haver mais transformações não muda o fato de que continuaria havendo matéria, e a gravidade puxaria tudo de volta, ou alguma força misteriosa continuaria a fazê-lo se expandir, mas sabemos que tudo na natureza está buscando o equilíbrio, e que a uma ação corresponde uma reação, assim, essa força de expansão não poderia atuar sem resistência indefinidamente.
Pode-se objetar que a existência de milhões de civilizações não seja suficiente para satisfazer os desejos de uma única, assim como a existência de bilhões de seres humanos, geração após geração, não seja suficiente para o desejo meta existencial de uma única pessoa. Aí, já é um caso de pensar em Meta-Continuidade Mental. E o que mais é uma civilização se não um coletivo de indivíduos?
Eu penso que essa inquietude que você tem é um tipo de projeção de sua individualidade num nível teômano. Ou seja, se colocando no lugar de uma divindade. Aquilo que os escritores e filósofos fazem o tempo todo. E talvez então esteja compartilhando da idéia de frustração que uma divindade poderia ter ao não ser capaz de dar à sua criação a plena eternidade.
Sugiro desviar a atenção mais para o perpétuo do que para o eterno, ou seja, aceitar o fluxo contínuo, o movimento infinito. A destruição da torre que durara incontável tempo seria a permanência da mudança, a "névoa frio e fina" do fim do universo, não seria a negação do movimento? Pois cedo ou tarde, as partículas estariam tão separadas, tão isoladas umas das outras, que deixariam de interagir. E mesmo assim a força de expansão continuaria atuando?
Enfim, quero que pense, seguindo tal linha de raciocínio, se realmente essa noção de um fim irreversível para o universo realmente faça sentido. A mim, parece que apesar de toda a sofisticação, a cosmologia comete, nesse caso, uma falha de extrapolação do mesmo tipo daquelas que tenta estabelecer um limiar ao infinito. Ora, da mesma forma como apelar para um Deus é tentar deter a regressão infinita, o que mais seria estabelecer que, apesar da sucessão interminável de eventos no universo, haveria um fim de tudo? Um limiar onde todas as transformações cessam?
Bom. Não temos como saber, mas não vejo bons motivos para vivenciar uma tristeza por tão remotas, e tão longínquas possibilidades. Como eu digo no meu mais antigo livro de ficção científica: "É prepotência demais que seres com apenas algumas décadas de vida, ainda que baseados em conhecimentos de alguns séculos de existência, queiram ditar as regras a um Universo de incontáveis eras."
Amigavelmente
26 de Fevereiro de 2011
   

          Paulo Cesar Tenorio Cavalcanti-1965 - Vicente Pires-DF

          Servidor Público - Doutrina Espirita

234 248 300 313 320 349 371 420 427 476 480
483 490 495 559 564 574 586 608 629 738 743 747
              j a s p h       i g . c o m . b r
Olá Marcus Valério, boa tarde.
Para conhecimento do que realmente aconteceu e ainda acontece nas traduções da Bíblia Sagrada, através de milênios, mostro-lhe abaixo, somente um pequeno texto – dos muitos que tem a bíblia – sobre interpretações mal feitas, mal intencionadas para mascarar a bela lei das vidas sucessivas, observe: O texto é sobre o Salmo 23, do hebraico para o português (sem as intersecções dos religiosos) Salmo 23 – Salmo de David
Texto Hebraico Transliterado : " Iahvéh ro’i lô echsar. Binôt deshé iarbitseni ‘al-mei menuchôt inahaleni. Nafshi ishovêv iancheni bma’ glei-tsedék lema’an shemô. Gam ki-eléch beguei tsalemavet. Lô-iirá roa’ ki ata ‘imadii shvtechá umishi’antechá hemá inachamuni. Ta’arôch lefani shulchan neguéd tsorerai dishantá vashemén roshi kossi revaiáh. Ách tôv vachéssed irdefuni kôl-imei chaiai veshavti beveit-Iahvéh leoréch iamim "
Tradução Literal :
Iahvéh = Adonai ou Deus
ro’i = é meu pastor, 1ª pessoa do singular do presente-Indicativo, do vervo ra’áh - pastorear
= não
echsar = me faltará, sofrer falta
binôt = preposição b+construto plural de naváh – pasto, prado
deshé = verdor ou relva
iarbitseni = deitar
al = preposição sobre
mei = águas
menuchôt = descanso, tranquilidade
inahaleni = me guiará, conduzirá
nafshi = meu espírito
ishovêv = futuro do verbo shuv – voltar, regressar, ou seja, fará voltar
iancheni = futuro do verbo naháh – me guiará
bma’glei = trilhas
tsedék = justiça
lema’an = endereço
shemô = nome dele
Gam = também, ainda
ki = que ou porque
eléch = andar, caminhar
beguei = preposição b+guei, ou seja, no vale
tsalemavet = sombra da morte
lô-iirá = não temeria ou temerei
roa’ = maldade
ki = que ou porque
atá = tu
‘imadii = estás comigo
shvtechá = tua vara
umishi’antechá = e teu bordão
hemá = eles
inachamuni = me confortam
Ta’arôch = prepararás
lefani = diante de mim
shulchan = uma mesa
neguéd = diante, em frente
tsorerai = particípio do verbo tsarar – provocar. Aqui significa : os meus provocadores
dishantá = volumoso, cheio
vashemén = em azeite
roshi = minha cabeça
kossi = meu cálice
revaiáh = abundância
Ách = certamente
tôv = bom, bondade
vachéssed = misericórdia, bondade
irdefuni = me seguirão
kôl-imei = todos os dias
chaiai = minha vida
veshavti = e voltarei ou habitarei
beveit-Iahvéh = casa de Deus
leoréch = para extensão, por longos
iamim = dias ou anos

Expressão Traduzida Resultante do Original Hebraico :
1 Adonai é meu pastor, nada me faltará.
2 Em verdes pastagens me fará descansar. Para a tranqüilidade das águas me conduzirá.
3 Fará meu espírito retornar, e me guiará por caminhos justos, por causa do seu nome.
4 Ainda que eu caminhe pelo vale da morte, não temerei nenhum mal, pois tu estarás comigo. Teu bastão e teu cajado me confortarão.
5 Diante de mim prepararás uma mesa, na presença dos meus provocadores. Tu ungirás minha cabeça com óleo; minha taça transbordará.
6 Certamente, bondade e benevolência me seguirão, todos os dias da minha vida. E voltarei na casa de Adonai por longos anos.”

No entanto, observe a tradução feita pela Bíblia :
Essa é a versão de João Ferreira de Almeida (protestante)
1 O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
2 Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
3 Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
4 Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
5 Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
6 Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.

E agora a versão do Centro Bíblico Católico – Editora Ave Maria :
1“ O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
2 Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
3 restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
4 Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estás comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
5 Preparais para mim a mesa a vista dos meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, transborda a minha taça.
6 A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias da minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

Perguntamos : Na tradução Católica e Protestante acima, onde foi parar a expressão " Fará meu espírito retornar " que consta do texto original em hebraico ? Esta expressão foi substituída por : " Restaura as forças de minha alma " e “Refrigera a minha alma” respectivamente. É evidente que isso foi feito para esconder o sentido da Reencarnação que está contido em : " Fará o meu espírito voltar ".
A expressão "Fará meu espírito retornar" retirada da Bíblias traduzidas mostram a interpolação dos autores protestantes e católicos com a finalidade de ocultar os ensinos judaicos do Guilgul Neshamot, ou seja, a transmigração da alma que tem o mesmo conceito da reencarnação.
Autor das transliterações dos textos em hebraico ; Prof. David José Perez, Niteroi-RJ, adaptações de outras regras de transliteração , como regras das gramáticas de Gordon Chown, Guilherme Kerr, W. Hollenberg e do Sidur (livros de orações judaicas) organizados por Jairo Fridlin.

Abraço: Paulo Cesar - DF

Quinta, 17 de Fevereiro de 2011

Tema: Espiritismo, Teologia, Traduções da Bíblia
Reencarnação
Número de Caracteres
- Mensagem: 4.415
- Resposta: 1.943
Olá Paulo...

Obrigado por essa interessante contribuição, e bem vindo de volta ao tema.

Você fez uma análise bem colocada, e parece mesmo haver uma dificuldade de tradução em Salmo [23:3]. No entanto, é possível que isso seja exatamente pela sutileza do termo. Tomando sua tradução como correta, parece-me que ainda assim é uma palavra simbolicamente difícil. Além de pensar nesse retorno como uma evidência de reencarnação, poderia pensar também em tal retorno como a própria ressurreição, onde o espírito volta ao corpo, ou ser ainda mais abstrato, com a idéia de um retorno no sentido de uma retomada de postura, mudança de consciência etc.

A King James Bible traduz como He Restoreth my soul..., "restauração", embora o termo ishovêv / shuwb (shoob) admita também a possibilidade de tradução como 'retorno', ainda que nem sempre literal.

Mas ainda há o complicador máximo, o termo nafshi / nephesh (neh'-fesh), com a famigerada noção de "espírito / alma / vitalidade / ar / respiração", que torna tudo absolutamente nebuloso. Ele poderia estar significado, "restaura minha vitalidade", "devolve minha saúde", "faz voltar meu fôlego", etc. Tudo isso devido a total imprecisão dos termos similares a "alma / espírito", que praticamente inviabilizam qualquer possibilidade de entendimento. Isso foi um tema central em minha monografia Meta-Continuidade Mental 1 - ALMA, ESPÍRITO e MENTE. Ou seja, o problema pode estar não no termo "retornar / restaurar", mas sim no de "alma / vitalidade / fôlego / etc", que destaquei principalmente a partir do terceiro parágrafo da página 27.

Assim, considero esse exemplo em si pouco suficiente para demonstrar uma deliberada distorção. Mas de qualquer modo, você levantou um ponto, se conseguir colocar vários outros de uma forma coesa, aí sim teríamos um parâmetro de discussão mais produtivo.

Só lamento que o espiritismo em si, por ser de tradição francesa, um idioma que não tem o conceito puro de 'Mente' como temos em português, espanhol e italiano, derivado do latim mens, ou sequer do mind em inglês, seja então completamente mergulhado nessa confusão terminológica, tentando saná-la por conceitos como "perispírito" ou apelando à própria idéia de mente.

Penso que só isso já seja causa de confusão suficiente para dificultar qualquer discussão.

Amigavelmente

22 de Fevereiro de 2011
   

          Weiner Assis Gonçalves - 1938 - Goiânia-GO

          Aposentado

599, 637, 640, 752, 764

          w e i n e r - 1 0     h o t m a i l . c o m
Professor Marcus, minhas cordiais saudações.
Como já aconteceu, estou novamente buscando esclarecimento nessa fonte inesgotável.
A minha idéia é a seguinte:
Dois sistemas solares se chocam surgem um super novo, o mesmo ocorre em relação a duas galáxias.
Partindo do pressuposto que o espaço é infinito, e, que o universo é finito, e, que pode existir infinidades de universos, e, que o nosso está em expansão. è provável que exista outros universos, também, em expansão, em determinado momento, devido a força de atração, esses universos começarão a atrair uns aos outros, ocorrerá o choque entre eles (momento da coerção) e, darão inicio outros super novos universos, a exemplos dos sistemas solares e galaxiais.
Gostaria imensamente de poder contar com o seu comentário a respeito. Obrigado.

Sexta, 11 de Fevereiro de 2011

Tema: Cosmologia, Expansão e retração do Universo, Choque entre Sistemas Estelares
Número de Caracteres
- Mensagem: 669
- Resposta: 644
Caro Weiner...
Como expresso na mensagem 790, considero a possibilidade de um Universo muito mais amplo do que nossas possibilidades de detecção, e que o que pensamos ser o universo em si, seria apenas parte dele. Se nossa área observável está em expansão, pode ser que outras estejam em retração e outras estáveis. Para haver choques entre partes distintas, o mais provável seria que os limiares em expansão se encontrassem, e assim galáxias poderiam se fundir, o que incluiria fusões de sistemas estelares.
É claro que o choque entre sistemas estelares também pode ser concebido dentro de uma única galáxia, mas parece pouco provável em galáxias como a nossa, que aparenta ser relativamente estável.
Só não consigo imaginar o que pode ser "super novo".

