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31 de Maio - 15:36

David Deccache
31 de Maio

DÍVIDA PÚBLICA: AUDITAR É A SOLUÇÃO ?

Nas décadas de 1980 e 1990, tivemos um gravíssimo problema com a dívida externa: contraímos uma enorme dívida, principalmente em dólar, estabelecida a taxas de juros flutuantes. Quando os juros americanos subiram de maneira abrupta na década de 1980, nossa dívida externa se tornou extremamente cara, insustentável. Por se tratar de dívida contraída em moeda estrangeira, o governo brasileiro tinha duas formas de obter essas divisas: i) via exportações; ii) via empréstimos e financiamentos externos. Como o Brasil não conseguia recuperar sua dívida externa apenas com o resultado da balança comercial (saldo entre exportações e importações), teve que se submeter às regras ditadas pelos países centrais e pelas instituições que eram porta-vozes deles (como o FMI, por exemplo), para a obtenção de empréstimos.

Essa submissão manifestou-se na forma da imposição de políticas de cunho neoliberal – extremamente nocivas ao nosso tecido econômico-social. A dívida externa torna o país extremamente vulnerável às exigências do credor externo, tirando a autonomia nacional para a realização de políticas econômicas e sociais estratégias.

Quando tratamos de dívida interna, temos diferenças substanciais. A mais óbvia é contratação na própria moeda que emitimos, uma dívida em Reais. Outra diferença, sendo uma consequência da primeira, é que o próprio Estado Brasileiro, dadas algumas restrições "naturais" a um país periférico, determina a taxa de juros da dívida que contrata. Mais que isso: os títulos emitidos pelo tesouro funcionam como uma espécie de “moeda” que rende juros, ou seja, o credor dessa dívida quase sempre estará interessado em trocar moeda em espécie, que não rende juros, por títulos públicos. Daí a facilidade de um Estado Nacional em contrair e “rolar” dívidas na moeda que emite. Percebemos que há uma grande diferença de autonomia, soberania e vulnerabilidade quando tratamos de dívida externa e interna.

Analisadas de maneira rápida algumas diferenças entre dívida externa e interna, vamos descrever brevemente o funcionamento e a importância da dívida interna para o desenvolvimento econômico e social de uma Nação.

Um primeiro passo para compreender o funcionamento da dívida pública é entender os determinantes de sua evolução ao longo do tempo. Basicamente, se o governo gastar mais do que arrecada com impostos, haverá emissão de moeda para cobrir esse diferencial e, para fins de controle de liquidez (controle da inflação), essa nova moeda, em parte, será trocada por títulos públicos, que rendem juros. Dessa forma, fica claro que um dos condicionantes do crescimento da dívida pública é o gasto fiscal deficitário do governo - déficit esse que pode ter sido direcionado para a elaboração de programas sociais e de investimentos públicos.

A dívida pública contraída em moeda nacional é um importante mecanismo de desenvolvimento econômico, social e de busca do pleno emprego ao alcance do Estado. É por meio dela que o Estado se financia para executar suas políticas fiscal e monetária. A primeira trata basicamente do provimento das funções essenciais do Estado para a população, enquanto a segunda busca, em última instância, a estabilidade de preços. Logo, a questão central do debate sobre o endividamento público não deveria ser a utilização ou não desse instrumento, mas de que modo a dívida é contratada.

O grande problema da dívida brasileira não é o seu tamanho – nem sua existência - mas o custo determinado pelas altas taxas de juros e o seu prazo de vencimento. Nossa relação dívida/PIB é de aproximadamente 70%, enquanto países como o Japão e os EUA, por exemplo, possuem dívidas em relação ao PIB de, respectivamente, 250% e 106%, mas com taxas de juros próximas a zero. Até países de menor desenvolvimento relativo possuem taxas de juros expressivamente mais baixas que a nossa. O México tem uma taxa de juros real em torno de 1,3% a.a., que no Brasil gira em torno de 6% a.a. A taxa de juros no Brasil, portanto, torna a nossa dívida absurdamente cara e serve como mecanismo de transferência de renda do conjunto da sociedade para os rentistas, detentores dos títulos da dívida. Além da taxa de juros elevadíssima, temos outro problema: o prazo de maturação da dívida brasileira é extremamente curto, em média de 4,6 anos. O mais preocupante é que algo próximo de 20% da dívida vence em menos de 12 meses. Essa dinâmica que associa juros elevados com prazo de vencimento curto, torna a dívida um grande peso para o conjunto da sociedade.

Um Estado preocupado com o desenvolvimento socioeconômico deve usar a dívida pública – contratada na moeda que ele mesmo emitiu – para atenuar as mazelas geradas pelo capitalismo. A dívida pública sempre existirá, o ponto é: a quem ela serve? Uma dívida cara e de curto prazo, como a nossa, serve ao rentismo. Uma dívida longa e barata, pode servir ao trabalhador. Sendo assim, o nosso foco deve ser a adequada gestão da dívida e não a sua criminalização.

Por fim, temos algumas formas de resolver o problema aqui levantado:

(i) reduzir estruturalmente a taxa de juros – e isso implica um amplo debate sobre a gestão da nossa política monetária (e seus mecanismos de transmissão);

(ii) taxando o capital de forma que a transferência financeira seja equalizada por uma estrutura tributária progressiva, portanto, justa;

(iii) a busca pelo alongamento estrutural dos prazos da dívid


31 de Maio - 11:08

Me confesso um pouco decepcionado com a leitura de A ELITE DO ATRASO, de Jessé Souza. Em parte porque o professor André Luiz Dos Reis meio que me entregou os melhores "spoilers", mas também pelo autor ser marxista demais pro meu gosto e por não frisar devidamente a distinção entre as dimensões cultural e econômica da contenda ideológico política, da qual está sim, consciente e ocasionalmente aponta, mas que para mim tem no seu destacamento uma prioridade máxima, visto que o tratamento central do autor, muito bom por sinal, a respeito do processo alienador seletivo de indignação da classe média, por melhor que seja explorado, não é exatamente uma novidade para a esquerda.

Fazer essa distinção de forma clara, de como a elite explora o conservadorismo cultural do povo para manobrá-lo contra o progressismo econômico do mesmo povo, isso sim, é urgência extrema e segue sendo não só novidade, mas mesmo quando compreendido, permanece tabu para a esquerda, que prefere insistir na mesma abordagem e no mesmo erro. Ora poha! Dilma perdeu apoio não só pelo desandar da economia, mas sobre tudo pode ser vista como uma representante do liberalismo cultural e suas pautas anti tradicionais. Basta prestar atenção nos discursos histriônicos dos parlamentares ao apoiar o impeachment! Como analisei em Os Titereiros do Capital e suas Marionetes de Esquerda.

Para cada falazinha vazia sobre pedalada fiscal ou uma e outra ameaça "bolivariana", tivemos 10 defesas obstinadas da família e das tradições. Pois, conscientemente ou não, a maioria esmagadora da população entende ou sente isso! E o PT, absolutamente surdo para o fato mesmo após constatá-lo em nítida pesquisa realizada por ele mesmo, continuou se apegando apenas a dimensão golpista econômica do impeachment, sem dar um pio de satisfação para a sensibilidade conservadora popular nos costumes. Pelo contrário! Continuando a falar que Dilma estava sendo deposta por "machismo", tal como agora a esquerda ainda fala da morte de Marielle pela patética ótica vitimista de ser mulher e negra, ocultando a materialidade real do fato.

Mas voltando ao livro de Jessé Souza, há algo nele que pode até parecer clichê, mas permanece imprescindível, que é focar na Classe Média para compreender nossa dinâmica social. Destaco o trecho das páginas 133 e 134.

