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O Feminismo Desvirtuando as Instituições
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7 de Março, 00:37

Isso é uma das coisas fisicamente reais mais espantosas e lindas que já vi! Vontade de comprar um!


7 de Março, 00:12

Em matéria do Huffington Post temos: Muslins Are The True Feminists.

Só uma palavra sobre isso: OUROBOROS!

Queria ver o Brasil Post traduzir essa.

Uma ideologia que começa "libertando" a mulher da "opressão patriarcal" para que ela possa expressar sua sexualidade, se vestir como quiser, fazer o que quiser etc, rejeitando todo o pudor e recato em nome de uma revolução sexual para, no final das contas, descobrir que foi uma tremenda furada e chegar a conclusão de que melhor é reverter tudo!

Aí, pra não admitir o erro, visto que sempre foi também uma revolta contra o Cristianismo, invés de retomar a moralidade tradicional abraça uma moralidade estrangeira perfeitamente equivalente.

6 de Março

A famosa "tiração de sarro" dos liberais com os "Socialistas de iPhone" é estúpida em todos os sentidos.

Primeiro, ela pressupõe falsamente que não há desenvolvimento científico tecnológico no Socialismo, o que é insustentável. E mesmo que tal desenvolvimento seja mais lento, o que é extremamente discutível, ainda seria pouco relevante porque muitos prefeririam essa maior lentidão em troca de uma melhor distribuição.

Segundo, ela pressupõe também uma visão infantil do desenvolvimento científico e tecnológico, como se o mesmo fosse questão de saltos isolados ou invenções de gênios, quando é muito mais um trabalho sinérgico e contínuo de inúmeras pessoas, empresas e culturas onde até mesmo o gênio individual depende das contribuições anteriores.

Terceiro, AINDA que houvesse alguma exclusividade tecnológica envolvida, que de fato um ou outro item pudesse ser mesmo unicamente atribuído ao Capitalismo, continuaria sendo irrelevante porque não há princípio moral algum que se sustente ao afirmar que alguém não possa cooptar esse item ao seu favor. A humanidade faz isso o tempo todo! Seria como ridicularizar os índios por usarem armas de fogo numa rebelião contra colonizadores europeus, ou ridicularizar o Cristianismo por cooptar uma série de tradições pagãs. Em suma, isso é MUITÍSSIMO PARECIDO com a asquerosidade neoesquerdista bizarra da Apropriação Cultural.

Por fim, em geral os mesmos que compartilham dessa tolice costumam também achar que o desenvolvimento tecnológico e científico deve-se principalmente ao setor privado lucrativo. FALSO! O grosso da pesquisa de base, mais de 80%, que lega os fundamentos do todo o desenvolvimento, e é continua sendo estatal em qualquer lugar do mundo. O setor privado em geral só entra em estágios posteriores de aperfeiçoamento e só toma conta mesmo no estágio terciário de popularização e diversificação.

5 de Março

Neste texto do início de 2015, Golpe final na soberania do País, o saudoso professor Adriano Benayon previa com exatidão o que viria a acontecer. Trechos:

"...Brasil – (...) – vive momento decisivo de sua História. Se não quiser sucumbir, em definitivo, à condição de subdesenvolvido e (mal) colonizado, o povo brasileiro terá de desarmar a trama, o golpe em que está sendo envolvido. Essa trama – (...) – é perpetrada, como foram as anteriores intervenções, armadas ou não, pelas oligarquias financeiras transnacionais e instrumentalizada por seus representantes locais e pelo oligopólio mediático, como sempre utilizando hipocritamente o pretexto de combater a corrupção.
(...)
A Operação Lava-jato está sendo manipulada com o objetivo de destruir simultaneamente a Petrobrás – último reduto de estatal produtiva com formidável acervo tecnológico – bem como as grandes empreiteiras, último reduto do setor privado, de capital nacional, capaz de competir mundialmente.

(...) a Petrobrás foi das raras estatais não formalmente privatizadas. Mas não escapou ilesa: foi atingida pela famigerada Lei 9.478, de 1997, que a submeteu à ANP, infiltrada por “executivos” e “técnicos” ligados à oligarquia financeira e às petroleiras angloamericanas. Essa Lei abriu a porta para a entrada de empresas estrangeiras na exploração de petróleo no Brasil, com direito a apropriar-se do óleo e exportá-lo, e propiciou a alienação da maior parte das ações preferenciais da Petrobrás, a preço ínfimo, na Bolsa de Nova York,

(...)as notáveis realizações da Petrobrás são obras de técnicos de carreira, admitidos por concurso – funcionários públicos, como foram os da Alemanha, das épocas em que esse e outros países se desenvolveram. Entretanto, a mídia servil ao império demoniza tudo que é estatal e oculta a corrupção oriunda de empresas estrangeira, as quais, de resto, podem pagar as propinas diretamente no exterior.