Amigavelmente
22 de Fevereiro de 2011
   

          Ricardo Rocha  -  1982

          Campinas-SP    -    Técnico em Telecomunicação

          Acredito na força inteligente que você acredita


          r i c k s h a k e     h o t m a i l . c o m
Olá Marcus Valerio XR.

Goastaria de saber o seu ponto de vista (ja que você pensa diferente do resto da massa global atual) sobre os illuminatis. ainda existem?,exercem alguma influencia sobre a mídia e as pessoas?é verdade que boa parte do governo atual tem ligações com esta "seita"?.Deixo claro que,souleigo no assunyo e só vim até aqui porque acho interessante a sua forma de pensar ,e tanbem para aumentar o meu conhecimento e idéias.Agradesço a oportunidade.

Obrigado.

Ricardo Rocha - "freemind"

Segunda, 7 de Fevereiro de 2011

Tema: Conspirações, Sociedades Secretas, Illuminati, Governo Mundial
Número de Caracteres
- Mensagem: 421
- Resposta: 2.761
Prezado Ricardo...
Bem, também não sou nenhum especialista sobre o assunto, possivelmente eu seja tão leigo quanto você. O que posso fazer para ajudar?
Basicamente algo que já fiz há algum tempo na Mensagem 755, sobre o Clube Bilderberg, aplicar o pensamento crítico sobre tais alegações.
Recomendo que leia esta mensagem, pois em essência a idéia é a mesma, e o que pode ser acrescentado?
Pressupondo que você tenha lido a mensagem e também o verbete Illuminati (wikipedia), o que vou fazer é apenas dar ascréscimos ao que já escrevi, continuando de onde parei, dizendo que poderia dizer mais sobre as teorias de conspiração.
A estrutura de uma Teoria de Conspiração possui diversas características típicas dos demais tipos de teorias, e basicamente uma única completamente diferente. Como qualquer teoria, ela aborda fenômenos distintos e tenta reduzí-los a uma explicação geral, faz afirmações e propõe teses em geral testáveis. Como qualquer teoria, ela reagirá de acordo com a confirmação ou refutação de suas teses, que podem enfraquecer, fortalecer, modificar ou derrubá-la por completo. E como muitas teorias, ela pode adicionar teses para explicar a não confirmação ou refutação de suas teses básicas. Os famosos ad hoc.
No entanto, a característica principal de uma teoria de conspiração é que ela já prevê a impossibilidade de confirmação, e transforma isso na confirmação em si!
Ou seja, já é intrínseco a ela que suas proposições principais não poderão ser confirmadas. Os grandes conspiradores não irão admiti-la, as ações são secretas, não haverá evidências, a mídia estará controlada, os governos acobertarão etc. Ou seja, ela não é testável, como diversas outras teorias não científicas, mas além disso, essa intestabilidade é exatamente o que a caracteriza, pela própria idéia de conspiração em si.
O caso dos Illuminati não é diferente do caso de outras prováveis sociedades secretas, inclusive da famosa conspiração das 13 famílias, que entre outras coisas incluiriam o Clube Bilderberg, Maçonaria, Caveira e Ossos e inúmeras outras.
Gostaria de adicionar outra reflexão que poderia até alimentar mais algumas outras teorias, o que apenas traria ainda mais à tona o caráter paranóico de alardes deste tipo. É que, se existisse realmente uma sociedade extremamente poderosa, dominando tudo, englobando praticamente todos os poderes globais e com tão grande e competente engenharia social, caso ela quisesse ser realmente secreta, nós saberíamos de sua existência?
Se sabemos, ou ela não é tão poderosa, ou não quer ser secreta, e se é assim, deveríamos saber muito mais sobre elas.
Teorias de Conspiração alimentam-se de uma característica intrínseca humana de sintetizar conhecimento e explicações sobre o mundo. Ela tenta reduzir diversos fenômenos distintos a um denominador comum, porém empobrecido, mitificado. Não é a toa que estão sempre ao lado de mitômanos, ufólogos e religiosos em geral. A própria idéia de Anticristo e Governo Mundial tem como origem a noção simplista de que é possível dividir maniqueisticamente o mundo, deixando claro quem são os mocinhos e os bandidos, "facilitando" e corrompendo a disposição daqueles que acham que um simples modelo explica por completo o mundo sem exigir um real esforço de compreensão.
Amigavelmente
16 de Fevereiro de 2011
   

          Thiago Serafim  -  1987

          Rio de Janeiro-RJ    -    Servidor Público

          Muçulmano


t h i a g o s e r a f i m 1 0 0     y a h o o . c o m . b r      
Olá. Gostaria de saber se o sr. já leu a obra de René Guénon. Vi que o sr. é leitor de Olavo de Carvalho, apesar de não concordar com o mesmo. Não sei se observou, mas o Olavo mudou muito dos anos 90 para cá. Antes não era sequer pró-americano. Mesmo assim, René Guénon é o autor fundamental para o sr. entender o background do Olavo. Há outros tradicionalistas, mas René é o principal, apesar de ser um dos menos conhecidos. O próprio Olavo já disse que considera René Guénon o maior intelectual do século XX. Li que o sr. gosta daquele tipo de leitura arrebatadora capaz de chocar e mudar a forma de ver o mundo. Bom, a obra de Guénon vai numa direção diametralmente oposta à sua, e diria que é a voz do passado que fala por ele. São os Brâmanes hindus, o clero do Medievo, as autoridades islâmicas, as Civilizações Tradicionais que estão tendo voz e fazendo sua defesa, a defesa de sua cosmovisão, por meio das obras desse autor, que na verdade só se considera um transmissor daquilo a que teve acesso.
Esse autor mudou a minha vida. Hoje sou um muçulmano sunita ortodoxo e defendo o califado. Antes, era até mais radical que você. Então está lançado o desafio. Tente ler Guénon sem se tornar outra pessoa.
Os livros dele podem ser baixados em espanhol, em www.4shared.com. Ou comprados em português aqui: www.reneguenon.net
Aqui há uma ordem de leitura recomendada(que será muito útil, acredite): O Perenialismo em 10 Passos
É um autor muito complexo. é preciso muita concentração para lê-lo. O livro "A Crise do Mundo Moderno" é bem fácil, mas pode dar uma impressão errada. Mesmo assim é bom lê-lo primeiro. Só recomendaria ler, depois de "A Crise", o livro "Introdução Geral ao Estudo das Doutrinas Hindus", que é um resumo do corpus guenoniano, e uma introdução ao estudo das Tradições em geral. Depois prossiga a leitura na ordem recomendada no site acima. Guénon não é um autor fácil, e sua obra é um todo completo, que não pode ser entendida só pelas partes. Guénon foi o mais fiel transmissor das doutrinas tradicionais. Ele corrige todos os mal entendidos que estudiosos ocidentais desavisados cometeram. E resgata a visão cosmológica e metafísica "normal", que justifica as civilizações tradicionais.
Bom, espero que aceite o desafio. Fica aí ele lançado.
Sábado, 29 de Janeiro de 2011

Tema: René Guenon, Materialismo, Fundamentalismo, Individualismo
Número de Caracteres
- Mensagem: 1.876
- Resposta: 2.233
Caro Thiago...
Muito obrigado por sua mensagem e pelo desafio. Infelizmente jamais li René Guenon, mas não tenha dúvidas de que na primeira oportunidade o farei, mesmo porque leio avidamente qualquer coisa minimamente interessante que tenha em mãos. O único problema é que, pelo que parece, em se tratando de autor complexo, e devido a minha lista de prioridades de leitura, seria melhor eu ler a obra em português, e não encontrei nenhuma na web.
Pelo pouco que pude me informar, por enquanto, devo dizer que já sou familiarizado com parte do conteúdo, com destaque para a doutrina das 4 Idades metálicas da humanidade. Também já frequentei escolas gnósticas e instituições ocultistas, e até já abordei algo dessa doutrina em uma de minhas monografias, A VERDADEIRA VERDADE.
Mas devo dizer que parece-me que você tenha uma impressão errônea sobre mim, ao pensar que a obra de Guenon seria diametralmente oposta a minha, e ao se considerar uma espécie de antítese do que eu seja (a julgar pelo "Antes, era até mais radical que você."). Diga-me, o que exatamente você acha que eu seja?
Pergunto porque, ao julgar pelo que li sobre a obra de Guenon, parece que você me toma por um defensor do Materialismo, o que definitivamente não sou. Também jamais acreditei que a Ciência por si só nos levaria ao mundo melhor, e talvez o que mais me caracterize, e que tem sido minha principal bandeira desde que criei esse site há mais de 10 anos é exatamente a crítica ao fundamentalismo, e sobretudo ao literalismo bíblico que destrói o simbolismo e entre outras coisas produz Criacionismos "Científicos"!
Preciso confessar, entretanto, que há muito abandonei a idéia de que um livro, um mestre, uma tradição ou ideologia vá mudar a minha vida, justamente porque acredito que o único sentido existencial possível deriva da auto determinação, subproduto da individualidade e sua relação íntima e exclusiva com o mundo. Todas as experiências alheias são úteis e bem vindas, todas as tradições tem algo para contribuir, mas nenhuma deles jamais poderá se aplicar com perfeição a um indivíduo específico a não ser em detrimento de sua especificidade, e sendo o mundo multi cultural, multi facetado e incrivelmente complexo, não se pode esperar que uma tradição cultural se aplique em qualquer contexto.
Se você se achou num tradição, é porque, espero, ela tenha se ajustado à sua individualidade, permitindo que você desenvolva sua especificidade num universo favorável. Pois quem assim não o fizer, aquele que apenas se deixa convencer pelo peso cultural de um legado coletivo por mais sofisticado e profundo que seja, corre o sério risco de apenas ter se perdido de si mesmo.
Amigavelmente
13 de Fevereiro de 2011
   

          Edson de Oliveira Ataide Júnior  -  1980

          Rio de Janeiro-RJ    -    Professor

678, 672, 669, 666, 662, 658, 650, 641, 638, 634
477, 467, 463, 455, 453, 451, 444, 414, 397, 376
    e d s o n j r 8 0       g m a i l . c o m
Estou estudando bastante Astrologia ultimamente e claro, acabei lembrando que você é Sagitariano. Sou Escorpiano e estive relendo alguns dos nossos diálogos e achei muito curioso que nossas maiores divergências estão relacionadas às características do nosso Signo Solar. Tipo: o visceral e pessimista Escorpião (sempre observando os aspectos mais sombrios) e o visionário e otimista Sagitário (que é capaz de ver Deus e beleza numa simples areia).
Claro que não se é possível saber muita coisa apenas tendo como base o Signo Solar. É necessário observar todo o mapa astral, e as combinações entre Planetas - Signos - Casas.
Precisaria, no caso dos seus dados: Data de nascimento, Local de nascimento e Horário de nascimento.
Poderia enviá-los para meu e-mail!? Estaria interessando em discutir sobre o assunto comigo!? Seria uma viagem bacana, não acha!?
Bom, não sei qual seu nível de conhecimento astrológico, mas caso já tenha alguma base (e queira me analisar), meus dados seguem abaixo:
Data de Nascimento: 18/11/1980
Horário de Nascimento: 22:25
Local de Nascimento: Nova Iguaçu - Rio de Janeiro
Ps: Não sabia a melhor maneira de comunicar isso para você além do seu livro de visitantes. Pode apagá-la depois de lê-la, mas vê se não esquece do seu velho amigo!
Um grande abraço;
Edson Jr
Quinta, 27 de Janeiro de 2011