["A suposta superioridade moral da classe média dá a sua clientela tudo aquilo que ela mais deseja: o sentimento de representarem o melhor da sociedade. Não só a classe que merece o que tem por esforço próprio, conforto que a falsa ideia de meritocracia propicia; mas, também, a classe que tem algo que ninguém tem, nem os ricos, que é a certeza de sua perfeição moral. É claro que perfeição moral pode muito bem tomar o caminho que enseje uma abertura ao tema da responsabilidade social com os estratos mais frágeis, como aconteceu no caso europeu em muitos países. Um caminho aliás já aberto pelo cristianismo que foi secularizado em proposições políticas. Que entre nós perfeição moral tenha tornado a forma estreita de reação à corrupção apenas no Estado -- e aí apenas quando ocupado por líderes populares -- é reflexo da bem perpetrada manipulação intelectual e política destinada a tornar a classe média massa de manobra dos endinheirados."]

Para compensar a falta de contexto, explico por mim mesmo o que sempre pensei sobre a Classe Média, em perfeita consonância com o autor, e que tratei de forma brevíssima e simbólica em A Revolta dos Titãs.

A Classe Média é, de fato, o segmento da sociedade que tem acesso Limitado ao patrimônio econômico, dominado pela classe mais rica, mas acesso compartilhado e Ilimitado ao patrimônio intelectual. Ao passo que as classes mais pobres são privadas dos dois. Como o poder financeiro interdepende ao poder intelectual, é este último que de fato abre o acesso para classe média interferir mais decisivamente na sociedade. Lembrando que como 'Intelectual' agrupamos competências teórica e práticas, formais tanto nos campos das ciências quanto das humanidades, e das técnicas produtivas, todas acessíveis mediante as faculdades e universidades, embora não só elas.

Não é por outro motivo que há uma distinção gritante entre a Elite Econômica de fato, que realmente domina os meios de produção e o sistema econômico, e a Elite Intelectual, visto que esta última é esmagadoramente dominada pela Classe Média. Na realidade, a probabilidade de um expoente desse campo provir das classes mais ricas é até menor que provir das classes mais pobres, devido a superioridade numérica desta. Mas o fato é que exceções à parte entre os mais geniais das classes mais baixas e os mais intelectualmente devotados das classes mais ricas, é a Classe Média que controla quase toda a produção e reprodução de saberes.

Só um absoluto retardado mental pode ser capaz de não diferenciar as Elites Intelectual e Financeira, como a Veja fez questão de fazer certa vez, e critiquei em O Brasileiro Sem Cabeça de Cabeça Para Baixo. Distinção esta que se mantém praticamente na totalidade dos países do mundo.

Porém, apenas uma fração da Classe Média efetivamente se destaca nesta seara, embora a quase totalidade tenha amplo e irrestrito acesso a ela. E por isso mesmo ela se torna presa fácil da manipulação de quem tem o mesmo acesso, mas também acesso irrestrito ao campo financeiro. O que pode um mero intelectual obscuro contra o poder massivo e emburrecedor da mídia de massas controlada pela Elite Financeira?

Dominando o poder econômico, fica fácil para os donos do poder corromper e financiar intelectuais produzindo seus Think Thanks, a exemplo tanto do Liberalismo (Libertarianismo/ Neoliberalismo /Anarco Capitalismo) quanto do Feminismo (LGBT, Abortismo) / Racialismo, gestado nos mesmos redutos acadêmicos norte americanos pelas mesmas fontes de financiamento, atacando a sociedade pela Direita e pela Esquerda.

Daí, também, a realidade fulcral das excelentes análises do autor sobre os engodos do Patrimonialismo e do Populismo.

Sobre a noção de PATRIMONIALISMO


Sobre a noção de POPULISMO

30 de Maio - 21:22

Nem sei porque tanta forças poderosas tem tido tanto trabalho para detonar o PT. Ele já e capaz de se detonar sozinho! Não fosse o Lula, o partido já estaria extinto.

A última parece ser a escolha de Márcia Tiburi para disputar o Governo do RJ. Parece piada uma filósofa feminista querer disputar eleição no estado que elege Bolsonaro há 18 anos.

Já é sorte que o Kim Kataguiri seja muito novo, ou o PSDB poderia lançá-lo também como candidato e ela fugiria do pleito!

30 de Maio - 14:46

Já ouviram falar de um país que tem uma mega empresa estatal de petróleo com "monopólio" na prática (mas não de direito), que cede concessões de partilha mas "dita as regras do jogo", e que passou por uma greve de caminhoneiros em protesto ao preço dos combustíveis?

Na Rússia, empresa pública comanda a
produção de petróleo; gasolina custa R$ 2,32

É a Rússia! Que diferente do Brasil de hoje não se ajoelha ao mercado e consegue manter o preço da gasolina sob controle apesar da alta internacional, que nem o Brasil fazia nos tempos do "maior escândalo de corrupção de todos os multiversos em todas as meta dimensões para além de toda a eternidade da última semana."

29 de Maio

Impossível negar. No que se refere a total domínio de todos os assuntos, com conhecimento profundo e sistemático, aliado a oratória eloquente e argumentação fulminante, NÃO HÁ RIVAL para Ciro Gomes.

Bolsonaro tem que torcer para Ciro não passar com ele do Primeiro Turno, senão terá que fugir dos debates do Segundo Turno também.


28 de Maio

Sobre a natureza da mídia televisiva no Brasil.


27 de Maio

Uma boa síntese da questão.


24 de Maio - 20:50

Idiotia dizer "estamos virando Venezuela."
A Gasolina teria que ir a R$ 0,03! Não R$ 10!
Sim! Lá é 3 Centavos o litro!

24 de Maio - 10:39

Em A ELITE DO ATRASO, de Jessé Souza.


23 de Maio

David Deccache
23 de Maio

Em 2016 a gestão Temer decidiu deixar o preço dos combustíveis flutuarem junto com o preço do dólar e do petróleo.

Dane-se que a taxa de câmbio do Brasil é uma das mais voláteis do mundo. Dane-se que o preço do petróleo não é nada previsível. Dane-se que os combustíveis possuem impactos profundos em toda a estrutura de custos da economia, logo no arroz e feijão do povão. Dane-se que a incerteza gerada pela volatilidade dos preços da Petrobras prejudique a elaboração de projetos de desenvolvimento por parte dos empresários.

Dane-se tudo.

O importante mesmo é deixar os preços flutuando ao sabor do vento, até porque é isso que agrada à Mirian Leitão.


22 de Maio

“OPRIMIMOS” MULHER NO FUTEBOL! E na Ciência, tecnologia, política, empreendedorismo…

"Futebol é parecido com a feijoada: Primeiro veio a privação, o aproveitamento do resto, da sobra, o improviso, o pé descalço na terra, na lama, depois é que veio o reconhecimento como “grande arte”, as taças, as multidões aclamando, a fama, a chiquice.

(...)

Aconteceu coisa parecida com os gamers. Eram mal vistos, eram os “virjões”, eram sistematicamente ridicularizados – de forma bem sexista, inclusive – até os jogos conquistarem um mercado e aí veio a Anita Sarkeesian para dizer que a falta de mulheres no meio era devida ao ambiente ser “muito machista”.

(...)

O sucesso do futebol, como de outras áreas tipicamente dominadas por homens, nasceu justamente da precariedade, das condições desfavoráveis, contrárias. Ninguém nasce merecendo os holofotes, a fama e a fortuna. Muitos meninos jogam futebol sonhando em ser famosos e ricos, sem dúvida. Mas, mesmo que o futebol não tivesse fortunas de patrocínio e investimento, os meninos ainda jogariam futebol na várzea, na rua, na terra, na lama.

(...)

O que eu penso é que, se você é mulher e quer ter uma coisa que os homens têm, pelo menos faça o que eles fazem. Eles fazem mesmo com críticas, sem glamour, reconhecimento e apoio. Fazem até quando isso lhes custa muito ou tudo. (...) Os homens não tiraram de você tudo que eles próprios construíram do nada e agora você também quer."