Para tirar do mercado as empreiteiras brasileiras, as forças ocultas – presentes nos poderes públicos do Brasil – resolveram aplicar, contra essas empresas, a recente Lei nº 12.846, de 01.08.2013, que estabelece “a responsabilização objetiva administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, nacional ou estrangeira (sic).”

Seu art. 2o reza: As pessoas jurídicas serão responsabilizadas objetivamente, nos âmbitos administrativo e civil, pelos atos lesivos previstos nesta Lei praticados em seu interesse ou benefício, exclusivo ou não.”

Como as coisas fluem rapidamente, quando se trata de favorecer as empresas transnacionais, a Petrobrás já cuidou de convidar empresas estrangeiras para as novas licitações, em vez das empreiteiras nacionais.

A grande mídia, tradicionalmente antibrasileira, noticia, animada, a possibilidade de se facilitar, em futuro próximo, a abertura a grupos estrangeiros do mercado de engenharia e construção civil, mais uma consequência da decisão, contrária aos interesses do País, de considerar inidôneas as empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato."

E enquanto isso, temos aqui uma legião de idiotas acreditando em combate a corrupção e em defesa de uma caça as bruxas que há muito já descambou para histeria coletiva e já jogou fora até a máscara de objetividade e propósito legítimo que outrora ainda ostentava.

3 de Março, 21:57

Nova Resistência - Brasil
3 de Março

O Estado brasileiro foi tomado de assalto por uma turba de bandoleiros cujo único propósito é saquear ao máximo os bens públicos e entregar os frutos do saque a seus senhores, os grandes barões do financismo capitalista internacional.

São como corsários a soldo dos grandes conglomerados bancários, dos grandes grupos de investimentos, das corporações internacionais, em suma, de todas as forças econômicas parasitárias que enriquecem às custas do empobrecimento e sofrimento dos povos do mundo.

Pouco importa se o governo chegou onde está legitimamente ou não, se foi golpe ou se não foi, se o atual governo estava aliado ao pretérito ou não. Todas essas microquestões procedimentais não passam de falatório pseudo-democrático cuja finalidade é obscurecer a única coisa que importa: estamos sendo prejudicados por vermes, vermes que nos odeiam e desprezam, vermes que valem menos que baratas, mas que por oportunismo estão no poder.

Fazem empréstimos em nosso nome nos escravizando a juros eternos e impagáveis, dilapidam a previdência, entregam importantes empresas nacionais quase gratuitamente, isentam os grandes empresários de impostos, mantem juros altos para agradar banqueiros, dilapidam direitos trabalhistas, apunhalam aliados geopolíticos pelas costas, sucateiam os instrumentos de defesa nacional, colaboram com potências estrangeiras que nos espionam e sabotam há décadas, promovem a corrupção das culturas dos povos do Brasil e muito mais.

E não há partido que possa servir como ponta-de-lança, como vanguarda para travar combate a nossos inimigos e levar o trabalhador brasileiro à vitória. Essa é a realidade.

Faz-se necessário, então, conscientizar o trabalhador para que ele protagonize a própria libertação. É necessário travar guerra cultural, informacional e intelectual para contribuir para que o trabalhador desperte para a realidade de seu estado de escravidão e para a necessidade de luta.

É necessário resgatar o mito da Greve Geral como instrumento de combate daqueles que produzem contra toda a classe de parasitas que nos roubam. Os brasileiros já foram explorados por tempo demais aceitando tudo passivamente. Está na hora de dar o troco.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!


3 de Março, 17:46

Em perfeita consonância com o fato de que os mesmos que financiam o "combate ao patriarcado" são patriarcais até a raiz! Pois sabem muito bem que o molde familiar e os papéis de gênero tradicionais são o fundamento da força de qualquer grupo social saudável.

As oligarquias financeiras empurram essas sandices pra cima da população em geral, mas eles mesmos, que não são otários, se mantém completamente à salvo delas.

