2 0 2 1
30 de Janeiro

E aí reside a seletividade feminista, que ou olha com inveja e extremo superior, ou olha com desprezo e extremo inferior, mas JAMAIS se atreve a considerar os dois ao mesmo tempo.

Wellington Ricardo
30 de Janeiro de 2022

Não há um Mozart feminino porque não há um Jack, o Estripador feminino, escreveu a crítica social Camille Paglia, e sua ironia insinua uma verdade biológica. Comparados às mulheres, há mais homens em situações extremas. Embora os dois gêneros sejam equiparáveis na maioria das áreas, incluindo a inteligência, há menos mulheres que homens nas extremidades da distribuição normal. Os homens são, simplesmente, mais variáveis. Seus "meios", ou os escores médios do grupo, são basicamente os mesmos das mulheres, mas seus escores individuais distribuem-se com mais abrangência. Portanto, há mais homens muito estúpidos e mais homens muito inteligentes, mais homens extremamente preguiçosos e mais homens dispostos a se matar de trabalhar. Há mais homens com mais fragilidades biológicas, e mais homens com áreas isoladas de brilhantismo, inclusive aqueles descompensados por outros déficits, exatamente como mostram os problemas que atormentam as crianças em minha sala de espera. A curva de sino, simplesmente, é diferente para eles, com mais homens nas extremidades da distribuição, em que suas habilidades mensuradas são deploráveis, excelentes, ou uma mistura de ambas. Portanto, embora as médias dos homens e das mulheres sejam as mesmas, há mais homens em posições discrepantes - e mais mulheres "normais", de um modo geral. Comparando homens e mulheres nas faixas intermediárias, encontram-se menos diferenças de gêneros, mas, nas extremidades, o panorama fica - precisamente - extremo.

Susan Pinker - O Paradoxo Sexual


28 de Janeiro

Veja os argumentos de Putin e TENTE contra argumentar! Qual seria o argumento que legitima que O AGRESSOR com um histórico infindável de ataques contra outros países em todo o mundo, se considere a parte justa contra um país que está evitando sofrer outro ataque?

Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria
28 de Janeiro de 2022

Resposta contundente do presidente Vladimir Putin.


25 de Janeiro

O ponto mais interessante, e não apontado, é que o hábito da maioria das pessoas de sair de casa o mais cedo possível é historicamente recentíssimo, e as que o faziam antes era mais por causa da alta taxa reprodutiva que tornava inviável que todos ficassem junto à família em que nasceram, sem contar o fato de que grande parte dessas saídas era por meio de casamentos, quando uma parte, em geral a mulher, se mudava então para a casa dos pais do marido.

Num contexto de queda nas taxas reprodutivas e no espaço disponível, o hábito de sair da casa dos pais por necessidade fica minimizado ou mesmo inviabilizado, e mais uma vez, o índice fica próximo da metade por causa dos casamentos que tiram necessariamente ao menos um dos membros do casal de sua casa origem.

Nenhuma novidade. Essa tendência só irá mudar com maior crescimento demográfico, expansão territorial (se ainda houver espaço disponível), e grande prosperidade econômica geral.


Adendo do dia 26

Corrigindo, historicamente recentíssimo numa escala mais recente, pois numa escala mais ampla tem ocorrido com alguma regularidade em processos colonizatórios e de expansão territorial específica. Por exemplo, num contexto colonial é importante tomar posse do máximo de terras possível, e assim muitos filhos do colonizador vão estendendo os domínios da família saindo de sua casa de origem. Mas a medida que os territórios vão sendo ocupados e as possibilidades de expansão se reduzem, a tendência é a retomada da estrutura gregária intergeracional.

Arthur Igreja
25 de Janeiro de 2022

Percentual de jovens com até 30 anos que moram com os pais atinge maior marca desde a década de 1940.

Pela primeira vez desde o pós-guerra os jovens possuem uma renda inferior em comparação com seus pais quando tinham a mesma idade.

Outros fatores que são apontados como ingredientes para este cenário:

- Maior dificuldade para conseguir um imóvel. Com a valorização do mercado imobiliário e aumento da expectativa de vida, os jovens sentem cada vez mais dificuldades em conseguir imóveis sendo que muitos optam por não buscar a aquisição.