“OPRIMIMOS” MULHER NO FUTEBOL! E na Ciência, tecnologia, política, empreendedorismo…


20 de Maio - 14:35

É preciso tomar muito cuidado com uma preocupação excessiva com potenciais falácias porque não raro esta também é usada de forma sofismática, de modo a estigmatizar qualquer argumentação pela sua possível similaridade com uma.

No caso do "falácia do escorregador", ela só se consolida realmente se não houver qualquer bom motivo para supor que uma vez ocorrido um fato, outros sequenciais e mais drásticos se seguirão, como por exemplo, dizer que a implantação de políticas de Gênero ou LGBT levarão a uma ditadura comunista, pois não há um único exemplo histórico onde isso tenha remotamente ocorrido, e todas as evidências existentes demonstram o absoluto contrário.

Mas no caso do aborto é justamente o caso que após sua liberação aberta, de certo se seguirão de imediato outros esforços para ampliá-lo indefinidamente. É exatamente o ocorreu em praticamente todos os casos. Mesmo os países onde ele é mais livre e estimulado vivem sob constante pressão para ampliá-lo ainda mais, ou pior, passam a atacar até assuntos relacionados indo para a ofensiva contra quem não o professe quase reverencialmente.

Como esse caso do comercial de Doritos nos EUA, que foi criticado porque "humanizou o feto!": Doritos Super Bowl Commercial Gets Slammed For 'Humanizing Fetuses';

Ou o caso da proibição da propaganda francesa em apoio a mães que queiram levar adiante gravidez de fetos com síndrome de down, porque, segundo cabeça de feminista, isso poderia incomodar as mulheres que abortaram! French TV bans advert with smiling Down's syndrome children as it might 'DISTURB' women who have had an abortion

E a pretensão de elevar aborto ao nível de "Direito Humano"? United Nations Committee Affirms Abortion As A Human Right

Com tudo isso acontecendo factualmente, não há chance de que não ocorram coisas similares por aqui, com dezenas de ONGs abortistas com orçamentos milionários provindo das mesmas fontes fazendo de tudo para nos levar para a mesma situação.

Nesse caso, não é cabível dizer que, ao apontar que o Abortismo pretende levar a uma cultura do aborto muito além de sua mera descriminalização, seja uma possível falácia de "declive escorregadio" ou "ladeira abaixo".

20 de Maio - 12:01

Uriel Irigaray
20 de Maio

É muito curioso que, para contrabalançar Marighella, Lamarca e Che Guevara, a direita anti-comunista tenha escolhido como herói o... Coronel Ustra. Não é sequer uma analogia muito boa (Ustra não equivale a Marighella) e diz muito sobre uma degeneração moral da direita atual. Por que os nacionalistas anti-comunistas brasileiros não escolhem como seu herói patriota, digamos, o capitão para-quedista Álvaro Pinheiro que foi enfrentar os guerrilheiros na selva e tomou tiro? Ou capitão Pinheiro? Ou até mesmo, forçando a barra, o capitão Sebastião Rodrigues de Moura (o Curió)? Na verdade é até difícil achar/descobrir o nome dos capitães do Exército que combateram a guerrilha ou o nome dos soldados do Exército mortos. Não se vê ninguém falar, nem mesmo entre aqueles que defendem que "os militares foram heróis".

Os guerrilheiros de esquerda pegaram em armas contra um regime militar. No caso do Araguaia foram enfrentar o Exército brasileiro no meio da selva. É fácil entender porque a esquerda os vê como heróis. E mais: tão logo o regime militar caiu (meio que de podre), eles abandonaram a luta armada e aceitaram o pacto democrático (para o bem ou para o mal) - a "limpa" que Geisel fez mais a queda do Muro de Berlim podem ter ajudado nisso, mas ainda assim - IRA e ETA na Europa, por exemplo, não pararam. E mais: se formos olhar os atos terroristas dos guerrilheiros brasileiros e analisarmos a própria lista que consta no site pró-ditadura militar "TERNUMA" veremos, olhando caso a caso, que são basicamente atentados contra oficial militar, contra político, contra empresário que financiava o DOI-CODI, roubo de cofre de político notóriamente corrupto (seria equivalente a assaltarem o cofre do Maluf hoje), sequestro de embaixador americano e "justiçamento" de camaradas delatores da polícia.

Se a direita pró-militar quer enaltecer "heróis", o natural seria fazê-lo com os soldados e comandantes que foram lá enfrentar o "perigo comunista" arriscando a própria vida. Mas não. Quem os desgramados escolhem como herói?: O Ustra. O que o coronel Ustra fez? Chefiou o DOI-CODI, um órgão de arapongagem e repressão, principalmente por meio de prisões clandestinas, execuções ilegais e tortura. Chefiou a tortura tanto de guerrilheiros quanto de jornalistas, opositores do regime e torturou pessoalmente mulheres. Nossa, que herói! Fantástico! (lembrando que as primeiras denúncias contra Ustra foram feitas pela Igreja, pela diocese de São Paulo)

O caráter autoritário no mau sentido e de pau-mandado da direita bolsonarista fica evidente: mesmo em sua imaginação política eles preferem enaltecer como heróis não os soldados que se arriscaram e lutaram contra guerrilheiros, mas os chefes burocráticos, os coronéis, os figurões de óculos escuros que atuavam nos gabinetes e porões, no ambiente de grampos e pau-de-arara (é aliás o perfil do tipo de sujeito que na Nova República se tornou o araponga ou o banqueiro do jogo do bicho. Exemplos assim abundam).

Eu nem me refiro à figura específica do Ustra histórico (que já é suficiente repulsiva), mas o que ela representa arquetipicamente.

É como se a esquerda revolucionária reverenciasse como figura de herói não os zapatistas ou Che Guevara ou o Osvaldão, mas algum burocrata cinzento pervertido chefe da KGB que comandava torturas de presos políticos; Lavrentiy Beria ao invés de Ernesto Guevara.

(post originalmente publicado em 21 de abril de 2016, mas que continua atual)


19 de Maio

Hipócrita dizer 'temos que "discutir" (liberar) o aborto.' Sempre foi exaustivamente discutido no Brasil e a resposta é NÃO!

18 de Maio

'UM LUGAR SILENCIOSO' tem uma das melhores premissas dos últimos anos, funcionando, por bastante tempo, quase como um filme mudo, pois manter o máximo silêncio possível é absolutamente crucial para os personagens se quiserem sobreviver, gerando uma abordagem possivelmente inédita, com poucas obras comparáveis.

É um pós apocalíptico que não explica a procedência das criaturas, oscilando entre o mero Terror e a Ficção Científica, pois os monstros parecem resistentes demais para passarem num critério minimamente crível, sugerindo uma quase invulnerabilidade esteticamente típica de filmes onde o mais importante é o desespero do que a compreensão e superação do que ocorre, e é nesse ponto que, a mim, ocorrem os problemas.

E até aqui não houve spoilers, pois isso tudo fica evidente logo nos primeiros minutos, por meio principalmente de manchetes de jornal. Daqui para a frente, SPOILERS!!! Onde farei uma abordagem sobre algumas das deficiências do filme, mas, ao final, apontando uma outra direção interpretativa que pode redimí-las, conforme me foi sugerido por outro interessante texto linkado.

O ótimo clima inicial permite conter a curiosidade, mas a medida que a estória se desenvolve vai ficando muito difícil crer tanto nas dificuldades encontradas quando na falta de condutas que são completamente óbvias para o telespectador, mas que os protagonistas parecem nunca pensar embora suas vidas dependam disso.

É muito difícil aceitar que criaturas desse tipo conseguiriam sobrepujar até mesmo uma única pessoa mais corajosa e criativa, quanto mais grupos razoavelmente treinados de caçadores, e quer dirá de exércitos. Por mais que sejam exageradas em força, velocidade e resistência, é uma espécie com fraquezas óbvias além de mera cegueira. É irracional, impulsiva, fácil de ser ludibriada e mesmo manipulada. Coisas que vão sendo mostradas aos poucos no filme levam o espectador a perguntar: Mas porque não fazem tal coisa?