Felipe Maricato Moura
3 de Março

Para as mulheres:

A Fernanda Lima trabalha semanalmente através de seu programa em uma campanha de desconstrução da masculidade, toda a semana ela e seus convidados fazem ataques e mais ataques a qualquer manifestação de comportamento, valores e ideais masculinos. Com o objetivo de varrê-los para fora da sociedade brasileira.

Tudo por uma boa causa é claro, salvar as mulheres, gays e crianças de qualquer problema hipotético que um comportamento masculino possa vir a causar, a solução é afeminar os homens desde a mais tenra infância.

Mas vocês já repararam que na família dela não existe desconstrução de masculidade e ideologia de gênero? O Marido dela é um verdadeiro macho alfa, quando precisa de uma churrasqueira ele logo pega tijolos e cimento e faz uma com suas próprias mãos, o carro dá problema ele arruma, um bicho invade a casa lá vai o maridão enfrenta-lo, não tenham dúvidas que esse homão da porra se um bandido entrarsse na casa deles se daria muito mal.

Desconstrução da masculinidade e filhos afeminados ela só quer para VOCÊS da audiência idiotizada os delas são bem machinhos pode ter certeza.

Enquanto você vai compartilhando “lacrações” ela aproveita o que de melhor a masculinidade de um homem tem a oferecer a uma mulher.


3 de Março, 14:54

"Esporte favorito dos 3 poderes no Brasil: Arremesso de Constituição na Lixeira."
Anderson Torres
(Com adaptações)

3 de Março, 02:04

Legião Nacional Trabalhista
2 de Março

CONTRA O LIBERALISMO E SEUS DERIVADOS, POR UMA ECONOMIA NACIONAL.

Nos últimos 3 anos, tem crescido no Brasil o número de militantes e simpatizantes do liberalismo em suas mais diversas vertentes: sejam os conservadores liberais, os liberais progressistas ou mesmo os libertários (que podem ser divididos entre minarquistas e anarcocapitalistas). Naturalmente, este frênesi pró-liberal decorre de três fatores principais: a desilusão justa do povo brasileiro frente ao cenário político-econômico vigente, uma interpretação equivocada dos fatores que colocaram nosso país de joelhos e uma memória curtíssima. A seguir, discorreremos ponto a ponto acerca das premissas defendidas pelos liberais como um todo, buscando assim esclarecer nossos leitores quanto aos equívocos e perigos desta ideologia.

1 – O MITO DO LIVRE MERCADO:

Comecemos por demolir o pilar central dos liberais: a existência de um mercado livre de interferências estatais. Esta situação, chamada por Rudolf Hilferding de “Capitalismo Concorrencial”, ocorre quando há diversas empresas competindo por um mercado em situação de concorrência perfeita (ou próxima de tal), tudo isso sem a interferência do Estado neste setor.

Não obstante, à medida que o tempo avança, algumas empresas conseguem vantagens de capital sobre suas concorrentes, diferenciando assim seu produto e obtendo fatias cada vez maiores de mercado, o que naturalmente implica em adquirir empresas concorrentes através de fusões ou aquisições, limitando assim o número de empresas concorrendo entre si. Este processo avança até que surgem os chamados oligopólios e monopólios. Há de se compreender que este processo é natural das próprias estruturas do capitalismo, ao contrário do que advogam os liberais, sendo que a transição do Capitalismo Concorrencial ao Capitalismo Monopolista independe de qualquer ação do Estado. Frente a isso, argumentam os liberais que as regulações estatais são condição essencial para a manutenção dos monopólios e oligopólios, sendo este outro fato que não se sustenta, uma vez que o arsenal de um monopolista para manter o status quo vai muito além do Estado que ele “comprou”: uma empresa monopolista pode operar em prejuízo (vendendo seus produtos a preços abaixo daqueles praticados normalmente, reduzindo sua margem de lucro a curto prazo, por vezes atingindo até mesmo lucros econômicos negativos neste curto prazo) para quebrar seu concorrente, além de obviamente dispor de muito mais tecnologia, capacidade produtiva e ativos do que seus concorrentes menores e novos.