- Maior tempo e custo para formação profissional/entrada tardia no mercado de trabalho.

- Várias pesquisas indicam um adiamento por parte de millennials e gerações subsequentes quando o assunto é casamento e filhos. Muitos apontam maior foco na carreira e uma espécie de adolescência estendida.

Os dados são dos EUA, contudo, a mesma tendência está sendo observada em muitos países.

Os 30 são os novos 20?

Fonte dos dados: Pew Research/Bloomberg/Prof. Galloway


23 de Janeiro

É impossível não comparar as séries YELLOWJACKETS (2021) e The Wilds (2020)*, visto que há uma premissa em comum: um grupo de moças adolescentes que após um desastre de avião, têm que sobreviver num local inóspito. Além do fato de ambas as séries terem linhas narrativas em tempos diferentes, alternando sequências pré-acidente, sequências durante o período de sobrevivência no ambiente longe da civilização, e sequências após o resgate. (*Comentei longamente sobre The Wilds em 21 de Janeiro de 2021)

Mas as semelhanças terminam por aí, e aliás, as diferenças também já começam aí. Enquanto em The Wilds, como o primeiro episódio já sugere e o segundo deixa claro, não se trata realmente de um acidente, mas de uma experiência social deliberada, que engana e usa as moças como cobaias. Por outro lado, em Yellowjackets ocorre um acidente de fato, que deixa as sobreviventes numa floresta ao norte dos EUA ou sul do Canadá, invés da ilha isolada de The Wilds.

Em The Wilds o pior inimigo das sobreviventes é, como é dito por uma delas, a exposição, visto que não há animais selvagens perigosos. Em Yellowjackets as feras selvagens são uma ameaça constante, no entanto, em pouco tempo os sobreviventes acham uma casa abandonada na floresta, que oferece tanto abrigo, uma arma com muita munição, e até alguns confortos, e o risco passa a ser a ameaça da fome com a perspectiva da chegada do inverno.

Por ter dito “os sobreviventes”, esclareço que em The Wilds temos apenas 8 garotas, um nona morre logo no primeiro episódio. Em Yellowjackets, além da 10 jogadoras de futebol de um time escolar que iam para um campeonato, sobrevivem também dois rapazes e um homem adulto, ainda que não por inteiro.

As linhas narrativas também se distinguem porque os três tempos em The Wilds são próximos, pouco antes e pouco depois do tempo da ilha. Mas em Yellowjackets, o tempo após o período de sobrevivência, que durou 19 meses como dito já no primeiro episódio, ocorre 25 anos depois, o que demanda atrizes diferentes para interpretar as personagens, no que já temos aquele velho problema de aparência. Para a personagem Natalie, a veterana Juliette Lewis nada se parece com Sophie Thatcher, e a diferença termina contagiando até a personagem, pois as atrizes passam uma “espírito” muito distinto, mesmo considerando os longos anos de vício em drogas.

The Wilds, cuja comparação com LOST (2004-2010) também é irresistível, é, ao completo contrário desta última, um serie sem qualquer elementos de Ficção Científica, Fantasia ou Sobrenatural. Já Yellowjackets constantemente flerta com alguns elementos que parecem ser sobrenaturais, ainda que muito vagos. Em especial na “esquizofrenia” da personagem Lottie, que após ficar sem acesso aos medicamentos antipsicóticos começa a ter visões que parecem se concretizar, e segundo suas colegas, já havia precedentes mesmo nos tempos de escola além de em uma cena de sua infância ser difícil negar uma capacidade de premonição que salva a vida dela e se seus pais.

E, ainda mais importante, a parte dramática em The Wilds, além das óbvias e inevitáveis questões de relacionamento, se concentram nas consequências do experimento social, apresentando um assumido e ótimo debate em torno do Feminismo, ao passo que Yellowjackets temos um tom muito mais sombrio e com elementos de terror, e como a sequência de abertura do primeiro episódio já deixa claro, o tema tabu do canibalismo.