Tema: Astrologia

Número de Caracteres
- Mensagem: 1.804
- Resposta: 3.063
Finalmente, meu velho amigo Edson Júnior reapareceu.
Prazer receber novamente uma mensagem sua, a última já faz 31 meses!
Bem, nasci às 00:05 de 11 de Dezembro de 1971 em Brasília-DF. Meu ascendente é Virgem, e já fiz mapa astral e até Sinastria.
Sou um caso complicado com relação à astrologia. Minha postura cética é muito antiga, e sempre compartilhei da maior parte das opiniões dos críticos da astrologia, aliás, quase todas. Só tem um pequeno problema. Quase tudo que as abordagens astrológicas descrevem sobre meu signo são implacavelmente certeiras, a ponto da perturbação. Por exemplo, minha persona racional, cética e metódica, características típicas de Virgem, escondem um Ego essencialmente passional, sagitariano, que tem características bem distintas. Ou seja, ao contrário do que quase todos que me conhecem pensam, não sou uma pessoa anormalmente calma, apenas aprendi a domar meu Ego com disciplinas que espelham conceitos orientais de auto controle.
Isso, porém, não quer dizer que eu seja um estusiasta astrológico, até por saber que os astrólogos de hoje não são sequer um sombra do que foram antes, absolutamente incapazes de ter a menor noção de significado originário de seus símbolos, e cujo "astro" do título deveria ser trocado por alguma coisa que remetesse apenas à psicologia. Sim, porque astrologia hoje e apenas psicologia utilizando símbolos astronomicamente definidos refletindo conceitos clássicos da "física" dos pré-socráticos. Os astrólogos de hoje são, em sua maioria, incapazes de olhar para o céu e distinguir uma estrela de um planeta.
Nem sequer precisariam fazer isso, mas sim compreender melhor o significado das simbologias e se concentrar nas análises psicológicas sem insistir em querer ver correlações com supostos fenômenos celestes e comportamentos pontuais terrestres. A maioria provavelmente jamais percebeu que os antigos astrólogos criaram um rico universo de teorias psicológicas que se devidamente aplicados, funcionam muito bem até hoje, e que sua relação com os astros e os elementos é mais uma associação de imagens que traduz conceitos mais profundos, de modo que a aparente correlação com fenômenos astronômicos impercebidos por todos é mais provavelmente resultante de uma longa tradição de tentativas sucessivas de mútuos ajustes arbitrários entre os símbolos.
Mas ainda tenho muito o que pensar sobre isso. Um de meus projetos pessoais é uma investigação sobre o conceito de Astrologia, porque ela funciona sim em muitos aspectos, não funciona em outros, e a discussão entre seus defensores e ofensores quase sempre vai justamente pelos aspectos errados. Isto é, os críticos acabam atacando justo o que ela tem de bom, e os apologetas defendendo o que tem de ruim.
Recomendo dois textos muito interessantes sobre o tema, e de autores praticamente ignorados na área. Um Acerto de Contas com a Astrologia de Olavo de Carvalho (Sim! Antes de se dedicar ao Catolicismo Ultra-Conservador ele foi astrólogo!), tece considerações impressionantes sobre a situação da Astrologia atual, é só não se deixar levar pelos comentários adicionais que faz sobre assuntos paralelos já determinados pelo seu programa ideológico cristão conservador.
E outro, do filho dele, Luiz Gonzaga de Carvalho, Primeira Aula do Curso de Astrologia, é uma excelente introdução aos devidos significados simbólicos primários dos elementos, sem os quais nenhum candidato sério a astrólogo pode sequer pensar em prescindir. Sobre esse último tema, vale ler também meu texto Filosofia ELEMENTAL.
Bem, de qualquer modo, as informações estão aí, avise-me sobre suas descobertas.
Amigavelmente
10 de Fevereiro de 2011
   

          Fábio Duarte Ribeiro  -  1986

          Machado-MG    -    Estudante de Agronomia

          Agnóstico

706, 709, 711, 714, 718, 723, 725, 788
    f a b i o d r i b e i r o       y a h o o . c o m . b r
Olá de novo Marcus, obrigado por me responder a ultima mensagem, apesar de realmente ela ter parecido um mero desabafo ou simplismente informativa, e me desculpe por não ter sido um pouco mais cordial no final da mensagem deixando pelo menos um "amigavelmente", foi pura desatenção minha mesmo. Queria aproveitar a pequena "fila" das mensagens pendentes e postar mais essa, aproveitando também minhas idéias que estão ainda bem frescas sobre o tema que quero lhe falar.
Pois bem, existem basicamente duas cosmologias científicas para o universo, não no que diz respeito a sua "criação" mas sim ao seu destino.
Uma delas propõe um universo aberto, com um espaço infinito, em constante expansão, onde as galáxias estão se afastando cada vez mais umas das outras de maneira indefinida. Isso pode trazer consequências nada animadoras, pois as estrelas se resfriariam, a matéria iria se estragar e o universo se tornaria uma imensa névoa de particulas elementares.
A outra cosmologia cientifica, que é até mesmo compartilhada de certo modo pelo Induísmo, propõe um universo também em expansão, e se ele contiver uma certa quantidade de matéria, ou escondida em buracos negros, ou em nuvens de gás entre as galáxias, poderá ser fechado, curvado gravitacionalmente sobre ele mesmo formando uma esfera, então nosso universo seria finito e sem fronteiras, e toda a matéria contida nele estaria aprisionada, nada conseguiria sair, de maneira análoga a um avião que segue em linha reta retornará no seu ponto de partida em nosso planeta sem sair dele. Com base nessa proposição, a expansão do universo, resultaria novamente na contração de toda a matéria, o universo estaria passanto por infinitas mortes e renascimentos num ciclo eterno, onde o big-bang não seria na verdade a ogirem do cosmos mas sim somente a transição da morte de um universo anterior para o nascimento do atual.
Quero aqui deixar o que penso sobre essas cosmologias.
Quanto a primeira, penso que ela não seria possível porque ela pressupõe obrigatóriamente uma criação para o universo. Se ela não supõe a criação, logicamente o universo então sempre existiu, logo ele ja estaria em expansão em uma quantidade infinita de tempo, o suficiente para o universo já ser somente uma névoa de particulas elementares.
Já a segunda cosmologia, não so é somente mais animadora quanto mais plausível, animadora em parte, pois o universo teria sempre uma nova chance de se estabelecer, produzir vida novamente, seja lá como ou onde for, mas por outro lado haveria limites para a evolução humana ou para outro tipo de inteligência alieningena caso esta exista. Mas então todo o conhecimento produzido, todo o esforço e empenho seria em vão? Onde poderemos chegar?
Marcus queria uma opinião sua sobre esse assunto.
Um abraço e obrigado!
Segunda, 17 de Janeiro de 2011

Tema: Astronomia, Cosmologia, Cosmogonia

Número de Caracteres
- Mensagem: 2.330
- Resposta: 2.903
Oi Fábio...
Antes de tudo, não se preocupe com cortesias formais, mas peço que da próxima vez use saltos de linha entre um "tópico" e outro de suas mensagens. Esses parágrafos ao lado eu inclui por conta própria, e normalmente prefiro evitar alterar a "diagramação" da mensagem original.
Indo ao que interessa, penso que você talvez superestime a diferença entre essas duas concepções, que pode, de certa forma, sequer existir.
No universo aberto, existe uma expansão para o vazio, mas no fechado também, pois pela analogia da esfera, ela estaria se expandindo para o vazio da mesma forma. Ademais, a não ser que na hipótese aberta alguém tenha apontado um centro irradiador de onde viria a expansão, então ele também se expandiria além das 3 dimensões normais, o que nos levaria de volta a analogia da esfera. Recomendo você ler BIG BANG para Principiantes, que explica exatamente isso.
Então, ao menos do modo como você descreveu, ambos os modelos podem ser reduzidos a um único. E há outros problemas. O primeiro é a noção de Espaço. A física contemporânea, ancorada na Teoria da Relatividade Geral, tende a ver o espaço como dependente da matéria, ou seja, se não há matéria, não há espaço, assim, não haveria exatamente para "onde" se expandir. Para ficar mais claro, vamos supor que se toda a matéria desaparecesse, não sobraria um espaço vazio, pois o nada também não é espaço. Da mesma forma, se todos os movimentos parassem, TODOS,inclusive os microscópicos, também não restaria um tempo correndo indefinidamente, o tempo também pararia.
Sei que é complicado até imaginar isso, na verdade, "possivelmente impossível", mas ao lidar com temas tão extremos é comum nos depararmos com os limites da compreensão.
Outro ponto que não entendi é, por que no segundo modelo teria que haver uma contração? Para isso, há que se teorizar uma força de atração que terminará por compensar a expansão.
Sinceramente, do ponto de vista filosófico, nada disso parece ser viável. Faz mais sentido imaginar um Universo Completamente infinito e eterno que não se expande realmente, mas apenas apresenta movimentos internos. Estaríamos então numa região desse universo onde por acaso está ocorrendo uma expansão local e temporária, enquanto em outros locais estaria havendo retrações, e por enquanto ainda não teríamos sido capazes de ver além desse limiar.
A meu ver, essa é a melhor forma de racionalizar o Universo, mas isso não significa que o universo tenha que ser racional. Ele pode sim, e provavelmente é, incompreensível, absurdo, caótico. Mesmo que se crie bons modelos científicos, eles também sempre flertam com o limiar da racionalidade.
E agora o mais importante. Porque qualquer dessas possibilidades seria desanimadora? Em todos os casos, seriam bilhões de anos de existência, tempo suficiente para milhões de civilizações existirem por milhares de anos, e para qualquer ser sesciente viver por períodos indefinidos. Podemos considerar que nossa vida seja curta, mas duvido que qualquer um realmente iria querer ser definitivamente imortal. Quanto tempo seria satisfatório eu não sei. 500, 1000, 100.000 anos. Mas lembremos que mesmo vivendo menos de 100 muitas pessoas já se aborrecem e nem querem viver mais.
Em suma, em termos cósmicos, ainda há muito tempo pela frente, suficiente para repetirmos nossa história milhares de vezes. Não vejo motivo para lamentar a hipótese, no entanto improvável, do universo ser temporalmente limitado.
Amigavelmente
10 de Fevereiro de 2011
   

          Alfredo Poppes  -  1957

          Votorantim-SP    -    Informática

          Nascido Católico. ateu, não sei...


a l f r e d o _ m o n t e i r o       u o l . c o m . b r              
"Tenho uma teoria bem fundamentada sobre dois deuses: O Perfeito e o Imperfeito, por favor entrem em contato comigo! - Li seus comentários no site: XR.PRO.BR e resolvi entrar em contato. Desculpe, porém preciso conversar com pessoas interessadas nesse assunto. Antecipadamente agradeço sua atenção." (Postado originalmente no EVO.BIO.BR)

Nasci em família católica e segui a religião fervorosamente até meus quarenta e seis anos, quando, graças à decepções dentro da igreja, meu censo crítico aflorou e hoje não acredito em mais nada que seja sobrenatural e penso que tudo seja criação da mente humana. Isso não é fácil, pois entramos em conflito com amigos, família e com filho adolescente, de repente ver e sentir que tudo o que o pai ensinou agora não é mais, é diferente...
É complicado. Seu site está ajudando-me muito. Por favor, não modere ou apague essa mensagem, pois muitos outros podem estar vivenciando essa crise existencial que eu no momento. Preciso de ajuda e seus pensamentos conferem com os meus, por isso penso que você pode ajudar-me elucidando muitas de minha dúvidas.
Agradeço a oportunidade de manifestar-me aqui e coloco-me à sua disposição a Rua Luiz Caetano Bernardi, 426 - Parque Jataí - Votorantim / SP - CEP 18.117-250.
Além do e-mail anteriormente citado, podemos manter contato ainda por alfredopoppes#gmail.com e simplesmentealfredo#hotmail.com.
Muito agradecido. Alfredo.
Sexta, 7 de Janeiro de 2011

Tema: Ruptura com a formação religiosa

Número de Caracteres
- Mensagem: 1.185
- Resposta: 673
Caro Alfredo...

Estou publicando sua mensagem apenas porque fizestes um comovente pedido, visto que ainda não tenho elementos para abordá-la apropriadamente. Precisaria de mais informações para poder dizer alguma coisa relevante.

Digo apenas que será um prazer ajudar no que for preciso, e que louvo e incentivo sua coragem para uma ruptura de mentalidade, do tipo que sempre nos coloca em situações difíceis, mas também traz grandes recompensas.

Assumir as rédeas da própria perspectiva existencial, libertar a mente, é como qualquer outro esforço compensatório, mas há algo mais. Além de ser condição primária para qualquer outra forma de liberdade, tem também a vantagem de se dar num contexto de absoluta soberania individual, onde força alguma, coerção alguma, jamais poderá lhe subjugar.