Deste modo, concluí-se que as próprias estruturas de mercado e o caráter inerentemente darwinista (no sentido econômico, logicamente) do capitalismo levam aos monopólios e oligopólios. Desta forma, o tão sonhado “Livre Mercado” não passa de uma situação temporária, com ou sem intervenção estatal. A um Estado sério e verdadeiramente comprometido com os interesses nacionais e a verdadeira liberdade do indivíduo, cabe o papel de corrigir estas falhas de mercado, buscando assim garantir as melhores condições possíveis para a proliferação de empresas sérias, que ofereçam produtos de qualidade aos consumidores brasileiros. Quanto à questão das empresas de grande porte, cabe ao Estado o papel de fiscalizá-las, evitando assim práticas desleais como dumping e a formação de carteis.

2 – O MITO DO MERCADO COMO MOTOR DO DESENVOLVIMENTO NACIONAL:

Outra pilar da ideologia liberal é a crença no desenvolvimento como resultado de forças completamente exógenas ao Estado. Uma simples observação histórica basta para refutar esta premissa.

Comecemos pela Revolução Industrial na Inglaterra, cujo início se dá com o processo de “cercamentos”, onde camponeses foram expulsos de suas terras, as quais foram transformadas em áreas de criação de ovelhas, cuja lã era manufaturada nas nascentes fábricas inglesas com suas máquinas a vapor. Segundo os liberais, este evento ocorreu exclusivamente em virtude da genialidade da burguesia inglesa, não através de uma atuação conjunta entre esta mesma burguesia inglesa e a Coroa inglesa. Sobre este episódio discorre o professor da Universidade de Oxford, Ha-Joon Chang, em sua obra “Chutando a Escada” (cuja leitura recomendamos a todos aqueles que nos acompanham). Em seguida, observemos o processo de industrialização dos Estados Unidos da América (país endeusado por todos os liberais), a qual só foi possível graças ao alto grau de tarifas alfandegárias impostas pelo governo dos EUA à importação de bens estrangeiros (ou seja, protecionismo), somado a um mercado interno numeroso, uma base de recursos naturais gigantesca, uma união entre burguesia nacional e governo e todo um sistema político, econômico e educacional que preparou o povo estadunidense como um todo para conduzir o desenvolvimento da nação, ou seja, para levar adiante um projeto nacional. Outros exemplos seriam a industrialização do Império Alemão, intitulada “Via Prussiana”, ou a industrialização do Império Japonês, que foi o único país asiático capaz de fazer uma transição exitosa de um sistema feudal para um sistema de capitalismo industrial na época, evitando assim o mesmo destino de países como a China, que foram subjugados pelas potências europeias. Sobre estes processos, discorre Friedrich List em sua obra “Sistema Nacional de Economia Política” (outra leitura extremamente recomendada).

Outro país endeusado pelos liberais atuais é a Coreia do Sul. Os liberais, que já não são famosos por entenderem muito de história mundial, esquecem de observar o altíssimo grau de protecionismo e de presença do Estado no processo de desenvolvimento sul-coreano durante o regime de Park Chung-Hee.

O Brasil não foge desta regra, uma vez que o grosso de nosso desenvolvimento industrial sempre foi conduzido pelo Estado, vide o esforço de industrialização promovido por D. Pedro II ou, já no período republicano, os esforços industriais promovidos por Rui Barbosa durante a República da Espada (governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto). Mais adiante, temos o esforço de industrialização capitaneado por Getúlio Vargas, por Juscelino Kubitschek, por Jânio Quadros e até mesmo por Médici, Geisel e Figueiredo. Resguardadas as diferenças entre estes processos de desenvolvimento industrial, todos possuem o protagonismo do Estado como fator comum, bem como possuem nossa casta de latifundiários como inimigo comum.

3 – “ABERTURA DE MERCADO NOS OLHOS DOS OUTROS, É REFRESCO!”:

O subtítulo com ares de trocadilho ilustra perfeitamente as desventuras internacionais das nações em negociações de comércio internacional, bem como serve para satirizar a premissa liberal da abertura econômica irrestrita e inconsequente como algo benéfico.