Isso aproxima Yellowjackets da realidade, visto ter ocorrido algo correlato na tragédia do Voo Força Aérea Uruguai 571, na Cordilheira dos Andes, que é explicitamente citado na série. E apesar das insinuações de fatos sobrenaturais, no geral a série é mais verossímil que The Wilds devido a improbabilidade de alguém se atrever a realizar um experimento social daquela magnitude, algo que enfatizei no meu vídeo sobre a série.

Por outro lado, algo aproxima Yellowjackets de Lost, que é o fato de ter tido uma primeira temporada bem menos esclarecedora. Em The Wilds, que também tem 10 episódios, embora fiquem questões e sejam abertos novos temas, muita coisa é respondida e já temos uma ideia muito clara dos fatos. Yellowjackets é bem menos conclusiva, deixando muita coisa em aberto e ainda estando longe de conectar os fatos com a cena inaugural do primeiro episódio.

No geral, apesar de ter gostado muito e recomendar enfaticamente Yellowjackets, ainda considero The Wilds mais interessante. Por sorte, ambas já foram renovadas para uma segunda temporada, a de The Wilds já deveria até ter estreado não fossem os problemas advindos da pandemia, devendo estrear ainda na primeira metade deste ano.

Ambas as séries estão disponíveis no Amazon Prime, mas devido a incrível incompetência desta última, Yellowjackets NUNCA me foi recomendada mesmo que The Wilds conste como A ÚNICA série que guardei no “Minha Área”. Não fosse, mais uma vez, pelo Marcelo Germano, que generosamente me emprestou sua conta na Apple TV, onde Yellowjackets recebe o merecido destaque, eu nem teria conhecimento de sua existência.

22 de Janeiro


As 4 Damas do Apocalipse

22 de Janeiro de 2022

O livro LAIL-AH, de Hilton James Kutscka, subtitulado "O Divórcio de Deus", é uma curiosa ficção que brinca com algumas distantes referências mitológicas para entregar uma obra bastante distinta do que costuma se esperar do gênero.

A primeira referência que vem à mente é o mito de Lilith, no entanto, aqui, a ideia é de que Deus teria criado uma esposa para si próprio, e que posteriormente se rebelou, sofrendo destino análogo ao do mito hebraico. Em sua revanche, Lail-ah tem como objetivo destruir a criação de seu ex-marido: a humanidade.

Deus em pessoa, em carne e osso, participa ativamente da estória como um dos personagens principais, liderando a maior parte da ação numa estratégia para deter sua ex-esposa. Curiosamente, ele não parece possuir qualquer poder sobrenatural, habitando um corpo humano comum, porém, dotado de amplos conhecimentos que o permitem, entre outras coisas, ser rico e influente.

Por sua vez, Lail-ah não apresenta muitas habilidades além de uma beleza divinal e uma resistência ligeiramente superior à humana. O próprio Deus chega a dizer que seria muito difícil detê-la com um revólver, mas que ela não sobreviveria ao disparo de um lança-foguetes portátil.

E a trama se desenrola mais num estilo de espionagem, envolvendo a CIA, operações secretas no Iraque e o momento histórico da Guerra do Golfo Pérsico em 1991.

Mas o mais interessante a ser destacado aqui é, sobretudo, o nome da personagem. 'Lail-ah' assemelha-se, naturalmente, à palavra 'laila', cuja significado em hebraico é 'noite'. E é desta palavra que deriva 'lilith', significando 'criatura noturna', ora num sentido claramente sobrenatural, ora podendo ser entendido como uma coruja, cujo pio sombrio caracteriza a personalidade lamuriosa desta entidade mitológica.

Em As 4 Damas do Apocalipse é sabido que a personagem Lilith e assim referenciada apenas no imaginário popular, e pelos leigos. Dentro dos círculos ocultistas mais fechados, todos sabem que o nome "público" da Primeira das Mulheres e Última das Deusas é, na realidade, 'Layl-lah', embora em geral, respeitosamente, a maioria prefira se referir, e se dirigir, a ela apenas como 'A Senhora', em inglês 'The Mistress'.

Seu verdadeiro nome é na realidade desconhecido por todos exceto as demais Concubinas de Samael, e sua simples pronúncia correta, embora quase impossível, causaria efeitos devastadores na mente da maioria dos mortais.