Amigavelmente

7 de Fevereiro de 2011
   

          Fábio Duarte Ribeiro  -  1986

          Machado-MG    -    Estudante de Agronomia

         

706, 709, 711, 714, 718, 723, 725
    f a b i o d r i b e i r o       y a h o o . c o m . b r
Olá Marcus tudo bem! depois de algum tempo voltei a visitar o seu site pra reler muitas das suas obras, monografias, ensaios, contos, etc. Depois de muita reflexão ao tentar me definir quanto a minha posição a respeito de assuntos metafisicos, sobre Deus, me considero como agnóstico, e é sobre esse assunto que queria deixar meu comentário dessa vez, falando também sobre ateísmo. Eu penso que da mesma maneira que não se crê em Deus ou alguma força ou inteligencia superior por que não há evidências desta, então também não deveria não se crer que tal inteligencia existe, porque não existem evidências tanto para crença quanto para a descrença, não se pode provar a existência de Deus nem a sua inexistência como vc mesmo colocou. Tanto crentes quanto ateus possuem uma crença, tem uma certeza, ou pelo menos um grau de certeza, possuem uma convicção, ambos não somente necessitam de uma definição para a realidade mas também desejam essa realidade, todo crente não suporta a idéia de que não existe nenhum tipo de Deus, um universo sem sentido e sem propósito algum, e penso também que todo o ateu não suporta idéias que afirmam Deus, criação, vida pós-morte ou outro pensamento místico, pelo menos os mais materialistas e niilistas. Se formos analizar bem as razões teistas e ateistas não existe uma base racional para ser um ou outro, pode até se dizer que tanto o primeiro quanto o segundo possuem muito mais um motivo emocional para suas crenças, pelo simples fato de serem inflexíveis, não querem, não aceitam, não mostram disposição e receptividade em considerar o outro lado e muito menos o meio termo que é o agnosticismo. Se ser teísta é ser irracional, ser ateista me parece ser tão irracional quanto. Os ateistas na verdade parece que de maneira inconsciente ou consciente, sabem que nuca haverá uma verdade sobre esse assunto, e na impossibilidade de chegar um dia a uma resposta sobre esse grande mistério, preferem já encontrar uma resposta e a abraça-lá firmemente, sem precisar perder o seu tempo refletindo sobre isso, não muito diferente do que fazem os ateistas, afinal de contas o pensamento sobre temas tão profundos e a convivência com a incerteza parece incomodar a maioria das pessoas. Ser agnóstico não é deixar de assumir uma posição e continuar investigando de maneira inútil e sem sucesso uma questão que parece que nunca encontraremos uma resposta, mas sim é estar aberto a um universo cheio de possibilidades e fazer peleno uso da razão sem se incomodar em estar talvez, fadado a eterna incerteza sobre a nossa realidade.
Sexta, 31 de Dezembro de 2010

Tema: Ceticismo, Agnosticismo, Teísmo, Ateísmo

Número de Caracteres
- Mensagem: 2.125
- Resposta: 2.019
Caro Fábio...
É bom receber uma nova mensagem sua, e apesar desta ser basicamente um desabafo, achei-a tão concisa que preferi publicá-la, além de fazer dois acréscimos.
Primeiro, como digo Em Defesa do Agnosticismo, deve-se lembrar que a crença em Deus possui uma especificidade que a difere de qualquer outra, motivo pelo qual os mesmos argumentos agnósticos não se aplicam a entidades restritas como "mulas sem cabeça" ou lobisomens. É o que você fatalmente vai ouvir de um ateu insistente se lhe fizer esse discurso. Ele alegará que, assim sendo, você deveria ser agnóstico com relação a todos os entes fictícios também.
Mas, lembrando. Duas diferenças drásticas separam a idéia de Deus de qualquer outro ente fictício:
1 - DEUS é essencialmente impossível de ser reprovado, mas sobretudo, Essencialmente Impossível de Ser Provado! O que não se aplica a entes isolados como chupacabras ou "fábricas de sorvete em Júpiter", onde bastaria mostrá-las para provar sua existência. NÃO EXISTE NENHUMA PROVA CONCEBÍVEL DE DEUS, como nós comumente o entendemos isto é;
2 - DEUS é uma entidade tida, em nossa concepção corrente, como responsável pela própria existência, e determinante do próprio universo. O que, mais uma vez, não se aplica a qualquer outra entidade. Assim, sua existência ou não promoveria uma diferença essencial na qualidade do universo e ou da vida, embora tal diferença possa não ser, e provavelmente não seja, existencialmente relevante, ao menos num âmbito mais pragmático.

Bem, o segundo acréscimo diz respeito a postura de muitos ateus, que como eu disse em Ademonismo, não é realmente uma rejeição da idéia de Deus em si, que numa concepção mais elevada, jamais incomodaria uma pessoa minimamente decente. Quem teria algo contra a existência de um Ser supremo bom, justo, amigável, e que compensará o sofrimento e sempre nos dará uma nova oportunidade?
O problema é que o ateísmo em geral não tem sido uma ação independente, mas sim quase totalmente reagente a uma vasta tradição de religiões que invariavelmente não se contentam apenas com a crença em Deus, mas numa teologia complexa que sempre inclui um Diabo, resultando em toda sorte de concepções racionalmente insustentáveis e moralmente ultrajantes.
Por tudo isso, eu pelo menos, nunca seria ateu, mas sou certamente "ademônico"! O que me tornará ateu segundo o ponto de vista da maioria das religiões tradicionais.
Só isso.
Amigavelmente
16 de Janeiro de 2011
   

          Diego Barros Maia - 1982 - Brasília-DF

          Servidor Público

          Espiritualista

501 532 560 567 604 630 631 704 722 734 773 775
              d b m a i a       y a h o o . c o m
Olá Marcus! Essa é rápida: em relação ao ensaio "Decifra-me ou te devoro", cumpre-me dizer: O BB não reduziu as possibilidades para apenas 1 em 42. Isto porque toda vez que aparece as opções de letras para a pessoa escolher, elas são reembaralhadas e aparecem em posição e ordem diferentes. Isso faz com que fique praticamente impossível (nem me atrevo a calcular as possibilidades) de alguém descobrir aleatoriamente a senha de outra pessoa. Então, mesmo que por uma sorte sobrenatural, alguém acertasse a senha no chute, anotando as letras das opções que escolheu, ele ainda teria 64 combinações possiveis, para conseguir de novo, porque ele saberia, na melhor das hipóteses, a que grupo de 4 letras (estou assumindo que são 4 por tecla), cada uma das 3 letras da senha perteceriam.

Grande abraço!


Diego
Quarta, 15 de Dezembro de 2010

Tema: Criptografia, Senha, Segurança na Informação
Banco do Brasil, Caixa Eletrônico
Número Aproximado de Caracteres
- Mensagem: 672
- Resposta: 1.932
Olá Diego. Na verdade, o nome do ensaio é Devora-me, ou Te Decifro!

Você tem razão. No caso do embaralhamento de letras dentro de cada opção, a situação fica bem mais difícil para quem pretende acertar a senha no chute. Só tem um problema. O Sistema Nem Sempre Embaralha! Aliás, na minha experiência, na maioria das vezes não o fez!
Tem um caixa eletrônico do Banco do Brasil no Gilberto Salomão, o do meio, dos que imprimem cheques, que TODAS as vezes que eu ia lá AS 3 LETRAS da minha senha estavam SEMPRE no mesmo lugar! Todas juntas no mesmo grupo de opções, ou seja, junto com as mesmas outras duas! No caso, eu só precisava, SEMPRE, teclar no mesmo ponto, do canto superior direito 3 vezes seguidas, não importava quantas vezes usasse o caixa.
Posso ter dado azar, mas já vi coisas similares em outros caixas. Tanto de letras que, mesmo mudando de lugar, sempre estão em companhia das mesmas opções, quanto de casos onde nem sequer havia mudança de local. Eu não sei qual é o critério do sistema, se o algoritmo do embaralhamento é o mesmo ou se há falhas. Mas o fato é que cansei de ver situações onde em sucessivos usos, as opções estavam sempre na mesma sequência.
Com a mudança do sistema para sílabas ao invés de letras parece que a situação melhorou, pois tenho notado claramente que está cada vez mais difícil achar as sílabas certas, sinal de que o sorteio de posições tem funcionado devidamente. Mas não era assim!
Talvez possa ter sido um problema específico da minha conta, pois lembro que fui um dos últimos a ter a senha de 3 letras trocada pela de 3 sílabas. Eu ainda tinha as mesmas 3 letras quando todo mundo que eu conhecia nem sequer sabia que existiam senhas só de letras. Todo muito já tinha só de sílabas.

Quanto a probabilidade, na verdade eram 5 opções, das quais 4 continham 5 letras, e uma continha 6, para cobrir todo o alfabeto. E isso só a partir de um certo tempo, pois lembro também que antes nem sequer tinha o alfabeto inteiro. O problema é independente do embaralhamento, sempre são apenas 5 opções, o que faz com que a possibilidade de acerto aleatório continue 1 em 125, ou somando as 3 tentativas, 1 em 41,66666...
O que o embaralhamento realmente dificulta é que alguém vá aprendendo com os erros e eliminando possibilidades, de modo que nunca conseguiria reduzir a margem de erro, sempre ficando na base do 1/42.

Amigavelmente

3 de Janeiro de 2011
   

         Fernando Clark Nunes    Florianópolis-SC  -  1950

   Engenheiro

   Agnóstico


f c l a r k _ f l o r i p a       y a h o o . c o m      
Caro Marcus,
Parabéns por seu empenho em preencher e manter suas páginas, que pretendo ler com mais frequência. Entendo que mentes abertas devem ser livres de todo e qualquer preconceito e tem de saber filtrar informações e formar seus próprios conceitos. Assim, é natural que questionamentos surjam para discussões voltadas ao aprimoramento das nossas idéias.
Sempre procurei ler ficção científica sendo este um dos meus temas preferidos. Aprecio a ficção "plausível" (ex. Asimov, Arthur Clarke), isto é, aquela que fica no campo das possibilidades mais reais no campo futuro. Alguma noção de astronomia e física me ajuda a filtrar essa classificação.
Achei interessante a sua ligação da ficção científica à filosofia. Como sempre procuro respeitar, mas não sem questionamentos, alguns fatos descritos na bíblia (especificamente Gênesis por enquanto), tenho chegado a algumas conclusões preliminares, como considerar o ser humano um tipo de intruso no paraíso terrestre.
Nem é necessário pensar bem para concluirmos que, sem o ser humano, a Terra voltaria a ser um paraíso... o que você acha disso?
Assim minhas questões existenciais passam a ser voltadas ao objetivo cósmico. O que seria este objetivo, se é que há algum? Por que o homem existe afinal de contas? Sem entrar em religiosidade, haveria alguma explicação plausível no seu entender filosófico, científico ou mesmo fictício (campo hipotético pode ser também, claro)?
Agradeceria ler alguma opinião pessoal sua a respeito.
Um abraço
Fernando

Terça, 14 de Dezembro de 2010

Tema: Ficção Científica, Filosofia, Humanidade, Paraíso
Sentido Existencial, Objetivo Cósmico
Número de Caracteres
- Mensagem: 1.272
- Resposta: 2.192
Olá Fernando, obrigado por sua mensagem e suas interessantes questões.
Bem, o que você quer dizer com "Paraíso"? Como poderia o mundo ser um paraíso sem a espécie humana?
Penso que "paraíso" só faz sentido em termos humanos. O mundo natural é indiferente, por sua ausência de sentido. A vida selvagem é brutal. Um animal pode se "sentir num paraíso" somente se tiver todas as suas necessidades plenamente atendidas e estiver à salvo do sofrimento natural comum, mas somente alguns animais domésticos tem esse privilégio, sob o cuidado de seus donos humanos, quando estes lhes tratam bem. Na natureza, a maioria nunca tem garantias de que encontrará alimento, está sujeita à morte, violência, toda sorte de sofrimento. Alguns podem ter uma vida muito prazerosa, mas a maioria costuma estar sob forte e constante tensão, sem contar que em muitas espécies a maioria dos indivíduos encontra a morte muito antes da idade reprodutiva.
Então, em que sentido isso seria um Paraíso?
Ora, somente o ser humano tem alguma chance de criar algum contexto existencial com índice de sofrimento mínimo, e de fato, boa parte da humanidade vive em condições que o mundo natural jamais poderia reproduzir. Mas todos ainda estamos sujeitos ao sofrimento e nossa idéia de paraíso é exatamente um contexto onde o sofrimento seria desprezível para TODAS as pessoas, ou mesmo todas as criaturas.
Portanto, qualquer chance de paraíso na Terra só pode estar no Futuro, e não vejo como afirmar que "sem nós esse mundo seria um paraíso" pudesse fazer algum sentido.
Veja Em Defesa da Humanidade.