Observemos os impasses da Rodada Doha (uma das diversas rodadas de negociações da OMC para a abolição de barreiras tarifárias remanescentes e não-tarifárias ao comércio internacional), onde os países desenvolvidos (em especial EUA e os membros da União Europeia) tentaram forçar os países do G-20 comercial (o Brasil está aqui, inclusive como líder da coalizão em questão) a abrirem mais ainda seus mercados aos produtos manufaturados e serviços euro-americanos e a adotarem disciplinas regulatórias originárias dos EUA e da UE, ao mesmo tempo em que os países desenvolvidos protegem seus mercados de bens agrícolas com unhas e dentes. A posição do G-20, naturalmente, é o inverso: forçar os países desenvolvidos a abrirem seu mercado de bens agrícolas, ao mesmo tempo em que o G-20 mantém seu mercado de manufaturados e serviços protegido. Há aqui ainda pormenores como questões de propriedade intelectual, cuja abordagem prolongaria demais um texto que pretende ser introdutório. A resistência dos países emergentes contra os disparates de Doha são a razão econômica para o surgimento do TTIP e do TPP, onde EUA e UE tentam redefinir as regras do comércio multilateral à sua imagem e semelhança, de forma a manter essa estrutura de disciplinas regulatórias euro-americanas, mercados euro-americanos protegidos e mercados alheios abertos. Todas estas questões, mais uma vez, dependem da relação entre Estado e elites nacionais, conforme comprova a Teoria dos Jogos de Dois Níveis de Robert Putnam.

4 – “Too Big to Fail”

Esta citação, cuja tradução é “grande demais para falhar”, representa o rumo tomado pelos Estados Unidos para salvar seus bancos durante a crise dos subprimes. Através de medidas como a estatização da “parte podre” do Citibank (que chegou a quase 80% dos ativos do banco) e de vultuosos empréstimos a bancos e corretoras financeiras comprometidas, os EUA buscaram impedir a quebra de todo o seu sistema financeiro, o qual havia sido comprometido justamente graças ao alto grau de desregulamentação deste setor, o que permitiu aos bancos e corretoras financeiras manipularem títulos de dívida e criarem uma bolha econômica que, ao estourar, afetou o mundo inteiro. Segundo os liberais mais radicais (aqui estão os minarquistas e os anarcocapitalistas), o correto teria sido permitir que o mundo todo afundasse, mesmo que as consequências fizessem a Grande Depressão de 1929 parecer uma “marolinha” (parafraseando o ex-presidente Lula para dar um toque de humor a um texto tão longo e denso).

5 – AMNÉSIA BRASILEIRA E O VERDADEIRO INIMIGO

A amnésia do brasileiro médio frente às mazelas da abertura econômica como um fim em si próprio o impede de enxergar que está cavando o próprio túmulo. Não precisamos nem voltar ao período da República Velha para compreender os perigos da mentalidade subserviente, suicida e parasitária dos liberais, pois os governos Collor e FHC já bastam para que recordemos uma quebra generalizada da indústria nacional, índices de desemprego que superavam 22,5% da população total, crescimento absurdo da desigualdade de renda, privatização de setores estratégicos a preço de banana e afins.

A indignação dos brasileiros é legítima, mas seu inimigo é errado. Ao invés de lutar pela abertura econômica inconsequente e por medidas que beneficiarão somente os grandes conglomerados estrangeiros, os rentistas e os latifundiários, agravando mais ainda a situação de dependência de nosso país, a pobreza, a criminalidade e a exploração de nosso povo, é dever de todos os brasileiros lutar por profundas reformas na política, na economia e nas burocracias. É dever moral exigir uma educação que gere mão-de-obra qualificada; exigir a extinção de cargos de confiança e de burocracias inúteis, para que as burocracias necessárias funcionem corretamente; exigir políticas que valorizem nossos profissionais qualificados, evitando assim que imigrem para o exterior; exigir reformas econômicas que promovam a transição do Brasil de economia primária para economia industrial plena, quebrando assim os grilhões que mantêm nosso país escravo de um punhado de conglomerados estrangeiros, cujos lucros são remetidos a paraísos fiscais ou a seus países de origem; de rentistas, cuja riqueza deriva-se de atividades improdutivas e geradoras de pobreza; e de latifundiários, cujo temor em ter de dividir o poder com uma burguesia industrial brasileira, somado à sua aversão por um projeto nacional por razões históricas, condenam diariamente o Brasil à escravidão e ao atraso.

Com educação, investimentos em ciência, tecnologia e indústria, podemos vencer os obstáculos atuais de nosso país e construir um Brasil melhor. Com os liberais, resta-nos somente mais do mesmo que já temos.

6 – O QUE FAZER?