Exemplos.

- Passar mais tempo no subterrâneo, onde o som é naturalmente mais isolado, bem como proteger paredes e janelas com forros acústicos. São coisas fáceis de ser improvisadas com isopor, caixas de ovos ou espumas. Mas a família em questão mantém janelas não forradas e até portas abertas mesmo sabendo que basta um único pio para um monstro se apresentar em segundos. Por mais fácil e rapidamente que um deles possa arrebentar qualquer proteção, ao menos o barulho causado denunciaria a invasão de imediato, além de já ajudar a isolar o som e não correr o risco da porta ou janela ser batida acidentalmente, causando barulho. Com isso ninguém seria pego de surpresa com o monstro tranquilamente andando dentro da residência;

- Morar perto de locais já ruidosos, como a cena do rio e da cachoeira evidenciam. Ou, já que possuíam recursos, produzir deliberadamente ruídos constantes, uma vez que fica claro que os monstros são atraídos por sons repentinos e pontuais;

- Como a cena do alarme com temporizador deixa claro, deveriam todos sempre ter em mãos pequenos dispositivos barulhentos para distrair as criaturas sempre que necessário. Isso poderia ter salvo o menino do começo do filme, com os pais arremessando alguma pequena sirene muito mais sonora que o brinquedo;

- O ambiente interno da casa deveria ser melhor organizado para evitar sons acidentais. No mundo real não nos importamos com uma série de coisas que podem ser facilmente derrubadas ou fazerem barulho, mas naquela ambientação isso seria crucial. E notamos que não parece uma preocupação da família;

- Sistemas de alarme fáceis de implementar, como cabos esticados ao redor da propriedade que, uma vez puxados (e os monstros quando aparecem não são nada sutis), movimentariam sinos ou latas que não só denunciariam sua presença como ainda iriam confundí-los. E como fica claro que eles também já eliminaram quaisquer animais, não haveria sequer como estes ativarem tais alarmes acidentalmente;

- Andar descalço, principalmente na parte externa, não parece a melhor opção. Calçados costumam ser barulhentos principalmente em pisos inteiros e muito lisos. Muitas solas artificiais são tão silenciosas quanto a sola do pé, e ainda evitariam o risco de acidentes e ferimentos;

E voltando a questão das criaturas em si. O quanto elas afinal eram resistentes? Que fossem imunes a armas brancas ou baixos calibres é plausível. Mas era imunes a fuzis? A bazucas, granadas, canhões e lança-chamas? Isso seria definitivamente sobrenatural, o que termina não sendo realmente a tônica do filme, que ao final, acabada emfim se direcionando para a Ficção Científica, por fim nos fazendo ver que a criatura era duplamente vulnerável, mas justo aspectos claramente óbvios.

Completamente cegas e aparentemente até mesmo sem olfato, e mesmo sua audição não sendo normalmente suficientemente sensível para detectar batimentos cardíacos ou respiração sutil, seriam fáceis de serem observadas por pessoas suficientemente ousadas para tal, pois como fica claro, bastaria ficar totalmente em silêncio quando uma delas se aproximasse, ocasião que poderia observar claramente quando abria a proteção da cabeça expondo as partes sensíveis na forma de óbvias mucosas internas. A primeira coisa que qualquer pessoa minimamente inteligente pensaria seria em atingí-la ali, visto que a couraça externa era tão resistente.

Assim, um simples pistola e muita coragem possibilitaria atraí-las, a parte mais fácil, basta provocar algum som artificial próximo, ludibriá-las ficando em silêncio, esperá-las expor suas mucosas, até mesmo emitindo sons baixos para que as abrissem em sua direção e meter-lhes um tiro direto na cabeça! Como afinal, é justo o que acaba acontecendo no final.

E qual seu limite de força? Vimos que era capaz de rasgar chapas de aço como se fossem papel (Aliás, como raios o bicho não afundou no silo de milho?), mas não seria possível que tivessem força ilimitada, de modo que certamente poderiam ser aprisionadas. E sendo monstros facílimos de enganar, seria fácil pegá-las em armadilhas.

Além disso. Diante da óbvia questão auditiva, mais uma vez qualquer pessoa minimamente esperta pensaria em usar o próprio som contra elas, e assim, as ideias que só ocorrem aos personagens ao final, seriam obviedades para as forças de segurança e exércitos do mundo. Sem contar o fato de seriam criaturas terrestres. Como se defenderiam, por exemplo, de ataques de helicópteros?

Enfim. Esse é o problema do filme. Que melhor seria justificado numa situação mais local ao qual a família estivesse exposta. Mas vemos claramente que a invasão foi global e parece que todo o mundo foi subjugado, algo notoriamente inverossímil pelos fatos apresentados.

APESAR DE TUDO ISSO...

...encontrei uma interpretação teológica do filme que o vê de um modo totalmente diferente, me lembrando muito o filme SINAIS, de M. Night Shyamalan, que apesar de algumas falhas análogas, embora menores, que o tornam um filme pouco verossímil do ponto de vista literal, do ponto de vista simbólico se mostra bastante profundo e rico.

O ótimo texto presente em O Filme Relgioso Mais Inesperado de 2018 faz essa genial reinterpretação que me convenceu a ver o filme como uma alegoria, onde enfim tudo passa a fazer sentido. Pretendo até revê-lo com este novo enfoque.

Outra produção, das poucas comparáveis, à qual este filme me remete é o Episódio 10 da Quarta Temporada da Série televisiva Buffy - The Vampire Slayer, uma de minhas séries favoritas de todos os tempos. Intitulado HUSH, esse episódio, definitivamente o mais assustador da série inteira, um dos mais premiados e até indicado até para o Emmy Awards, também e passado quase inteiramente desprovido de diálogos no momento que assustadoras entidades flutuantes chamadas de Gentlemans, lançam um feitiço na cidade inteira roubando as vozes das pessoas. Até mesmo para quem nunca viu nada da série o episódio é interessantíssimo de ser visto, embora ficará sem entender alguns dos elementos mais interligados com os outros episódios.

Por fim, uma de minhas ideias nunca materializadas, diferente dos livros e contos de Ficção Científica e Fantástica, tem uma premissa similar. De invasores extraterrestres cegos que se orientam principalmente pelo som, destruindo toda a infra estrutura humana e até mesmo aglomerações de pessoas, deixando-as em paz apenas quando recolhidas a florestas e ainda assim de modo discreto, onde os sons dominantes das natureza ajudam a esconder os sons humanos. Mas esse é um aspecto secundário da estória.

A QUIET PLACE, afinal, ainda é um filme altamente recomendável. Boa parte dele é uma experiência diferente, onde qualquer barulho que você fizer no cinema será ouvido. Quase um relaxamento comparado a filmes normalmente tão ruidosos, apesar do uso sutil da trilha sonora e dos sustos ocasionais.

E, sinceramente, gosto tanto de silêncio que quase chego a desejar uma invasão desses monstros.

17 de Maio - 20:17

Excelente!

Nova Resistência - Brasil
17 de Maio

50 anos depois do Maio de 68, quando todos os que protagonizaram os eventos em questão, se estiverem ainda vivos, estão andando com bengalas, podemos ver com bastante clareza do que se tratou toda a comoção daquela época e quais foram as suas consequências.

No âmago do Maio de 68 há dois impulsos e aspirações distintas. O primeiro, especialmente no início e no que concerne à participação da maioria dos sindicatos nos eventos da época, o alvo contra o qual se lutava era o autoritarismo político que servia para sustentar o reino do comércio e seus valores burgueses. Daí veio uma grande greve geral que mobilizou milhões, sendo a primeira em uma sociedade de consumo e a última dessa escala a ocorrer na França.