Num sentido filosófico, eu já defendi que A HUMANIDADE É A AUTOCONSCIÊNCIA DO UNIVERSO, mas isso não fecha a questão. Acho até mais interessante que o único sentido plausível da existência humana é a obrigação, ou ao menos a possibilidade, de construir o sentido.
Como sempre digo, é lastimável que tantas pessoas perguntem pelo sentido da vida, esperando encontrar algum pronto, quando o ser humano é a única criatura que conhecemos capaz de se auto definir, de escolher seu próprio sentido, de ter liberdade.
Esperar por um sentido pronto de qualquer ordem, como se precisássemos de um manual de instruções para a existência, é uma das maiores manifestações de imaturidade existencial, ainda aprisionada à uma bagagem cultural que praticamente nos obrigou a depender da servidão mental, implorando sentidos prontos das religiões, ideologias ou das meras pulsões vitais, ao invés de nos estimular à auto determinação.
Portanto, penso que é melhor ver dessa forma.
O objetivo da humanidade é dar sentido a si própria, e assim, dar sentido ao Universo.

Amigavelmente

2 de Janeiro de 2011
   

         Rodrigo Lauriano    Belo Horizonte-MG  -  1984

   Projetista industrial

   Agnosticismo


r l a u r i a n o r       m s n . c o m
Caro Marcus,

Volto a levantar a questão, mas dessa vez no site certo, a respeito da glândula pineal. O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, um psiquiatra brasileiro, pesquisador da Psicobiofísica. De acordo com ele a glândula pineal possibilita a comunicação dos sentidos físicos com o "mundo espiritual" atravéz de ondas eletromagnéticas. Gostaria de saber sua opinião a respeito após assistir esses vídeos postados no YouTube:

Glandula Pineal parte 1/7

Gostaria de deixar claro que sou agnóstico a respeio de espiritualidade e compartilho da maioria das suas colocações a respeito. Somente as nossas indagações nos aproximam do auto-conhecimento.

Cordialmente,
Rodrigo

Terça, 16 de Novembro de 2010

Tema: Espiritualismo, Materialismo, Glândula Pineal, Mediunidade, Ciência, Medicina
Número de Caracteres
- Mensagem: 566
- Resposta: 3.960
Caro Rodrigo...
Obrigado por deixar essa interessante questão aqui. Assisti aos vídeos, e não é de hoje que me interesso pelo assunto, e deve saber que, como cético, sou sempre simpático aquilo que o palestrante insiste muito: que a academia deve estar aberta a outras interpretações dos fenômenos.
No entanto, confesso-me um tanto decepcionado com o conteúdo proferido pelo autor da palestra, que apela frequentemente para toda sorte de equívoco e confusão típicos de quem ou não entende devidamente do assunto, ou parece ter intenção de persuadir seu público por qualquer meio.
Cobrar "provas" do materialismo, apontar a incompletude do conhecimento, apelar a revisões do passado ou a brechas nos códigos das organizações acadêmicas e medicinais me parece uma péssima abordagem, que soa inclusive desonesta, embora eu pense que não seja o caso. Afirmar que nossa Constituição Federal é espiritualista porque tem a palavra "Deus" no preâmbulo, e até gracejar que "não crer em Deus é inconstitucional" me parece muito mais um caso de largo desconhecimento das questões mais pertinentes do que má fé.
E essa pertinência, como sempre insisto, diz respeito a um mínino de formação filosófica. Lamento pelos que pensem que é possível haver um diálogo direto minimamente produtivo entre ciência e religião. Isso só pode ser feito pela filosofia, e para isso é preciso ao menos noções básicas de Filosofia da Ciência, Ceticismo, Empirismo e Racionalismo que vão um tanto além de citar as opiniões de Descartes sobre a Glândula Pineal.
A questão principal é que embora o universo esteja muito além de nossa plena compreensão, e embora a certeza de qualquer natureza ainda seja metafisicamente absurda, há ótimos motivos metodológicos para o materialismo científico que não são de modo algum comentados pelo autor, que prefere apontar avanços nas áreas de neurocognição ou psicologia como se estes fossem algum tipo de endosso científico do espiritualismo.
A ingenuidade das analogias como a das imagens da TV não serem originadas dela própria parece fazer vista grossa ao fato de que apesar disso, o sistema de transmissão ainda é totalmente material, é que faltaria aos espiritualistas sugerir o que seria o "transmissor mental", uma vez que até apelam ao eletromagnetismo como meio condutor de fenômenos mediúnicos que entrariam em interação com os cristais da glândula pineal.
Ademais, o autor persiste naquilo que, a meu ver, continuará sendo perpetuamente o erro fatal de algumas teorias espiritualistas.
Qualquer um que tenha estudado Descartes e não tenha noção do problema Mente Corpo simplesmente está 400 anos atrasado. Como a substância material e a espiritual poderiam interagir? A melhor resposta é a eliminação do dualismo de substância e sua redução ao monismo. O Espiritismo Kardecista, professado pelo palestrante, é monista, se livrando então do problema cartesiano, mas aí entra outro possivelmente pior. Se o universo é monista, então a interação mente e corpo deve ser tangível, mensurável e física, e desse modo, a única razão pela qual ainda não teria sido desvendada é que seria infra estrutural. Isto é, teria que ser um tipo de comunicação ainda muito sutil, operando em subcamadas da natureza.
E ocorre que não há candidato pior a essa instância do que os campos eletromagnéticos! Esperar do eletromagnetismo alguma resposta em relação ao mundo espiritual já está tão ultrapassado que corre o risco de cair no ridículo, uma vez que já dominamos vastos campos dessa instância da natureza e até agora a espiritualidade continua tão modesta em se manifestar quanto o Gráviton.
Assim, qualquer que seja o sistema de interação mente matéria, não poderia ser eletromagnético, mesmo porque se tornaria vulnerável a toda sorte de interferências físicas. Estaríamos enchendo o mundo de "espíritos" com nossas transmissões de rádio, e mataríamos almas com nossos Pulsos Eletromagnéticos.
Os espiritualistas precisam parar de se comportar como se estivessem no século XIX, e passar a desenvolver teorias mais adaptadas ao mundo contemporâneo. Eu já esbocei algo no conto de Ficção Científica Conversando com o Diabo, e penso que nesse sentido até o Seicho-no-Ie está bem mais sofisticado.
Finalizando, é bom lembrar também que o autor subestima o conhecimento contemporâneo sobre a glândula pineal, que há muito deixou de ser aquela "caixa-preta" do passado, já sendo bem conhecida em suas funções endócrinas. Mas de qualquer modo, é seguro que ainda há muito a se descobrir. Só insisto que apelar ao misticismo para sanar problemas científicos jamais foi uma abordagem produtiva em toda a história do mundo, e que os espiritualistas fariam melhor em investir mais em filosofia do que em ciência.

Amigavelmente

28 de Dezembro de 2010
   

         Diógenes Coimbra    Brasília-DF  -  1970

   Oficial de Justiça e professor universitário

   Católico Apostólico Romano


d . c o i m b r a 7 0       g m a i l . c o m  
Caro Marcus,
Atendendo a seu pedido, posto aqui a mensagem que escrevi em resposta a seu texto Exorcizando o DEMo", e que foi colocada no grupo da Pós-Fil/UnB.
Aproveito para parabenizá-lo pelo site e por suas belas contribuições ao debate filosófico.
Forte abraço,
D.C.

XR diz: "Dessa parte do PDS surgiu o Partido da Frente Liberal, nome novamente enganoso a não ser acrescentando Econômica ao final. Mesmo ocorre com o PartidoLiberal. Do PDS também saíram outras legendas que se mesclaram com outros partidos de antes da ditadura recém reativados, até a sigla dar lugar ao PartidoProgressista Brasileiro, cujo "progressismo" também é duvidoso, que depois voltou a ser PP, como era antes, apesar de não ser o antigo PP que saiu do MDB. Ou seja, uma confusão desgraçada."
Por que se deveria acrescentar o adjetivo "econômica" ao final do nome PFL? O mesmo ocorre com o Partido Liberal? Não deu para entender. Mas boa parte da confusão terminológica se dá (ao menos em tese) porque o termo liberal tem duas conotações. Segundo Hayek, o emprego de "liberal" na Grã-Bretanha está ligado às origens do liberalismo inglês, que depois veio a influciar e, ao mesmo tempo, a se modificar, com a interpretação dada pelos "iluministas" francófonos. Assim, um liberal na terra da rainha é, ainda hoje, um político de "dieita", digamos assim. Já nos Estados Unidos, um liberal é alguém que protesta pelos ideais de igualdade, sobretudo material, e que também comunga com princípios ditos "progressistas". Por isso o Partido Democrata é composto por "liberals" e é por isso que um o liberalismo político de J. Rawls flerta com a esquerda. De resto, existem confusões irreconciliáveis quanto ao emprego do uso liberal no âmbito político e no econômico.
XR continua: "Porém, a legenda mais fiel à antiga ARENA foi o PFL, numa continuidade que compôs a base governista por quase 40 anos, até que um escândalo de corrupção em 2002 envolvendo sua candidata à presidência, Roseana Sarney, daria fim ao seu período de situação, tornando-se então a oposição mais feroz ao Governo Lula."
Então me explique por que raios o Sarney virou base de susteção do PT no Senado. E não tem um probleminha de datas aqui? Se o escândalo clamorosamente armado contra a R. Sarney ocorreu em 2002, como pôde o PFL ter perdido sua posição de situação, e se tornado então oposição ao Lula, que só tomou posse em 2003?
XR está coberto de razão ao dizer que "É certo que há um nítido e sincero esforço da nova geração do DEM em se livrar desse passado vergonhoso, e também que há sim políticos dignos em suas fileiras, porque embora o poder corrompa, nenhuma etnia ou classe social detém o monopólio da decência ou de seu oposto. Ademais, tem-se que fazer concessões. Se alguns anos no poder já foram suficientes para degenerar o PT, o que meio século no pode fazer?"
Mas tem mais: como pode um partido ser responsabilizado diretamente por crimes comuns praticados por seus membros? Que raios de responsabilidade tem o PFL com o fato do Hildebrando ser um jack stripper da floresta? Sicrano mata um dono de lava-jato e isso é culpa do PSDB? Vai dizer agora que faz parte do programa politico do DEM a reinstauração do escravismo no Brasil, apenas porque um coronelzinho de quinta pratica esse crime lá nos rincões do lugar-nenhum, naquele país perto do Brasil, chamado Nordeste (como disse a Dilma)? O único país a reinstaurar em grande escala o escravagismo no mundo, em pleno século XX, foi a URSS, e isso nada tem que ver com os casos isolados de redução de trabalhadores à condição análoga a de escravo. De resto, acho que o Inocêncio não foi condenado por essa prática delituosa, foi? Se a mera acusação já está valendo como prova inconteste do crime, então todo mundo do mensalação já está no mesmo saco.
Aliás, esse é um dos problemas graves do texto do XR. Não sabemos, a fim e ao cabo, se a estatística de que se vale ele para chegar às suas conclusões de partido mais corrupto engloba apenas os políticos cassados efetivamente por corrupção ou malversação do dinheiro público ou por crimes comuns os mais diversos.
Ademais, se o partido expulsa de seus quadros o político corrupto ou criminoso, isso deveria ser tomado como sinal de honestidade desse mesmo partido, e não o contrário. Nesse sentido, é muito curioso que o PT prefira defenestrar os políticos que não se enquadrem na forma de pensar dominante do partido do que expulsar os corruptos. Ou será que José Dirceu e J. Genoíno foram expulsos e eu não estou sabendo...
Outro problema: é certo que o quadro do DEM, PMDB, PP, PSDB é formado por políticos que estiveram por um bom tempo no poder. Daí que é "natural" que tenham mais políticos seus entre a massa de cassados. A perdurar o PT no poder, o número de corruptos dessa agremiação crescerá consideravelmente. Duvida? O mensalão e a Casa Covil foram só uma palhinha.
Frase vaga de XR: "E vale lembrar que o ex-PFL É O MAIS RICO DOS PARTIDOS, repleto de grandes empresários e fazendeiros, com mais de 80 milionários em suas fileiras, tendo a maior média por político, mais de 3 MILHÕES!" So what? Vai-me dizer agora que ser empresário e ser fazendeiro é crime? Quer dizer que ser milionário implica ser corrupto? Então estou lascado (mais cuidado para não incorrer em calúnia, hein).
XR acerta novamente ao dizer que "Tal cultura abusiva, baseada no poder financeiro e falta de escrúpulos, corrompe o que toca, explicando a degeneração do PMDB, do PSDB, e até do PT quando este finalmente chegou ao poder e teve que se coligar ao maior partido brasileiro, já previamente corrompido."
Na verdade, nosso sistema político permite em grande medida a existência de tamanha corrupção. Além disso, a sociedade brasileira é corrupta a mais não poder. O brasileiro médio não está nem aí para corrupção (no site MCCE a região que concentra o mairo número de corruptos é a nordeste, disparado. E adivinhem em quem essa região irá votar em massa depois de amanhã? Brasileiro quer saber de carne seca no feijão e um sambinha, e pouco se dá ao luxo de ter escrúpulos. Neguinho por aqui fura fila na maior cara de pau ou paga para alguém ficar na fila no seu lugar, mete o carro na sua frente como se estivesse com antolhos ou estaciona em lugar proibido mesmo havendo vaga disponível (vai dizer que nunca viu isso na UnB), dá um "cafezinho" pro seu guarda para se livrar da multa, pede um jeitinho para se matricular fora do prazo (já vi isso na UnB a três por quatro), imprime trabalho na repartição pública ou leva a resma de papel para casa (nem vou falar de clipes e grapos...), recebe troco a menor e deixa por isso mesmo, acha que só vai ganhar dinheiro na vida se roubar como os políticos etc. Com uma caterva dessas, o que esperar? Não há nenhuma razão para supor que a corrupção seja uma característica intrínseca de partidos de direita, como pode fazer crer o texto de XR. Ao contrário, qualquer partido que se reja pelos princípios gramscianos de hegemonia e de tomada do poder desde dentro das instituições, tenderá a ser corrupto, apenas com a diferença que não verá nos seus atos características de crime, senão de apropriação natural das estruturas de poder.