As 4 Damas do Apocalipse está a venda em versão e-book na Amazon por R$ 4,00 e na versão física por R$ 33,00 mais frete na UICLAP


19 de Janeiro

GHOSTBUSTERS AFTERLIFE é um filme tão bom que consegue a façanha de, mesmo superando o original de 1984, fazê-lo parecer ainda melhor aos olhos de hoje! Um exemplo primoroso de como restaurar uma franquia clássica fazendo a ponte perfeita entre passado e presente, tanto no tempo real quanto no tempo da estória.

Sendo sincero, ou sou um daqueles poucos que gostou do reboot feminista de 2016, As Caça-Fantasmas, por achar que o filme pouco ou nada deve ao anterior se for entendido como uma introdução ao tema. Mas é impossível discordar do desagrado do fãs mais puristas da franquia, visto que a inversão de gênero é claramente despropositada em qualquer sentido narrativo intrínseco, sendo puramente uma aposta equivocada num suporte ideológico que agradaria a um público simplesmente inexistente. A maior parte do problema, aliás, nem está no filme, mas no mal comportamento de alguns militantes que tentaram usá-lo de forma panfletária agressiva.

Tal como ocorreu com MIB: International, Terminator Dark Fate e até mesmo o último Charlie’s Angels (As Panteras), o reboot de 2016 não agrada aos fãs nostálgicos, a acaba soando ofensivo à maior parte do público atual. E pra deixar claro, o único aí que não gostei foi o MIB. Dos demais, gostei deles mesmo apontando os devidos problemas, nos textos que deixo nos comentários.*

Mas Ghostbusters Afterlife abdica por completo de qualquer compromisso com agendas externas à obra em si, e se preocupa em conquistar uma nova geração ao mesmo tempo que resgata, e honra, a geração anterior por meios de sutis metáforas que comunicam a realidade fantástica da estória com a experiência real da audiência. E para isso, não faltou excelência nos mais diversos níveis.

Para começar, Mckenna Grace, com a graça do trocadilho, é uma graça em qualquer papel. Quer seja na mocinha assustada de A Maldição da Mansão Hill, ou na menininha psicopata de The Bad Seed. Aqui, o carisma dela chega a parecer sobrenatural, fluindo sem esforço! Essa jovem me parece perfeitamente capaz de segurar o filme inteiro sozinha, e sua interpretação de Phoebe Spengler, a menina nerd neta do cientista caçador de fantasmas Egon Spengler (cujo ator já é falecido) soa incrivelmente natural e convincente.

Aliás, o modo como tanto este ator quanto seu personagem são homenageados neste filme tem que virar exemplo a ser seguido.

O “Stranger Thing” Finn Wolfhard, como já prenunciava sua série debute, parece ter sido preparado para essa franquia, interpretando o irmão mais velho de Phoebe que também herda alguns talentos do avô, embora usados de outra forma. Já o estreante Logan Kim nasceu pronto! No seu hilário papel de “podcast”, o moleque é simplesmente perfeito! Do novo quarteto que assume o papel dos quatro caça-fantasmas anteriores, somente Celeste O'Connor se destaca pouco, em parte por menos tempo de tela, mas também por de certa forma emular o papel do quarto e mais tardio ghostbuster original, que também entra no “segundo tempo” do filme de 1984.

E sim, os antigos atores reaparecem, brevemente, mas de forma emocionante e totalmente encarnados no “espírito” do papel!

Não que o filme não tenha lá seus problemas. Pra começar, é um pouco difícil crer que Egon teria uma filha, e se o tivesse, difícil crer que não seria com Janine, cuja atriz também volta, visto que ela era a eterna apaixonada por um cientista que só tinha olhos para o trabalho, e que se um dia pudesse ter sua atenção atraída por uma mulher, seria muito mais crível que fosse pela que nunca desistiu dele.