Infelizmente, a falta de refinamento na análise axiológica fez com que os manifestantes acreditassem que atacando também os valores tradicionais se poderia lutar melhor contra a lógica do capital. Isso é não perceber que estes valores, tal como tudo que ainda restava das estruturas sociais orgânicas representavam os últimos obstáculos à expansão total a nível planetário dessa lógica.

Esse erro reside no problema, comum na esquerda, de tomar toda instituição ou valor não-proletário como sendo, portanto, burguês. Ao se denunciar os valores tradicionais os militantes de 68 não perceberem que estes valores (como solidariedade, heroísmo, honra) eram os mesmos que eram imprescindívels para qualquer construção política socialista, e que ausentes aí é que o caminho estaria definitivamente aberto para o triunfo dos valores de fato burgueses: individualismo, eficiência, cálculo racional, conforto, etc.

O outro impulso do Maio de 1968 era de inspiração essencialmente hedonista. Longe de almejar uma disciplina revolucionária, militava-se por "proibir o proibir". Os que estavam investidos nesse impulso perceberam em pouco tempo que não era "servindo ao povo" que estes desejos seriam satisfeitos. Na verdade, nenhum outro sistema poderia satisfazer melhor essas aspirações que o de uma sociedade liberal permissiva.

No atual establishment político, intelectual e econômico europeu é comum encontrar figuras envolvidas no Maio de 68. Agora estão todos ricos, até milionários, e há muito já estão esquecidos os slogans "anticapitalistas". Eles agora agitam contra inimigos imaginários, especialmente contra o espectro imaginário do "fascismo". Enquanto isso, o trabalhador foi abandonado, largado e padece hoje de uma sorte infinitamente pior que o trabalhador dos anos 60.

Um terceiro impulso se fazia presente, mas bastante minoritário e que não conseguiu gerar frutos em larga escala, com os situacionistas (Debord, Baudrillard, etc.) que pretendiam uma crítica sistemática da sociedade do espetáculo e a submissão da economia à política, demandando ainda uma restauração da organicidade nas relações sociais.

Não obstante, o que imperou no Maio de 68 foi a paródia e o hedonismo. Não são outra coisa além de farsa ou paródia as encenações teatrais da Comuna de Paris. Principalmente porque qualquer jovem daquela geração, caso se visse diante de um participante da Comuna, o consideraria "conservador", "burguês" e até mesmo "fascista".

A geração de 68 atingiu seu objetivo. Eles conseguiram construir uma sociedade em que a satisfação dos desejos individuais é o único propósito de vida de cada um. E isso foi conseguido e construído através da sociedade capitalista.

As grandes "conquistas" de 68 foram o esquecimento do trabalhador e de suas pautas, com a sua substituição pela ascensão do individualismo, a destruição dos laços sociais, a rendição da esquerda à lógica do mercado, o desenvolvimento da teoria do gênero, o combate genérico contra "discriminações de minorias", a elevação da ideologia dos direitos humanos ao status de religião política e muito mais. Nada positivo.

O Maio de 68 representou, portanto, efetivamente um momento de ruptura. Não com o capital, nem com o espetáculo, muito menos com os valores burgueses. Essa ruptura foi o divórcio entre a esquerda e o trabalhador e a celebração do noivado entre aquela e o capitalismo global.

Nesse sentido, o Maio de 68 não deveria ser motivo de celebração nas universidades. Deveria ser motivo de luto.

Chega de farsas, paródias, encenações e espetáculos, cujo único fim é dar vazão aos desejos hedonistas reprimidos de uma juventude burguesa.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!


17 de Maio - 13:18

O rapper Gabriel - O Pensador, é sem dúvida um letrista genial, embora seja um hipócrita, assim como qualquer um que se pretenda um crítico das mazelas sociais brasileiras e trabalhe com a Globo, e outros certos grupos empresariais de mídia.

Mas apesar de sua genialidade artística, conseguiu, com essa única imagem, demonstrar uma absoluta ignorância a respeito da realidade política brasileira, deixando claro que seu pensamento não vai além do mais chulo senso comum de quem se "informa" pela mídia e julga pelas aparências em parte construídas por ela.

O PT, e nem o Brasil, não sofreu um golpe aplicado pelo PMDB, mas por uma coalizão de forças muito além de qualquer partido político e que nem de longe envolve o PMDB inteiro, visto ser este um partido sem ideologia própria onde pode-se encontrar figuras tão variadas quanto o próprio Temer e de um lado absolutamente oposto um Roberto Requião.

O maior partido político do país, o sucessor da frente única de oposição criada pela própria Ditadura pós 64 em contraponto à ARENA, tem quase 1% da população brasileira como filiados, está presente em praticamente todos os municípios e é peça central para a governabilidade do país. Sem aliança com setores do PMDB, NÃO É POSSÍVEL GOVERNAR O BRASIL! E embora jamais tenha eleito um presidente, esteve na base governista de todos os presidentes na última e já encerrada era democrática.

O PT, PCdoB ou outros partidos de esquerda, obedecem a um comando central ideologicamente rígido, onde cada vereador irá refletir as posturas dos governadores, do presidente ou candidato a presidente da república. Quem se desviar dos princípios da legenda simplesmente é expulso!

Os partidos mais a direita, como o DEM ou o PSDB, são muito mais flexíveis, "liberais", internamente, com políticos locais divergindo dos princípios dos políticos de expressão nacional e mesmo contendas internas duras, como a velha disputa entre o tucanato paulista e o mineiro, que acaba de sofrer enorme derrota.

O PMDB é não apenas flexível, mas absolutamente solto! É perfeitamente possível até mesmo um governador de um estado defender posturas e princípios absolutamente opostos ao governador do estado vizinho. Na verdade o PMDB é praticamente um depositório de vertentes políticas não definidas, adequado a qualquer um que não se sinta á vontade para integrar um partido mais coeso ideologicamente.

Por isso não há absolutamente nada de espantoso em alianças locais entre o PT, ou qualquer outro partido, e o PMDB. É pura pragmática política, sem a qual as pretensões de governar não passam de ingenuidades pueris de quem está mais confortável criticando o sistema político sem pretender fazer algo por meio dele, ou mesmo vivendo dele.

Não que isso seja sempre errado, mas no caso é exatamente o que faz o "Pensador" em questão. Belas e criativas críticas à sociedade e aos problemas brasileiros por um lado, e conivência e aliança justo com o que há de pior e mais corrupto na mídia e no meio artístico brasileiro.

16 de Maio

Embora a Carta Del Lavoro compartilhe elementos da CLT, bem como da Rerum Novarum, a influência desta última é que é causal sobre a nossa legislação trabalhista.

Excelente texto!

Legião Nacional Trabalhista - LNT
15 de Maio

AS ORIGENS CRISTÃS DA CLT: A HISTÓRIA QUE NÃO SE APAGA NEM SE REESCREVE

Hoje o nosso País celebra o 77º aniversário do I Congresso Brasileiro de Direito Social, realizado no Palácio Tiradentes em 15-21 de maio de 1941, sob patrocínio do Governo Federal e da Igreja Católica. Portanto, nada mais justo do que abrir a publicação com esta fotografia, na qual o Presidente Getúlio Vargas aparece na companhia do Cardeal Sebastião Leme momentos antes da abertura do evento – do qual também participou o Núncio Apostólico da Santa Sé, Dom Bento Aloisi Masella (Jornal do Brasil, 23/05/1941, p. 6).