Terça, 26 de Outubro de 2010

Tema: Política, Corrupção, Ideologia, História dos Partidos Políticos Brasileiros, PFL / DEMocratas
Número de Caracteres
- Mensagem: 5.904
- Resposta: 7.986
Prezado Diógenes...
Antes de mais nada, devo pedir desculpas pela demora anormal em responder sua mensagem. Embora seja comum um período de espera neste Livro de Visitantes, desta vez aconteceu uma anormalidade. Fiquei mais de uma semana sem um computador funcional, o que me obrigou a comprar um Laptop, ao mesmo tempo em que tive problemas com acesso a internet, e justamente quando peguei uma mudança de horário de trabalho para o esquema de plantão, tudo ao mesmo tempo!
Mas deixando isso pra lá. Vamos a sua mensagem. Bem, há pouco a comentar. Você explicou bem o problema do termo "liberal", e é exatamente esse o problema. O PFL é um partido liberal no sentido do liberalismo econômico, não no sentido social, que é o sentido comum que a maioria da população tem em mente, mais ainda num momento pós ditadura onde essa noção ainda ficava reforçada. O termo "liberal" parece um tanto oportunista, principalmente para a legenda composta pelos apoiadores da ditadura militar.
Claro que isso não foi por acidente. O efeito psicológico no nome era esperado, embora o interesse liberal fosse bem distinto, visando a menor interferência do estado na economia, e não uma flexibilização nos costumes ou na liberdade de expressão.
Mas até aí a confusão era apenas circunstancial, entre o que intelectuais entendiam pelo termo, e o senso comum costumava intuir. Mas no momento em que mudaram o nome para Democratas, aí a confusão maliciosa foi sacramentada, não apenas pela desfaçatez de não só ter apoiado, mas em grande parte continuar apoiando posturas ditatoriais, mas também por tentar emular uma comparação com a tradição norte-americana onde eles seriam claramente os Republicanos.
Sobre a postura de Sarney, penso que isso já foi abordado no texto, que enfatiza a facilidade com que certos políticos mudam de legenda e traem seus ideais quando melhor lhes convém. Lembre que Sarney, que é um governista convicto independente da situação, é o exemplo mor de infidelidade partidária por conveniência, tendo sido do PDS e tendo fundado o PFL, mas passando para o PMDB evidentemente antevendo a melhor situação e mais uma vez conseguindo com que a mesma herança conservadora se mantivesse no poder independente das contingências.
Quanto ao problema das datas, não entendi a dúvida. O que há de errado em dois eventos se sucederem em anos respectivamente consecutivos?
Mas o ponto mais interessante vem em sua pergunta: "como pode um partido ser responsabilizado diretamente por crimes comuns praticados por seus membros?"
Ora, a princípio não pode. Mas o que interpretar dessa nítida intersecção entre o que há de pior, tanto em quantidade quanto em qualidade, entre políticos criminosos e um certo partido ou coligação política? Isso já está respondido no texto ao apontar que o DEM, mais que os demais partidos, está sintonizado com uma "...mentalidade que com frequência acredita estar acima das leis e da sociedade, tratando o país como o quintal de sua propriedade." A questão então é que há um motivo para indivíduos desta estirpe procurarem o partido mais conservador, mais rico e mais permanente dentre os escalões do poder brasileiro.
Quanto a Inocêncio, vale lembrar que ele não poderia ter sido condenado porque, diferente dos demais exemplos citados, sequer foi processado, pelo simples motivo de ter gozado de sua Impunidade Parlamentar. Eu o descartaria se ele tivesse ao menos passado por uma investigação normal de primeira instância e não tivessem sido reunidas provas suficientes, mas as circunstâncias em que ele se apegou à sua impunidade são no mínimo imorais.
Não diria eu que certas bancadas no congresso se interessariam em reimplantar a escravidão no Brasil, mas apenas aponto o fato incômodo de, mais uma vez, a Bancada Ruralista ser especialmente forte no DEM, os principais beneficiados com mão de obra em condições análogas à escravidão. E isso não ocorre, creio eu, por uma volição consciente em "escravizar" trabalhadores, mas sim de maus hábitos culturalmente estabelecidos de oferecerem uma má relação custo benefício aos seus empregados que, em algum contexto, acabará degenerando a um nível intolerável.
Bem, argumentei que o DEM / PFL supera todos os seus colegas não só em crimes comuns, mas também em crimes eleitorais, e também em crimes de corrupção. Pode haver alguns problemas nos dados, e se uma pesquisa me mostrar o contrário, devo reconsiderar. Mas lembre-se que em nenhum momento estou me preocupando somente com os números brutos, mas sim proporcionais, isto é, relativos ao tamanho do partido em número de filiados. Mil corruptos num grupo de um 100 mil não torna esse grupo mais corrupto do que 500 num grupo de 10 mil!
Outro ponto é que minha crítica também não se aplica somente ao DEM, mas também a seus derivados e pares de tradição política e ideológica, e SOBRETUDO, de mentalidade!
É verdade que há uma cultura fortemente favorável à corrupção no Brasil. Ninguém mais do que eu se irrita com os preguiçosos que estacionam carros em fila dupla na UnB muito antes do estacionamento sequer ter tido sua metade preenchida. Mais verdade ainda que cabe a todos a reversão dessa mentalidade. Mas a quem mais cabe o exemplo? O povo se acha no direito de ser corrupto porque seus governantes também o são? Ou o governante se arvora do mesmo pensamento? Mas o povo, principalmente o pobre e o ignorante, ainda tem a desculpa da falta de informação, da carência, da falta de poder. Qual a desculpa do governante?
Ou ainda mais sério: O ladrão pobre ainda tem a desculpa da pobreza. Qual a desculpa do ladrão rico?
É nesse sentido que destaco a importância da questão do DEM ser o mais rico dos partidos. Qual a pretensão de um milionário que se lança a um cargo público? Adquirir ainda mais poder? Garantir ainda maior concentração de renda e benefícios para sua classe?
Ora, alguém de classe economicamente menos favorecida ainda pode reivindicar legitimamente isso. Um operário que se lance a um cargo público com a premissa de melhorar as condições de sua própria classe social estará representando uma vasta parcela populacional, e prometendo dar uma contribuição para a melhora das condições sociais. Um candidato de uma classe rica não poderá levantar, ao menos publicamente, as mesmas motivações, preferindo sempre apelar para algum tipo de sentimento mais abstrato como valores morais, religiosos, tradições etc, mas, caso não tenha um projeto de governo nítido e bem articulado, sempre passará a impressão de estar exatamente a fim garantir o quinhão de uma classe já excessivamente privilegiada.
Isso então vai por dois caminhos opostos. Um político rico poderia dar o exemplo de até dispensar seus vencimentos em prol de exemplo de moralização, ou não cooptar vantagens em demasia, o que daria grande demonstração de sua boa intenção política, ou ao menos demonstrar lisura, como muitos o fazem. Por outro lado, se entrou no ramo apenas para se beneficiar, faltamente irá causar um estrago maior do que o causado por um que poderia se satisfazer com pouco. Mas olhando o histórico em questão, o que temos? Sujeitos riquíssimos desviando fortunas inacreditáveis, justamente quando sua condição social exigiria o exemplo contrário.
Se não ficou claro. Qual o motivo que leva alguém a se envolver com a política? O menos favorecido tem um motivo pessoal para querer uma mudança no estado de coisas, ao menos no sentido econômico, o mais favorecido não, tendo que oferecer um motivo ainda mais amplo e nobre. Se um político rico não tem isso a oferecer, o que ele tem? Pra quê um milionário entra na política?
Enfim, certamente a corrupção, ou corruptibilidade não é exclusividade da direita. Como eu mesmo disse: ninguém "detém o monopólio da decência ou de seu oposto." Mas ela é especialmente vergonhosa nas classes mais ricas.
Já o fato de um partido expulsar sistematicamente seus maus membros pode ser sim um nítido sinal de boa vontade, embora seja também um sinal de não ser eleitoralmente suicida. Mas essas expulsões devem obedecer a um critério responsável, o que não inclui denúncias vazias que nunca conseguiram superar a mera suspeição de se basearem apenas nas volições dos partidos adversários. Se não houver boas evidências, como aquelas que demonstraram a corrupção do DEM em Brasília, é pouco admissível que se expulse um político de uma legenda.
Estranho que tenha apontado a Região Nordeste como a que mais reúna políticos corruptos ao mesmo tempo que aponta sua preferência eleitoral. Pois durante muito tempo o Nordeste foi notório em eleger exatamente as elites mais imorais do país, e, como diria nosso quase ex-presidente, "nunca antes na história deste país" havia votado em alguém que lhes tenha dado algum tipo de benefício permanente, que foi a melhoria das condições de vida. Além disso, mostra também que a corrupção tende a ser maior exatamente onde há maior desigualdade, cuja redução menos interessa às camadas já favorecidas da sociedade.
Finalizando, meu texto antes de tudo teve a pretensão de demonstrar a hipocrisia de certos setores da política em se posicionarem como defensores da ética na atual conjuntura, como se em qualquer período anterior deste país a corrupção tivesse sido menor. Ademais, atende também a uma discussão séria, dentro do próprio DEM, em extinguir a legenda ou não, o que evidentemente sou favorável, pois a cada mudança desse tipo, a situação inegavelmente melhora.
Fico por aqui, manifestando desde já que adoraria debater mais com você, pois sem que tem colocações muito boas a contrapor. E garanto que da próxima vez não irá esperar tanto.

Amigavelmente

28 de Dezembro de 2010
   

         Fernando Ventura Bispo Santos    Araguápolis-AR  -  1975

   Militar   -   Cristão Protestante

625, 633, 635, 657, 665, 674, 681, 695, 699
715, 745, 754, 761, 766, 769, 780, 781
a t t h o s m a t h e u s       g m a i l . c o m        
Grande Marcus, deixando a política de lado gostaria de te propor que escreva se já não tiver feito isto em outro lugar, algo sobre três intermediários, três meio- termos que tornam a compreensão da realidade muito difícil. São três incógnitas que me atormetam, que estão interligadas e que se respodidas diminuiriam os mistérios da vida. Na verdade é o elo que falta entre dois extremos incompatíveis, irreconciliáveis, talvez nem você possa responder.

1) Santo Tomás diz que Deus é ato puro, sem nada em potencial, virtual. Diz que quem tem a potência tem o ato. Mas eu pergunto: Em que momento do tempo o potencial passa para atual, qual a interface entre o potencial e o atual, dito de modo mais claro: qual o limite entre ato/potência? da fase/estágio POTÊNCIA para a fase ATO, qual o limiar que o potencial deixa de ser potencial e se trasforma em atual? A potencia é ETERNA e o ato temporal? Qual o termo médio entre estes dois termos?