O personagem do “Homem-Formiga” Paul Rudd é muito bem introduzido, sendo instigante o motivo que o leva a lecionar numa cidade interiorana interessado em pesquisar os misteriosos abalos sísmicos. Isso o leva a uma aproximação espontânea com Phoebe e um desenvolvimento promissor. Mas curiosamente, a motivação dele acaba sendo deixada em segundo plano em função de um romance com a mãe de Phoebe e de ótimas cenas cômicas ao estilo do filme original, mas das quais uma soa uma bocado... estranha. Como assim uma cidadezinha daquelas tem um Wall Mart?! E como assim não aparece uma única outra viva alma nesse Wall Mart na divertidíssima sequência protagonizada pelo professor?

Mas mesmo com esses, e outros, defeitos, o filme se desenvolve com tamanha perfeição que é até difícil percebê-los, tendo o mérito de construir o clima, e desenvolver a trama, de modo calmo, progressivo, mas ao mesmo tempo hipnotizante desde o princípio.

Aliás, sendo sincero, eu já tinha sentido esse clima nos ótimos trailers.

Enfim, finalmente uma sequência digna do filme de 1984, uma vez que Ghostbusters II, de 1989, é tão esquecível que o próprio Afterlife opta por ignorá-lo, e o reboot de 2016 só se destaca pela polêmica fora das telas. Aliás, servindo de aviso de que acreditar que inversões de gênero atraiam público feminino expressivo é tão delirante quanto crer que exista demanda por boates de strip-tease masculino apenas porque alguns coletivos especializados em ignorar a realidade dizem que não há diferença entre homens e mulheres além dos papéis sociais.

Também serve, junto com o atual, de excelente exemplo de que não se confia em crítica de cinema profissional. No Rotten Tomatoes, o filme de 2016 goza de 74% de aprovação da crítica especializada, enquanto Afterlife tem apenas 62%. Mas quando se vê a aprovação do público, temos 49% para As Caça-Fantasmas e 95% para Afterlife!

Conselho para a sua vida: NÃO SE DECIDA A VER OU DEIXAR DE VER UM FILME COM BASE EM CRÍTICAS!

O novíssimo Caça-Fantasmas é um excelente filme para toda a família, e me sinto até meio culpado em tê-lo visto de graça no esquema corsário e ter gostado tanto, ao passo que paguei para ver Matrix Ressurections, cujo aproveitamento é bem mais ambíguo, como deixo claro numa crítica que fiz em vídeo, link nos comentários.


As 4 Damas do Apocalipse

15 de Janeiro de 2022

Tem havido questionamentos sobre a natureza da "magia" em As 4 Damas do Apocalipse. No entanto, trata-se de uma obra que pretende ficar no limiar entre a Fantasia Mitológica e Teológica, e a Ficção Científica, apresentando uma abordagem que tanto pode ser um tipo de "Alta Fantasia", de uma forma mais plausível, ou Ficção Científica mais ousada, que a faz se assemelhar a magia.

Já no Capítulo 8 do Livro 1, há uma apresentação de uma cientista militar que aborda por um ponto de vista científico um tema que a maioria vê por uma ótica sobrenatural, mesmo que fique claro que alguns dos elementos ainda escapam a compreensão.

O ponto é que os eventos sobrenaturais, os super poderes dos personagens e outros elementos tido como fantásticos, pretendem estar devidamente embasados numa fundamentação que, mesmo se não explícita, tem rígidas regras, obedecendo a uma concepção bem definida que, se for examinada em maior detalhes pelos leitores mais curiosos, não apresente inconsistências.

Nesse sentido, é interessante apontar alguns pontos que seguem certas tendências literárias que estabelecem que mais importante do que a "magia pode fazer", é o que ela "não pode fazer", mantendo algum grau de previsibilidade que impede soluções de problemas muito complexos, literalmente, "num passe de mágica!"

Assim, satisfazendo algumas curiosidades, é bom esclarecer que em As 4 Damas do Apocalipse não existe:

1 - Teletransporte. Nem por meio de portais ou por desintegração e reintegração;

2 - Telecinésia, embora haja alguns fenômenos de ordem magnética que possam soar parecidos. É, aliás, uma opinião do autor que o conceito da também chamada psicocinésia é quase sempre aplicada de forma irracional;

3 - Viagem no Tempo, em nenhuma circunstância. E embora não seja de se esperar tal tema numa obra de teor mais associado ao sobrenatural, elementos do tipo tem sido explorados em filmes e livros de fantasia;

4 - Dimensões Paralelas ou mundos alternativos acessíveis por meios especiais;

5 - Ressurreição. O que efetivamente morrer, permanecerá morto. Mesmo que a concepção dê espaço para crenças teológicas correlatas, elas não se manifestam na estória.