A programação do Congresso atendeu a dois objetivos: comemorar os 50 anos da encíclica 'Rerum Novarum' (1891) e produzir estudos destinados a subsidiar a elaboração da CLT, de modo que o conteúdo desta refletisse as prescrições daquela. Sistematizada sob a clarividente regência de Leão XIII, a Doutrina Social da Igreja "surgiu como a luz no caos", conforme descreveu o Pe. Eduardo Magalhães Lustosa na véspera do Congresso. "As idéias levaram cerca de um século para amadurecer, desde a nova ordem da revolução liberal até a contra-revolução ordeira do espírito contra a matéria". Após refutar igualmente o socialismo e o liberalismo, o édito papal definiu o papel do Estado como mediador da relação capital-trabalho e das trocas comerciais na medida do necessário. A intervenção estatal na economia deve ser exercida com temperança, entendida esta como a aplicação do princípio da subsidiariedade: "Suprir, sem substituir. Intervir, mas não afogar. Promover a prosperidade, mas não fechar olhos à fraude. Vigiar pela ordem, mas zelar pelo progresso. Não ser só polícia, mas tampouco transformar-se em Providência" (A Noite, 14/04/1941, p. 2). Sensível a esta orientação, o Presidente da República deu o seguinte preâmbulo ao Decreto nº 3.270, referente à realização do Congresso:

"Considerando a tradição cristã da nacionalidade, considerando a notável influência da Encíclica 'Rerum Novarum', de Sua Santidade o Papa Leão XIII, na solução da questão social, considerando a orientação que esta memorável Encíclica imprimiu à função social do Estado, reconhecendo-lhe o poder de intervir na organização econômica da sociedade, velando pela proteção dos fracos e dos desamparados da fortuna. Considerando que esta diretriz, conducente à paz social, coincide com a que adotou o Governo Nacional em sua política de proteção ao trabalhador e usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta: São consideradas de cunho nacional e cívico as comemorações, que ora se realizam no País, assinalando a passagem do 50º aniversário da Encíclica 'Rerum Novarum', de Sua Santidade o Papa Leão XIII, sobre a condição dos operários, e a elas se associa o Governo da República".

O Congresso foi dirigido pelo jesuíta Roberto Sabóia de Medeiros e pelo Prof. Antonio Ferreira Cesarino Júnior, ambos fundadores da Ação Católica e do Instituto Brasileiro de Direito Social. Vargas participou da abertura e do encerramento das atividades, na qualidade de Presidente da Comissão de Honra. Coube às demais comissões e subcomissões, presididas por homens do governo e da Igreja, conduzir a discussão das teses apresentadas pelos expositores sobre vários temas: acidentes de trabalho, perícia médica, assistência social, fiscalização das fábricas, organização sindical, justiça laboral, etc. Concluído o Congresso, as teses e conclusões foram transcritas numa coletânea de quatro volumes, que em suas 1.500 páginas fornecem uma exegese da Doutrina Social da Igreja à luz da realidade brasileira. Toda a documentação foi entregue ao Governo Federal. Em reconhecimento à contribuição do clero, Getúlio mandou cunhar medalhas de ouro alusivas ao evento e ofertou-as ao Papa Pio XII. Entregou-as ao Núncio Apostólico, Dom Bento Aloisi Masella, por intermédio do seu Ministro do Trabalho, em cerimônia realizada no dia 15 de maio de 1942 (Correio da Manhã, 14/05/1942, p. 2).

A tarefa de redigir a CLT ficou a cargo de uma comissão designada pelo Ministro do Trabalho, nos termos da Portaria nº 791, baixada em 29 de janeiro de 1942. Cinco juristas compunham o grupo: Luiz Augusto de Rego Monteiro, Dorval Lacerda Marcondes, José Segadas Vianna, Oscar Saraiva e Arnaldo Lopes Sussekind. Segundo Sussekind, a Comissão baseou-se na Rerum Novarum, nas conclusões do 1º Congresso Brasileiro de Direito Social e nas convenções da OIT para corrigir a legislação trabalhista já existente, complementá-la e consolidá-la num só Decreto-Lei (SÜSSEKIND, Arnaldo Lopes. 'O cinqüentenário da CLT'. Revista da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, vol. 7, nº 4, julho-dezembro/1993, pp. 16). Com efeito, a inspiração cristã haurida nas fontes acima aparece na Exposição de Motivos nº 89, anexada pela Comissão ao anteprojeto da CLT. O documento, apresentado em 5 de novembro de 1942, reconhecia o trabalhador como parte mais vulnerável da relação laboral, razão pela qual seria preciso fixar limites dentro dos quais patrão e empregado poderiam negociar. Isso evitaria, segundo a citada Exposição, "os perigos da liberdade contratual jurídico-formal no campo das relações de trabalho", ou seja, a precarização das condições de vida dos operários.

O governo publicou o anteprojeto no DOU em 5 de janeiro de 1943, para que os sindicatos e entidades empresariais pudessem examiná-lo e apresentar sugestões. Recebidas estas, a versão final da CLT foi concluída e remetida ao Presidente da República, agora acompanhada de uma nova Exposição de Motivos redigida pelo Ministro do Trabalho, Alexandre Marcondes Machado Filho. O texto da EM assinalava o papel da CLT como inibidor da luta de classes: "A Consolidação representa, portanto, em sua substância normativa e em seu título, não um ponto de partida, nem uma adesão recente a uma doutrina, mas a maturidade de uma ordem social há mais de um decênio instituída, que já se consagrou pelos benefícios distribuídos, como também pelo julgamento da opinião pública consciente, e sob cujo espírito de eqüidade confraternizaram as classes na vida econômica, instaurando nesse ambiente, antes instável e incerto, os mesmos sentimentos de humanismo cristão que encheram de generosidade e de nobreza os anais da nossa vida pública" (MACHADO FILHO, Alexandre Marcondes. 'Consolidação das Leis do Trabalho: Exposição de Motivos e Lei'. Revista Forense, vol. XCVI, nº 484, outubro/1943, pp. 455-516). Aprovada por Getúlio Vargas, a CLT foi promulgada através do Decreto-Lei nº 5.452 em 1º de maio de 1943.

Por que é importante fazer esta digressão no dia de hoje? De tempos em tempos, certos mitos voltam a circular na internet. E os desavisados espalham aquilo que escutam, sem rastrear a origem do boato. Uma lenda persistente é a suposta origem "fascista" da CLT. Recentemente, Rodrigo Constantino repetiu essa bobagem ao ser entrevistado pelo Brasil Paralelo, ao afirmar que Vargas "criou a CLT, vigente até hoje, depois de mais de 70 anos, inspirada na Carta Del Lavoro de Mussolini, um fascista" (49min33seg do vídeo). Como a declaração teve grande repercussão, impõe-se o esclarecimento dos fatos. Decerto Constantino ignora que essa mentira foi disseminada pelos comunistas nos anos 70/80, quando o PT repudiava a CLT, vista como arma fascista da conciliação de classes e do atrelamento dos sindicatos ao Estado. Naquele tempo Lula vociferava que "a CLT é o AI-5 dos trabalhadores!", conforme registrado nas atas do III Ciclo de Debates do Teatro Casa Grande, realizado em 1978. "O que pretende o movimento sindical diante da CLT? A sua total extinção!" (BOSI, Alfredo et al. Conjuntura Nacional. Petrópolis: Vozes, 1979, pp. 244-245). Ironicamente, hoje essa falácia volta a circular pela boca de alguns liberais, enquanto a esquerda tenta roubar para si o mérito dos cristãos. Entretanto, quem se der ao trabalho de examinar os documentos mencionados acima verá que a Carta Del Lavoro não é citada em nenhuma passagem da Exposição de Motivos anexa ao anteprojeto da CLT, cuja gênese está na encíclica Rerum Novarum, expedida pelo Papa Leão XIII em 15 de maio de 1891.

Uma última palavra sobre a CLT. Não desejamos insinuar que ela seja perfeita. Destacamos apenas que sua elaboração surgiu do esforço para formular uma solução ajustada ao perfil do País e às tradições do povo brasileiro. Ela está sujeita a correções e melhorias, tal como qualquer obra talhada pela mão do homem, mas é importante fazer uma ressalva: eventuais modificações devem ser guiadas pelos mesmos princípios cristãos que inspiraram sua criação. Jamais devem tomar como referência experiências e ideologias estranhas à realidade nacional, que hoje andam muito em voga na Terra de Santa Cruz.