2)Se a teoria da Evolução estiver correta os primeiros seres que se tornariam os humanos não tinham alma e estavam mais proximos dos animais irracionais, a pergunta é simples: Os homens de Cromignon, Nerdental etc, vão para o céu e para o inferno? Em que momento no tempo o animal adquiriu uma alma, ela se formou gradualmente? Como é possível meia alma, 1/4 de alma 1/25 de alma? Novamente qual o conceito/termo médio entre Potencia/animalesca e atualização/espiritual?

3)Como pode o absoluto, o infinito, o eterno ter alguma ligação com o relativo, o finito, o temporal, qual o elo de ligação, o termo médio entre eles. Como estes abismo pode ser sanado? O que conecta o universal ao particular?

...se tiver tempo...
Obrigado!
Terça, 26 de Outubro de 2010

Tema: Teologia, Filosofia, Ontologia, Tomismo, Evolução, Alma, Infinito, Ato, Potência, Mente
Número de Caracteres
- Mensagem: 1.384
- Resposta: 3.515
Olá Fernando...
Desculpe o sumiço. Vamos lá.

1) Pessoalmente jamais entendi o sentido tomista na idéia de "Deus Ser Ato Puro". Entendo em Aristóteles, pois o Motor Imóvel está em constante ATO movendo o universo, e se fosse mantida essa simplicidade estrutural, tudo bem. Mas diferente de Aristóteles, o Primeiro Motor de Tomás de Aquino não pode ser um ente impessoal, inconsciente e meramente "físico" no sentido de ser mera causa primeira de todo movimento universal. A mim, nada mais é que outra manifestação de uma insistência teológica clássica absolutamente central, essencial, e totalmente absurda, que é o esforço infinito que a mente humana deve desenvolver para conseguir simular um mínimo de compatibilidade entre o Deus filosófico e o Deus da mitologia Judaico-Cristã. O Motor Imóvel pode ser puro ato porque ele é apenas movimento, sem o potencial de parar. Mas o Deus cristão é muito mais, tem inúmeras manifestações e afirmar que todas estão em puro ato apenas é outra forma de sustentar as atinomias clássicas, pois Ele teria que atualizar, por exemplo, ao mesmo tempo, a Liberdade e a Onipotência.
Já a passagem entre Ato e Potência não me parece um problema. Quando você está sentado, tem a potência de ficar em pé, e ao se levantar, em que momento exato passa de um estado para o outro? Não me parece questão relevante. É como o problema do tempo, e a atualização do futuro potencial, que se torna passado. É bem claro o que nós é futuro e o que nós é presente passado, mas o instante da passagem de um para o outro é indetectável.

2) "Termo Médio"?! Isso não se aplica aqui. Mas, bem, a resposta teológica tradicional a essa questão seguramente estará entre um tipo de salto de qualidade ou uma simples gradação. Pode-se dizer que até um dado momento, os homínideos seriam apenas animais, até que passam a receber almas, passando então a ser humanos. Ou pode-se colocar, como por exemplo o Kardecismo, que o espírito evolui com o corpo ao longo das encarnações, de modo que estão sempre galgando graus de responsabiidade. Na verdade, a mesma questão se coloca de modo imanente no desenvolvimento psicológico normal humano. A partir de que momento exato uma criança realmente deve ser responsabilizada pelos seus atos? É díficil fugir do estabelecimento de um limiar arbitrário, mas um sistema jurídico pode ponderar isso. Cada um deve responder de acordo com sua capacidade.
A questão só se torna mais incômoda se insistirmos nessa dicotomia binária de Céu e Inferno, a meu ver, estúpida. Nem nosso sistema penitenciário radicaliza em absoluto a punição devido a uma hora de diferença que separa os 17 dos 18 anos. Isto é, cabe ao juiz aplicar uma pena adequada ao contexto, mas sem cair no extremismo de que apenas uma hora do tempo separaria a impunidade total da pena máxima. O catolicismo soluciona esse problema com a idéia de Purgatório, sem o qual a dicotomia quase sempre torna qualquer sistema inconcebível em termos de justiça.

3) Pessoalmente não admito a idéia de Eterno. Somos seres temporais e afirmar ou tentar pensar no não-tempo é do mesmo nível de racionalidade de afirmar ou pensar no círculo quadrado. Ou seja, mesmo que exista a eternidade, não vale a pena pensar nela, deveríamos desconsiderá-la, mesmo a nível filosófico. É o que os budistas fazem ao não perder tempo discutindo o Nirvana. A ligação Eterno e Temporal é necessariamente absurda.
E, mais uma vez, cuidado com o conceito de 'Termo Médio".

Todas essas questões incorrem no mesmo problema, o vício da Descontinuidade. Todo o universo é conectado e integrado, como diz o budismo, Interdependente. Por isso os graus de purificação, os níveis constantes de evolução, o gradualismo onipresente em tudo.
Infelizmente certos vícios de pensamento, em especial na teologia, nos venderam a ilusão da descontinuidade, que torna qualquer forma de pensamento inútil. Não há um limiar rígido entre a criança e o adolescente nem entre o humano e o animal. Não existem "identidades", mas "continuidades".
Se começar a investigar mais essa noção, e rejeitar as tolas separações arbitrárias da realidade, das quais o maniqueísmo é só uma, perceberá que esses problemas simplesmente não tem sentido, e tudo fica mais claro.

Amigavelmente

15 de Dezembro de 2010
   

           Camila Moraes  -  São Paulo-SP  -  1979

      Bancária

      Adventista do 7º Dia

c a m i l a . c m o r a e s     g m a i l . c o m          


Marcus,
Seu site é excelente e levanta questões que todo Cristão deve pensar antes de seguir cegamente sua fé.
A respeito das seguintes passagens bíblicas no link É a Bíblia Divinamente Inspirada?, tenho 2 comentários que lhe podem ser úteis.

1)"Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam." Êxodo (20:5)
"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho, A justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele." Ezequiel (18:20)

No versículo de Êxodo menciona-se que a iniquidade passará de pai para filhos até a 3ª ou 4ª geração daqueles que ODEIAM a Deus, ou seja, são complacentes com o mal gerado pelos seus ancestrais. Já no versículo de Ezequiel, o profeta deixa claro que a iniquidade será cessada e não passará ao filho JUSTO, ou seja, aquele que não for complacente com a maldade de seus ancestrais, CESSANDO desta forma a "maldição".

2) "E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho." II Reis (2:11)
"E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-se deles; e (Jesus) foi elevado ao céu." Lucas (24:51)
"Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem." João (3:13)

Nas passagens de II Reis conta-se a história do arrebatamento de Elias, que subiu aos Céus, onde habitam os anjos. Já nas passagens de Lucas e João, "Céu" deve ser interpretado como o lugar santíssimo, onde habita o Pai e onde somente o Filho tem acesso. O santuário construído na Terra na época anterior a Jesus representa esta divisão, onde no lugar Santo todos tinham acesso para se purificar dos seus pecados sacrificando um cordeiro, mas somente o sumo sacerdote podia entrar no lugar santissimo onde estava a arca com os mandamentos e a chama representando o Pai. Neste sentido a palavra "Céu" tem esta dupla interpretação.
Espero ter ajudado!
Abraços.
Camila

Quinta, 30 de Setembro de 2010

Tema: Bíblia, Teologia, Teodicéia, Contradições

Número de Caracteres
- Mensagem: 1.722
- Resposta: 3.555
Prezada Camila...
Obrigado por sua participação e sua contribuição com essa discussão. Você apresenta bons argumentos, mas ainda não suficientes para solucionar a contradição entre os versículos. Vejamos.
De fato, em Êxodo 20:5 pode-se dizer que a transmissão de iniquidade via gerações se aplicaria apenas àqueles que o Odeiam! Mas em Ezequiel 18:20 não está dito que a impiedade será transmitida aos filhos, mas sim o contrário, que a iniquidade do ímpio cairá sobre ELE próprio! Não sobre seus descendentes!
Ou seja, Ezequiel diz que tanto o justo quanto o ímpio são punidos apenas pelo que eles fizeram, não pelos pecados de seus pais. O que você tentou visualizar é que Ezequiel estaria dizendo que no caso do um filho justo de um ímpio essa transmissão de pena não ocorreria. E de fato não ocorre para este profeta. Mas ocorre sim no caso do Êxodo. Vejamos por quê.
Evidentemente "...daqueles que me odeiam." em Ex(20:5) se refere aos pais, que sentido faria se referisse aos filhos? Assim:
1 - Os filhos herdam a iniquidade dos pais. (Pouco importa que seja somente dos pais que O Odeiam.);
Mas segundo Ezequiel:
2 - Os filhos NÃO herdam a iniquidade dos pais, nem o pais a dos filhos. (Não importa que seja de quem O Odeie ou não.)
Assim, a questão do ódio à Deus parece irrelevante, visto não ser retomada por Ezequiel, que faz uma afirmação sobre uma categoria geral que necessariamente deve englobar a afirmação sobre a categoria aparentemente mais específica do êxodo.
"Os ímpios que O odeiam" está contido na categoria dos ímpios, assim não pode caracterizar uma exceção a uma regra geral que se aplica aos ímpios sem gerar uma contradição. Por exemplo, se digo "criminosos são punidos", estou ocultando a generalização, quanto a isso dizer "criminosos ricos não são punidos" entra em contradição com a primeira afirmação, porque se é assim, então "nem todos os criminosos são punidos".
Enfim, a contradição permanece, visto ser irrelevante as últimas palavras de Ex(20:5). Se formos obrigados a uma decisão, evidentemente é Ezequiel que está errado, visto que a afirmação do Êxodo, por compor o próprio decálogo, necessariamente deve ter peso maior do que os ditos isolados de um profeta. Além do mais, o próprio pecado original, que todos herdamos, é a confirmação direta de que, SIM, os filhos herdam o pecado dos pais. Ímpios ou não.

Passemos agora para a questão da ascensão no Novo Testamento. Bem. O termo em hebraico para Céu é shamayim, que é usado indiscriminadamente para todas as ocasiões traduzidas como 'Céu' ou 'Céus', bem como, por vezes, 'Ar'. O termo grego é ouranos, também usado para todas as significações relativas e traduzindo shamayim.
Portanto, para todos os efeitos eles são sinônimos, equivalentes ao termo em português, embora possa haver sutilezas entre Céu e Céus, mas que não são captadas nos versículos em questão.
Portanto, se há alguma distinção no Céu para onde foi Elias e para onde foi Jesus, ela não está explicitada. Sua idéia faz sim, sentido. Visto ser Jesus um ser essencialmente divino, é evidente que poderia ir a um nível mais elevado que Elias. Mas exatamente onde podemos encontrar essa distinção?
Você poderia basear biblicamente essa diferença?
Pergunto por que nunca duvidei de que haja boas explicações para tais contradições, mas sim de que elas possam ser claramente baseadas na própria Bíblia. Ou seja, a Bíblia se contradiz, mas a Teologia esvazia as contradições. E de fato, é assim que tem que ser!
Nada tenho contra o fato de haver contradições bíblicas. A mim, isso não depõe contra sua auto proclamada divindade. O que faço no texto É a Bíblia Divina? não é negar a suposta inspiração divina, mas negar a validade dos argumentos para tal, que se tornam inconclusivos. Neste caso em especial, eu estava negando a Harmonia Textual, mostrando que a Bíblia não é perfeitamente coerente como os apologetas gostam de dizer, e sim, depende de esforços externos, humanos, para fazer sentido.
Assim, a não ser que você consiga extrair essa distinção da própria Bíblia, ela continuará, em si, contraditória, se subordinando à teologia humana para se fazer entender.
Ou seja. No fundo ninguém segue a Bíblia em si. E sim, segue uma Teologia,
Mesmo assim, parabenizo pelo esforço e agradeço pela mensagem.
Amigavelmente

5 de Outubro de 2010
   

         Fernando Ventura Bispo Santos    Araguápolis-AR  -  1975

   Militar   -   Cristão Protestante

625, 633, 635, 657, 665, 674, 681, 695
699, 715, 745, 754, 761, 766, 761, 769, 780
a t t h o s m a t h e u s       g m a i l . c o m        
1) Se os guerrilheiros uma minoria infima em comparação com o Exercito Brasileiro e o restante do aparato opressor, conseguiram matar 119 pessoas, incluindo civis inocentes, no total de um terço ou talvez um quarto do que matou todo o GOVERNO BRASILEIRO, e porque eram perigosos mesmos e tinham que ser eliminados antes de crescerem mais ainda.