Os liberais, ao advogarem uma fórmula universal (e completamente errada) para o desenvolvimento, falham em compreender as características próprias de cada nação. Não podemos ser uma Suíça pois o fato da Suíça ser uma economia amparada em grandes fluxos de capital estrangeiros em seus bancos deriva-se de sua posição histórica de neutralidade e séculos desta mesma atividade. Não podemos ser como Cingapura, que desempenha o papel de “Suíça do Leste” pois nossa condição geográfica não nos permite. Ao Brasil, como bem explicita a obra de Léo de Almeida Neves, está reservado o destino de potência mundial.

Para o gosto e desgosto dos liberais, espelhemo-nos nos Estados Unidos da América: somos uma nação com grande mercado consumidor, incontáveis quantidades e variedades de recursos naturais (leia-se matéria-prima) e vasto território. Com a construção de um projeto nacional através do tripé formado por Estado, burguesia nacional e povo, cujo elo de ligação é justamente uma educação voltada para um projeto nacional, podemos elevar-nos à condição de grande potência, apesar das conjunturas não serem as mesmas que geraram países como Alemanha, Japão e EUA.

Ainda falando dos Estados Unidos, vale lembrar o embate velado entre Alexander Hamilton e Thomas Jefferson. Enquanto Hamilton defendia justamente um pacto entre Estado e elites para conduzir os EUA ao destino de potência, Jefferson defendia um governo mínimo e um sistema político-econômico onde a intervenção do Estado era mínima. Embora Jefferson resista até hoje como discurso ideológico interno e externo dos Estados Unidos da América, é Hamilton quem determinou e determina a práxis norte-americana em todas as esferas.

Com o Estado encarregado de setores estratégicos da economia, uma iniciativa privada nacional, dinâmica e qualificada, e uma população capacitada para cumprir a missão de desenvolver o país, superaremos a pobreza, combateremos a criminalidade e criaremos oportunidade para todos. Os liberais incorrem no erro de pensar que esfera pública e privada são antagônicas, quando em verdade, complementam-se. Assim, de maneira Weberiana (lembrando que Max Weber era liberal e os liberais atuais parecem jamais tê-lo lido, tamanha a quantidade de asneiras que proferem), cabe ao Estado a tarefa de racionalmente determinar os rumos da economia: proteger os setores frágeis (somente até que estes tenham condições de competir contra concorrentes internacionais) e abrir os setores competitivos, bem como realocar os recursos da nação conforme for necessário.

O desenvolvimento e a riqueza são construídos através de planejamento, racionalidade, esforço e comprometimento, não através de fórmulas mágicas e universais, não através de jargões vazios de ideologias exógenas à nossa realidade e da submissão a interesses estrangeiros. Os liberais não compreendem o Brasil pois nem como brasileiros enxergam-se de fato. Estão intoxicados ideologicamente, difundindo o veneno através de discursos vazios e sem qualquer validade histórica. Assim sendo, o liberalismo apresenta-se como inimigo histórico do Brasil e deve ser combatido. Como símbolo, os liberais mais exacerbados escolheram a cascavel, pois saibam eles que até mesmo o veneno das cascavéis possui cura.

Legião Nacional Trabalhista - LNT

CONTRA A COBRA LIBERAL, ECONOMIA NACIONAL!


2 de Março

Faz tempo que não compartilho nada do Lúcio Flávio Pinto, autor indispensável para quem quiser acompanhar o que tem acontecido com a antiga VALE DO RIO DOCE. Será internacionalizada?

1 de Março, 17:52

Arnaldo Jabor é provavelmente a maior "vítima" de atribuição indevida de autorias de textos no Brasil, o que no entanto pouco me incomoda porque geralmente os textos a ele atribuídos são tão imbecis quanto ele próprio e qualquer outro "polemista" da Globo.

Tal qual o texto recente sobre o Carnaval massivamente circulado no WhatsApp e atribuído a ele, é alguém que se qualifica apenas por uma retórica razoável associada a uma boa empostação é uma oratória dinâmica (que se perdem na dimensão escrita) e eficiente para desfilar um festival de truísmos vazios e chavões tipo 'B', que só impressionam quem está restrito ao universo de chavões tipo 'A', os mais primários possíveis, o que naturalmente se aplica a maioria da população.

Tanto ele quanto o autor do tal texto são do tipo "Ignorantes Ilustrados", com o agravante da arrogância desmedida, que por ao menos flertarem com alguma sofisticação argumentativa básica são ainda menos perdoáveis que aqueles que nunca saíram de sua ingenuidade originária.

1 de Março, 15:53

Uma boa lista de compras. O final é verdadeiramente espantoso!


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