Por fim, ressaltamos:

Cristãos, não temam a doutrina trabalhista brasileira, não há nada de marxista, nosso pensamento é original e essencialmente cristão.

EIA SUS!

No link original do autor, no Facebook, pode-se encontrar 15 imagens, com reportagens e documentos, que atestam os fatos. Fiz o download das mesmas e podem ser vistas aqui. Clique para ampliar.




15 de Maio

Diz o livro bíblico de Samuel que o israelita Davi, ainda antes de ser um homem, enfrentou o gigante filisteu Golias, de quase três metros de altura, munido apenas de uma rústica arma de atirar pedras, chamada 'funda'.

Hoje, porém, o nome Israel consta no lado oposto do heroísmo, onde o palestino Fadi Abu Salah, tendo perdido as pernas anos antes devido a bombardeios israelenses, lutou até o fim contra um dos maiores golias da atualidade, o próprio exército do Estado de Israel, munido, tão somente, de outra funda.

Tombou o heróico Fadi, lutando até o fim, perante um inimigo muito mais covarde do que o próprio Golias jamais poderia ter sido, pois que ao menos matava seus inimigos olhando em seus olhos, ao passo que Fadi foi abatido por um sniper invisível que tal qual seus comandantes jamais teriam coragem de encará-lo de frente.

Era Fadi, atirando pedras, uma ameaça à Israel? A ponto de necessitarem abatê-lo de forma tão vil?

Sim! Era! Pois seu exemplo mostra que não importa a assimetria material de forças. Um exército riquíssimo com equipamentos de última geração apoiado pelos EUA, o maior império de todos os tempos, ainda assim temerá aqueles que, mesmo no limiar do desespero e brutalizados por um invasão genocida que dura 70 anos, jamais desistirão de lutar por suas terras, sua história, seu passado e seu futuro.

Viva Fadi Hassan Abu Salah! Que seu sacrifício sirva de exemplo a todos os povos que resistem contra a tirania e a opressão!

12 de Maio

Sem entrar nos demais e excelentes elementos do filme, incluindo o dramático final que faz parecer que a saga se encerrou, me decepcionou em especial a pobre premissa dos objetivos de Thanos.

A idéia já não original de sacrificar uma grande parte como única forma de salvar o todo, o extremo "mal necessário" em nome de um "Bem maior", se torna ainda mais ingênuo quando considerado o poderio envolvido.

Primeiro, lembremo-nos que como a maioria das Space Operas, trata-se mais uma vez de uma noção de espaço interestelar como mera analogia de nosso próprio mundo, onde todo e qualquer planeta é absolutamente idêntico ao nosso exceto pelo visual. Como se atmosfera, tanto em composição quanto temperatura, pressão e microorganismos, bem como radiação, luminosidade, gravidade etc tivessem que ser sempre perfeitamente compatíveis com a zona temperada da Terra a nível do mar na primavera ou no outono. Nenhuma preocupação com o que vestir mesmo que você seja teletransportado para um planeta desconhecido a zilhares de anos luz. 5 Bobagens Planetárias

Até aí, tudo bem. Mas sendo todas as espécies da galáxia mera analogia da espécie humana, como assim achar que matar metade seja algum tipo de solução para o excesso populacional e escassez de recursos?!

Pergunta: No nosso mundo, sabe em quanto tempo poderia-se facilmente repor a metade de nossos mais de 7 bilhões de habitantes?

Resposta: UMA ÚNICA GERAÇÃO! Menos de 30 anos, sendo 'geração' o tempo médio para que os nascidos numa época atinjam a maturidade reprodutiva ótima. Bastaria que a média de filhos por mulher fosse 4! Bem abaixo da média histórica, sendo que agora teríamos uma taxa de mortalidade precoce muitíssimo menor.

Aliás a história nos mostra que após qualquer grande mortalidade, sempre acontece uma explosão nas taxas de natalidade. Mas com todo o seu poder Thanos parece ignorar isso, e assim, apenas adiaria por um mísero período o provável colapso. E se isso já não é suficiente ruim, lembremos que Thanos atinge um poder praticamente absoluto. Ele poderia simplesmente diminuir a taxa de fertilidade, criar recursos do nada, tornar as pessoas mais econômicas em suas necessidades vitais ou simplesmente criar mundos adicionais aos montes!

Sinceramente, se apaixonar pela Morte em si e causar um genocídio galáctico para satisfazê-la me parece uma premissa mais interessante.

No mais, só tenho a reclamar de detalhes estéticos. Winter Soldier ganha um novo braço mas nós nem o vemos, Capitão América está sem seu lendário escudo, Bruce Banner não vira Hulk (embora o Hulk Buster tenha ficado ótimo), Thor ainda sem o Mijolnir (graças a desgraça do Ragnarok), Visão não usa o poder de intangibilidade (e virou donzela em perigo), o Homem de Ferro deixou de ser baseado em tecnologia para virar armadura mágica, e Viúva Negra loira!

Apesar de tudo, o filme é um espetáculo. Sequências de ação arrebatadoras, visual espetacular, trilha sonora perfeita e um ritmo verdadeiramente envolvente.

E poha! Não precisava exagerar no cliffhanger!

10 de Maio

Você está lá fazendo um certo trabalho há anos, eu faço há quase 8, muitos já fazem há mais de 30, e um dia chega um tal de Conselho Federal de Química para dizer que a partir de agora você tem que pagar uma taxa anual de mais de uns R$ 120 se quiser continuar trabalhando, sob pena de pagar uma multa de mais de R$ 1.000 ou tê-la inscrita na Dívida Ativa da União.

A acusação, Exercício Ilegal da Profissão de Químico! Porque no Tratamento de Água é preciso lidar com substâncias químicas para análises da qualidade da água, e segundo as sapiências, "somente um profissional devidamente treinado e registrado no CRQ pode executá-la."

Só que os patifes não estão sequer empurrando um curso técnico de formação, no que eu até seria favorável, e sim apenas exigindo o pagamento da taxa, como se ficar uns cem reais mais pobre fosse automaticamente qualificá-lo como técnico em química!

E detalhe, executamos o serviço a mando da empresa, e não porque decidimos um belo voltar a brincar de química, que nem eu fazia com meus mini laboratórios quando era criança.

Claro. Por meio do sindicato, recorremos, e é praticamente certo que iremos ganhar e neutralizar a pretensão do CRQ em cobrar essa "taxa de proteção" ao melhor estilo mafioso. Ou, talvez até melhor, perdermos e então obrigarmos a empresa a nos pagar equiparação salarial com profissionais de química, o que aumentaria consideravelmente nosso salário.

Portanto, não estamos realmente preocupados.

Mas não deixa de ser vexaminosa essa atitude nefasta dessa "guilda" que resolveu de repente que precisava ganhar um dinheiro fácil em cima de quem está trabalhando para manter o fornecimento de água e saneamento público funcionando e sempre foi aprovado pela ADASA, ANA, ANVISA ou qualquer outra entidade responsável com real competência para nos fiscalizar.

Ainda mais quando se recebe uma cartinha com uma ameaçazinha dizendo "ÚLTIMO AVISO AMIGÁVEL"!

9 de Maio

Vamos agora fazer alguns "lados" se inverterem a respeito da questão da Venezuela?! Fazendo tanto alguns esquerdistas quanto direitistas sentirem súbito anseio de uma nova perspectiva?