2)Os guerrilheiros eram treinados por Cuba e URSS e tinham a mesma ideologia será que não queriam implantar a mesma coisa destes paises no Brasil? é claro que sim!

3)Quem ama a liberdade não será jamais um guerrilheiro de esquerda, no máximo um anarquista anti-estatal, pois era o estado a fonte da ditadura.

4) Onde o comunismo foi instalado deixou um rastro de fome, morte, estupidez..... se por acaso um partido nazista fosse aberto clandestinamente e forma-se um grupo armado você não concordaria que fosse preso ou eliminado, só por medo de que volte o nazismo? o mesmo com o comunismo.

Bem estes são meus argumentos agora veja estes:


Nossos governantes
Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 28 de agosto de 2008

Desafio o governo Lula e seus sessenta intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:
1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca.
2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.
3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando. Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.
4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.
5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.
6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.
7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos trezentos eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha. Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.
Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis. Esses homens têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia. Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas). São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu. Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão. Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral. Não tenham ilusões. É esse tipo de gente que governa o Brasil de hoje.


Mais ainda eu mesmo:
Uma ditadura de direita é relativamente falando um mal menor do que uma ditadura de esquerda.
As revoluções de esquerda se insurgiram contra ditaduras de direita com o objetivo de instaurar a liberdade democratica ou instaurar Reinados de Terror?
TODA REVOLUÇÃO DE ESQUERDA VISA TRAZER UM ESTADO TOTALITÁRIO, A HISTÓRIA MOSTRAR ISTO, não importa se a reação seja ditatorial, ela é justificada......
CONTINUA.....
Quarta, 22 de Setembro de 2010

Tema: Terroristas X Ditadores, Golpe de 64, Ameaça Comunista, Revolução
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- Resposta: 8.633
Oi Fernando. Vamos lá.
1) Pode ser. Mas isso é irrelevante para o propósito do texto Terroristas X Ditadores, que é simplesmente mostrar que a ditadura não só matou mais militantes do que o contrário, como deu início as hostilidades ao derrubar um governo democraticamente eleito. Qualquer criminoso em massa, ou serial, em sua "guerra pessoal" contra o sistema, vai matar muito mais que o próprio sistema, pois pode fazer 10 vítimas, mas se for morto, será um só. 10x1 contra o sistema.
É fácil condenar a Alemanha Nazista por que ela deu início as hostilidades, e embora quase 6 milhões de alemães tenham morrido, mataram mais de 30! A grande maioria soviéticos. Também é fácil condenar o Japão por ter atacado a China e matado 15 milhões de chineses, a maioria civis, ao passo que perdeu cerca de 2 milhões, a maioria militares.
O sonho da reportagem que foi criticada no texto era que os os guerrilheiros tivessem matado muito mais que o sistema repressor, e assim seria fácil justificá-lo, mas não foi o que aconteceu. A reação foi desproporcional.
2) As guerrilhas de esquerda brasileiras compartilhavam ideologias e objetivos comuns, mas nada indica que TODAS seguiam um programa definido por uma fonte única. Algumas podem ter tido apoio de Cuba, outras da URSS, e outras apoio externo nenhum. Importante é que seus objetivos eram tão fragmentados quanto a esquerda, que vive brigando entre si, sempre foi. Certamente havia quem pensasse em termos de implantar outra ditadura, outros não, mas de certo jamais teriam conseguido. E nada disso muda o fato original de que quem derrubou a democracia foi o Golpe de 64, sem o qual a esquerda não precisaria ter apelado para a guerrilha.
3) Provavelmente. A guerrilha foi certamente um outro erro, que derivou do erro original da ditadura. Antes tivessem feito um tipo de oposição pacífica, mesmo porque foi esta que terminou vencendo. Teria vencido ainda mais rápido sem a guerrilha.
4) Onde o Comunismo foi implantado já existia fome, morte e estupidez, o que mudou foi o segmento e o tempo do genocídio. Antes atingia a maioria da população, pobre, com milhões de mortes devido a miséria, ao longo de séculos. Com a revolução ocorreu uma purgação que inverteu o sentido da tragédia, derrubando as classes dominantes que então assumiram o lugar de vítimas, num período curto de tempo.
Apesar disso, em vários aspectos os regimes comunistas foram um sucesso retumbante. A Rússia deixou de ser um atrasado império agrário para se tornar uma das maiores potências mundiais, superando os EUA. em inúmeras ocasiões na corrida armamentista e espacial. Cuba erradicou por completo o analfabetismo, criou uma avançado sistema de saúde e até hoje tem um dos menores índices de mortalidade infantil do mundo. E isso embaixo do maior embargo econômico do século XX. China dispensa comentários.

Mas isso pouco importa. Minha afirmação central ainda é a de Revolução na Ditadura Golpe na Democracia. Mesmo que quisessem, os esquerdistas jamais poderiam ter implantado uma ditadura no Brasil! Isso seria impossível com punhados dispersos de militantes. A esquerda brasileira sempre foi um fracasso pegando em armas, e um razoável sucesso pela via democrática. E acho que os militares sabiam muito bem disso. A morte de 500 comunistas não teria detido a Revolução Bolchevique, nem a Maoísta nem a Cubana.
As milícias brasileiras sucumbiram porque não tinham a menor condição de implantar uma revolução. Os militares apenas cumpriram instruções de Washington, assim como diversos outros países da América Latina, para combater o crescimento dos movimentos de esquerda que teriam dominado o cenário político cedo ou tarde, pela vida democrática, como acabou acontecendo.

Não sei se devo comentar o texto do Olavo, isso abre um precedente. Mas de qualquer modo, é fácil sintetizar a crítica dele, pois os argumentos estão muito abaixo de sua média normal. Os seus, por sinal, estão bem melhores.
O Item 1 destoa dos demais por ser uma tautologia quase hilária. É claro que no contexto pode-se reduzir os militantes de esquerda às pessoas envolvidas com a luta armada! É como afirmar que todos os traficantes de drogas mortos pela polícia eram criminosos! A questão que foi espertamente deixada de lado é quantas vítimas da ditadura nem militantes de esquerda eram! Quantos foram mortos provavelmente jamais saberemos, visto que os militares não querem, com boas razões, expor seus arquivos. Mas eu pessoalmente conheço pessoas que foram presas e torturadas e não tinham relação alguma com a militância esquerdista.
Todos os demais argumentos tem basicamente duas premissas. 1.Que "muitos" inocentes foram mortos pelos esquerdistas, 2. e que pretendiam implantar um sistema opressor que já estava a matar muitas outras pessoas no países comunistas. Quanto à segunda, é difícil falar sobre ela visto que a maior parte do que se sabe sobre as vítimas dos países comunistas foi descoberta bem depois dos tempos da guerrilha, portanto, muitos poderiam nem ter conhecimento desse fato, embora outros pudessem tê-la. Lembrando o grau de fragmentação das guerrilhas.
Esse argumento soa similar à afirmar que os Cruzados partiram para a Terra Santa a fim de implantar um regime de terror onde os fiéis seriam perseguidos e torturados pela Inquisição. Isso até poderia ter acontecido, mas provavelmente não era o que os cruzados tinham em mente.
A outra premissa remete ao mesmo texto que foi comentado em Terroristas X Ditadores. Se aquela lista estiver correta, menos de 40 das vítimas dos guerrilheiros, não eram militares, policiais, agentes da ditadura ou ao menos seguranças ou vigias provavelmente armados. Desses 40, alguns viviam na área rural e eram ou trabalhavam para fazendeiros, e outros, pela própria reportagem em questão, reagiram efetivamente a ações da guerrilha. Com tudo isso, não duvido que a lista de vítimas que realmente NADA tinha a ver com o sistema e que foi pega numa ação aleatória sem nenhuma finalidade sequer chegue a 20 ("dezenas" como o Olavo diz). Em atentados que em sua maioria sequer foram assumidos.
Como os militares não querem liberar seus arquivos, jamais saberemos quantos inocentes foram mortos pelo sistema. E dentre outras coisas, pairam dúvidas sobre a autoria de tais atentados. Onde podemos achar informações sobre eles? As suspeitas de que tenham sido forjados pelos militares para desmoralizar a guerrilha nunca poderá ser afastada enquanto os infames arquivos não forem totalmente liberados. Sabemos que mesmo após o desmantelamento da guerrilha, atentados a bomba provavelmente promovidos por defensores radicais do regime ocorreram em diversas ocasiões, matando e ferindo inocentes. Como saber se não o fizeram também antes?
Nada justifica os atentados e também acho que a guerrilha não se justifica. Mas querer fazer uma acusação maniqueísta de que os militantes de esquerda eram forças do mal tentando implantar um Império das Trevas no Brasil não parece o tipo de abordagem minimamente sensata. Não podemos saber com clareza suas intenções, e podemos saber claramente que não tinham tanto poder.
A questão é que se mesmo com a pressão da Ditadura, as guerrilhas não conseguiram se organizar num exército coeso contra um inimigo comum. Como poderiam fazê-lo em ambiente democrático? A esquerda brasileira sempre foi fragmentada, brigando entre si, e não foi diferente na guerrilha. Não havia um "catalisador" como o Tzarismo, o Império Manchu ou Fulgêncio Batista para direcionar todos os esforços. Na verdade, na época, URSS, Cuba e China já estavam brigadas entre si. E após a crise dos mísseis cubanos de 1962, onde o mundo por pouco não acabou, seria de uma estupidez inacreditável a URSS intervir ativamente nas Américas.
Por fim, o texto do Olavo insiste muito na assimetria entre a situação atual dos guerrilheiros e de suas vítimas. Seria muito mais interessante fazer uma pesquisa e colocar nomes, mostrando quem e quais foram tais vítimas. O fato dos militantes conseguirem indenizações ocorre porque eles podem processar o Estado, o que não ocorre pelo outro lado. E o fato de chamarem muito mais atenção como vítimas da ditadura resulta de pura e simplesmente serem muito mais numerosos, tanto que conhecemos inúmeros deles, tendo livre acesso a seus nomes e históricos. Não me atrevo a fazer considerações psicológicas de quem quer que seja com tão poucos e obscuros dados.
Enfim. SIM. A guerrilha foi um erro! Foi violenta e cruel, inútil e totalmente insensata! Mas A DITADURA FOI O PECADO ORIGINAL, à qual se aplicam os mesmos adjetivos. Deu origem a uma escalada de violência que poderia ter sido evitada.
Como eu já disse, historicamente é compreensível. Não condeno as pessoas que agiram de acordo com o que acreditavam na época, por mais insensatas que tenham sido, e mesmo tendo agido em absoluta má-fé no sentido de derrubar a democracia sob o pretexto de uma ameaça comunista, isso terá sempre o atenuante da ignorância e tensão da época. Mas ficar, atualmente, repetindo a acusação de que os militantes de esquerda teriam implantado um ditadura... Isso não dá! Pois ainda que quisessem fazê-lo, isso seria resultado muito mais de um delírio do que de uma ideologia.
Um texto muito bom sobre o tema é Civis e a ditadura militar: Revolucão no Brasil, que dá uma ótima idéia do processo.
A minha grande preocupação sobre esse assunto, é que vejo uma tentativa flagrante de restaurar a honra da ditadura, e ao justificá-la, passar ao discurso de querer justificar que um novo golpe se insurja contra um governo democrático atual sob a premissa de que se está preparando um novo estado totalitário. Já tenho visto discursos apontando exatamente nessa direção, sendo nesse caso os indícios de que estamos no limiar de uma revolução de esquerda são muitíssimo mais fajutos do que antes. O que temos visto são iniciativas fascistas aos montes na Europa.
Qual é a intenção afinal? A lamúria por, mais uma vez, perder no jogo democrático, e derrubar a democracia para salvá-la?

Mudando de assunto. Por que quer mudar o seu nome? O que devo fazer com as outras 17 mensagens que já estava como nome original e correto?
Lembrando seu ótimo texto Psico Política, e lembrando associações frouxas e inconscientes entre padrões de comportamento relativos a Esquerda e Direita, já reparou que a direita tem tendência a anonimato?

Amigavelmente

27 de Setembro de 2010
Mensagensa