As 4 Damas do Apocalipse está a venda em versão e-book na Amazon por R$ 4,00 e na versão física por R$ 33,00 mais frete na UICLAP


10 de Janeiro
Thoughtfully Share
5 de Janeiro de 2022

The stages of a girl's life with her father.








5 de Janeiro - 20:14

Graças a Wagner Moura e Bolsonaro, descobrimos que CAMARÃO É DE ESQUERDA!

5 de Janeiro - 18:46

As 4 Damas do Apocalipse

5 de Janeiro de 2022

O filme SiREN (assim mesmo, somente com o 'i' minúsculo), de 2016 apresenta provavelmente a melhor retratação de uma súcubo nas mídias audiovisuais, em consonância com o curta Amateur Night, comentando no post de 17 de Dezembro.

E muito difícil discorrer mais sem estragar as surpresas que o longa revela, uma vez que parece, a princípio, algo completamente desvinculado de Amateur Night. Em termos de enredo, premissa, efeitos especiais e atuação, o filme possui o mérito de ser perfeitamente eficiente em tudo, e embora nada isoladamente seja excepcional, o resultado final acaba sendo excelente.

Infelizmente, terminou obscurecido por outros filmes homônimos e em especial por uma série de 2018, também de mesmo título e com três temporadas, que por sua vez se confunde com outra série de temática similar mas intitulada Tidelands, que por sua vez tem apenas uma temporada. Porém, todas essas tem como tema as sereias, e não as súcubos.

O que muitos ignoram é que na realidade as duas criaturas mitológicas tem mais em comum além do mero fato de serem entidades femininas que seduzem ou atraem homens e em geral os matam.

O termo 'siren' deriva do grego Se????, e desde a antiguidade, esse mito apresenta uma criatura associada a pássaros, quer possuindo asas ornitópteras ou mesmo se transformando em aves. Somente na Idade Média, consolidou-se a versão aquática metade mulher metade peixe, que domina o imaginário popular atual.

No entanto, a temática essencial de uma feminilidade fatal jamais se alterou, e nesse sentido termina tendo alguma equivalência ao mito hebraico das lilitus, que também posteriormente seriam entendidas como súcubos.

Ademais, como é auto evidente, a palavra 'sereia' também compartilha da mesma origem etimológica de 'sirene', sendo que em inglês ambas se traduzem como 'siren', compartilhando a característica de emitir um som.

No caso, a súcubo do ótimo filme SiREN tem essa habilidade de entoar uma canção hipnotizante capaz de sobrepujar qualquer vontade masculina.

Embora sua concepção seja radicalmente diferente das súcubos de As 4 Damas do Apocalipse, há também convergências, uma vez que o dom da canção hipnotizante existe, embora seja rara, entre as súcubos das 4 Damas. Ademais, já no primeiro livro, são apresentadas as sereias, entendidas como "súcubos d'água", o que por sua vez remete até mesmo a alguns mitos folclóricos brasileiros.

Fica a recomendação desse interessante filme, sobre o qual ainda pretendo desenvolver alguma crítica mais detalhada, e acessível na Apple TV+ com o enganoso e apelativo título de "Sereias Predadoras", ou em algum outro serviço ou recurso mais adaptado ao conceito de "fruto proibido."

E As 4 Damas do Apocalipse está a venda em versão e-book na Amazon por R$ 4,00 e na versão física por R$ 33,00 mais frete na UICLAP


5 de Janeiro - 17:15

Lanço um DESAFIO: Justifique a substituição do "procurar imagem no Google" por essa porcaria desse Google Lens.

2 de Janeiro

Eu não aguento mais quem
não aguenta mais o Jovem Místico.

(Que aliás nada tem de jovem nem de místico.)

Dezembro de 2021


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