Traduzo abaixo um trecho da reportagem da CNN sobre SER GAY NA AMÉRICA LATINA, que entre outras inúmeras informações interessantíssimas, como deixar claro que o Brasil é o terceiro país mais tolerante do "continente sulamericano", temos:

"Por outro lado, a Venezuela encabeça a lista no que se refere a falta de direitos para casais do mesmo sexo ou membros do grupo LGBT, diz Omar Encarnacion, um cientista político no New York's Bard College e autor de 'Fora da Periferia: Revolução dos Direitos Gays na América Latina.'

O governo de tradicional inclinação à esquerda não fez quase progresso algum no reconhecimento ou proteção de membros da comunidade LGBT. Essa situação "desmente a ideia de que quanto mais longe à esquerda mais você é provavelmente pró-gay," diz Encarnacion.

Casais do mesmo sexo não tem proteções ou direitos sob a lei venezuelana, e não há atualmente mecanismos para uma pessoa transgênero ou transsexual mudar seu nome ou gênero nos documentos legais.

O Relatório de 2015 preparado pela Associação Venezuelana LGBT para as Nações Unidas diz que membros da comunidade "vivem constantemente situações de discriminação", e a falta de proteção para os cidadãos LGBT "os faz cidadãos indefesos em uma atmosfera de alarmante crescimento da homofobia e transfobia."

E logo em seguida conta uma estorinha de "terrível" preconceito, onde um casal lésbico, após serem devidamente atendidas e receberem a conta num famoso restaurante em Caracas, ouviram do garçom que elas poderiam ser menos entusiasmadas no agarramento.

Apesar disso, a reportagem tem que reconhecer que as pesquisas deixam claro que a maioria esmagadora da população latino americana é contra discriminação. Por exemplo, havendo no máximo 9% que Concordam Fortemente que Homossexualidade Deveria Ser Criminalizada. Mesmo no pior caso, o da Nicarágua (que talvez seja o segundo país mais inclinado a esquerda após a Venezuela), onde além destes 9%, temos 5% que Concordam Parcialmente, 30% que não sabem, 12% que Discordam Parcialmente, e 44% que Discordam Totalmente.

Ou no caso da pergunta "Como você se sentiria se seu vizinho fosse gay?", em que mesmo no pior caso, o do Equador (curiosamente um país de orientação política mais a esquerda) 9% dizem se sentir Muito Desconfortáveis, 13% Parcialmente Desconfortáveis, e 78% não dão a mínima!

Também é interessante o apontamento de que em termos de religião cristã, quanto mais católico, mais tolerante é o ambiente, o que é apenas um dos elementos que explica a patética confusão das cabecinhas formadas no pensamento Liberal Cultural, incapaz de perceber que a América Latina sempre foi sexualmente mais liberal no âmbito da vida privada, mas ao mesmo tempo conservadora no âmbito público. Ou seja, estando no seu devido lugar, haverá ampla tolerância. O que ela não aceita bem é invasão de espaços que entende que deveriam ser resguardados de sexualidades alternativas, exatamente o que pretende fazer o movimento LGBT levando suas condutas minoritárias a uma ampla disseminação pública criminalizando qualquer crítica.

Mas voltando à Venezuela, este é mais um motivo pelo qual os EUA a odeiam. Pois a Esquerda lá não é essa esquerdinha mimada pós-moderna que eles amam, mas sim a tradicional, revolucionária, que resiste aos Golpes de Estado e não aceita fazer nenhum negócio nem concessão ao Liberalismo Globalista estadunidense, preferindo, como o fez Hugo Chavez após expulsar diplomatas norte americanos, dizer em alto e bom som na frente das massas: "Vayanse al CARAJO, yankees de MIERDA!"

8 de Maio - 18:11

O Brasil que eu quero é um
Brasil SEM REDE GLOBO!

8 de Maio - 16:33

Ciro Gomes na UFC! Palestra de 2016, uma aula brilhante sob os mais diversos aspectos políticos e econômicos brasileiros, e sem qualquer viés eleitoral. Não importa qual sua posição ideológica, é impossível não sair mais inteligente após assistir esse vídeo na íntegra.

(Obs: Os 11 primeiros minutos são inúteis! Não tem nada!)

8 de Maio - 01:08

Movimentos "LGBT" estão preocupado com a próxima Copa do Mundo, temendo que a Rússia não seja gay-friendly como os demais países que tem sediado os mundiais. Mas estão fazendo uma enorme confusão sobre o fatos.

Vejamos.

Na Rússia não existe qualquer lei contrária à homossexualidade, que foi totalmente descriminalizada e desconsiderada como doença desde o milênio passado, no mínimo. Bem como existem leis contra quaisquer tipo de agressão. Portanto, quem for pego agredindo homossexuais vai ser preso da mesma forma que se estiver agredindo quem quer que seja;

No entanto, é inegável que há maior preconceito com a homossexualidade por parte da população, de modo que o risco de um ataque, ao que tudo indica, é sim maior que a média dos países ocidentais mais liberais. Mas não há motivo para crer que, especialmente nas grandes cidades, seja mais perigoso que, por exemplo, em cidades interioranas ou estados menos liberais do Brasil ou dos EUA, por exemplo;

Contrário ao que foi divulgado, Paradas Gay não são proibidas na Rússia, elas são apenas restritas a algumas condições, como por exemplo não poderem se dar perto de escolas ou igrejas;

Porém, é isso sim é A grande dificuldade, a Rússia baniu praticamente todas as ONGs financiadas com dinheiro de bilionários ocidentais, pondo a pique toda a estrutura que sustenta as causas LGBT. Assim, quem quer organizar um evento qualquer do tipo tem que se virar com os próprios recursos, não sendo bancado pela nata do Capitalismo Global e muitíssimo menos com dinheiro público;

Juntando os fatos, uma Parada Gay, além de custar caro aos realizadores e ser ainda mais mal vista pela maioria da população, corre um risco maior de ser vandalizada por uma turma de nazbols (nacionais bolcheviques) por exemplo. Eles não sairiam impunes, mas o estrago seria feito de qualquer forma.

Apesar de tudo, essa pode ser a última Copa do Mundo onde uma manifestação LGBT seja efetivamente possível. Afinal, a Copa de 2022 é no Qatar, onde aí sim, homossexualidade é crime. E a de 2026, que não poderá ser na Europa, pode até vir a ser no Marrocos, que embora bem menos radical que o Qatar, ainda assim é um país quase totalmente muçulmano. E a Copa de 2030 poderá ser na China, que há muito tempo quer sediar o mundial, e que seria ainda menos liberal que a Rússia.

E depois disso, do jeito que as coisas vão na Europa, não duvido muito que a situação por lá fique ainda menos gay-friendly do que hoje é na Rússia.

4 de Maio

“Com a proposta do presidente Chávez de CONSTRUIR UMA VENEZUELA SOCIALISTA, você está:"
- De Acordo: 50,5%;
- Em Desacordo: 29,1%;
- Nem acordo nem desacordo: 10%;
- Depende: 6,2%;
- Não sabe: 4,2%.

Maioria da sociedade venezuelana
deseja uma Venezuela Socialista

Dados demonstram que 50,5% da população está de
acordo com a construção do socialismo no país

Nicolás Maduro possui 41,8% das intenções de voto na pesquisa estimulada (que cita os nomes dos candidatos), e 34,7% na aberta (sem citar os nomes). Bem à frente do principal rival Henri Falcón, que tem respectivamente 27,1% e 18,5%. Lembrando que Henri Falcón se considera de uma Centro-Esquerda mais moderada estilo LULA (como ele mesmo definiu), e apoiou Chavez!

Os candidatos ao gosto das elites financeiras não parecem ter a menor chance.

Ou seja, os EUA, depois de quebrarem a cara na Coréia do Norte e assim que desistirem da Síria, que não deve demorar muito, vão ter que apelar para a agressão militar em nome da "democracia e da liberdade" se quiserem ter os maiores depósitos de petróleo e gás natural do ocidente de novo no seu bolso.

1 de Maio

A Crise na Síria e seu
Contexto Histórico e Geopolítico


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