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29 de Abril

Bem, e eis que superamos os 400 mil mortos, como EU DISSE QUE OCORRERIA no dia 5 de Abril, embora eu sempre insista num tom mais otimista na esperança de uma melhora. Cheguei a dizer nos comentários que em um mês poderíamos reavaliar, eu e o Professor Régis, as nossas distintas projeções, mas em menos de um mês, dentro do mesmo Abril, a marca já foi atingida.

Como também já disse que ocorreria, voltamos agora ao Top 10 de mortes proporcionais, desconsiderando os três micro "países" que juntos não somam sequer 1 milhão de habitantes. A questão que fica em aberto é se retornaremos ao Top 4.

Mas outro dado que assusta é que o Brasil tem, nesta mesma lista proporcional, duas vezes mais população do que todos os demais países acima de nós combinados.

Eu ainda tinha esperanças que essa marca ainda demoraria mais, mesmo assim, também disse ser provável que chegássemos a meio milhão este ano, mas insistindo no tom otimista, não vou dar certeza disso.

No entanto, mais uma vez, dou por certo que passaremos dos 428 mil mortos no (os) próximo (os) mês (meses), o que fará com que tenhamos mais de duas mil mortes por milhão de habitantes.

Isso fará com que o SARS-Cov-2 tenha "cancelado o CPF" de 1 brasileiro a cada 500, tornando estatisticamente quase impossível que todo e qualquer um de nós não tenha conhecido ao menos uma dessas vítimas, e elevando a doença à posição de PRIMEIRA causa de mortes no período, com impacto, até mesmo, em redução populacional.

Um dos sintomas mais flagrantes do devido entendimento dos fatos é a capacidade de fazer previsões acertadas, e assim, pergunte: que previsão correta os bolsonaristas fizeram?

E agora, teremos uma das CPIs mais inúteis da história, visto que já sabemos e já temos todas as provas de tudo o que ela pretende investigar, o próprio governo foi formidavelmente generoso ao entregá-las de graça.

Também de explicitude estelar é o fato de que este governo ainda existir é o atestado definitivo da falência múltipla moral, ética, cognitiva e espiritual deste país.

13/05 - E hoje, como previsto, superamos os 428 mil, cruzando a marca de mais de 2 mil mortos por milhão de habitantes. Ou mais simplificadamente, 1 morto por 500 habitantes. Absolutamente nada matou mais brasileiros do que o SARS-Cov2 este ano.

A boa notícia, por outro lado, é que os óbitos, também como previsto, estão em queda. No entanto, também como previ, continuam morrendo mais vítimas na descida que na subida da curva, portanto, tudo indica ser inevitável ultrapassarmos o meio milhão de mortos nos próximos meses.


28 de Abril

Enquanto isso, na Terra Plana, graças a BolsoGuedes, a economia decolou, e o Brasil cresceu tanto que comprou a Antártida.

26 de Abril

Bolsonaro e seu eleitor padrão.

23 de Abril


20 de Abril

O ISOLAMENTO SOCIAL

de Isaac Asimov

Livro de 1957 concebeu uma sociedade onde as pessoas tem horror a se aproximarem umas das outras, e só se comunicam por telepresença.

Um dos maiores gênios da Ficção Científica, o "judeu/russo/estadunidense" Isaac Asimov (1920-1992), publicou em 1957 o livro 'The Naked Sun' (No Brasil, lançado com o simplório título "Os Robôs"), no qual a humanidade, já espalhada pela galáxia, apresenta estranhos novos modos de vida.

As pessoas na Terra passaram a viver no subterrâneo, em tese, para se esconderem do escrutínio das pessoas que vivem no espaço, que podem observar detalhes da superfície do planeta com visores de longo alcance. A vida subterrânea em espaços fechados terminou causando nos terrestres uma agorafobia generalizada, pavor de amplos espaços abertos, capaz de fazer um terrestre ter vertigens e desmaiar apenas ao contemplar um vasto céu azul acima de si.

Por outro lado, no planeta Solaria, as pessoas muito raramente se aproximam umas das outras, possuem verdadeira aversão ante a simples presença de outro ser humano, interagindo entre si apenas por meio de sofisticados dispositivos de telepresença.

No entanto, interagem normalmente com robôs, que em Solaria existem na chocante proporção de 10 mil por habitante humano! E muitos desses robôs são suficientemente antropomórficos para serem confundidos com humanos reais, possuindo até mesmo nomes próprios similares ao nomes humanos, contendo apenas um onipresente 'R.' antes do nome e sobrenome.

Também há estranhos hábitos adicionais. Por exemplo, em telepresença, as pessoas não se importam de ficar nuas diante das outras, uma vez que 'telever' não é o mesmo que 'ver'. Por outro lado, após os raros casos de aproximação entre humanos, normalmente casais, é extremamente ofensivo perguntar para algum deles se tiveram filhos.

Voltando ao nosso mundo real, tem havido severas considerações a respeito da possibilidade de que esse efeito da pandemia "veio pra ficar", que o "novo normal" pressuporá a manutenção de algum nível de isolamento social. E se hoje nossas telecomunicações ainda são precárias, com LIVES cujo vídeo trava, tem baixa resolução e demais problemas técnicos, o desenvolvimento tecnológico constante tende a torná-las cada vez melhores.

Cedo ou tarde transmissões de altíssima definição e redes de dados de zilhobytes podem tornar nossas tele interações em espetáculos de nitidez 8K e áudio THX. Ou mesmo óculos de realidade virtual, ou melhor, telas verdadeiramente 3D.

Independente de haver epidemias, a opção pela tele presença tende a ser cada vez mais frequente, até pela facilidade de comunicação com pessoas dos mais diversos lugares do mundo, permitindo tele trabalho e estudo entre pontos cada vez mais distantes. A simples "concorrência" das interações pessoais tende a fazer que nos dediquemos mais a telecomunicar com pessoas com as quais temos mais afinidade, do que com pessoas fisicamente próximas.

E assim, numa futura nova pandemia, o impacto do isolamento social tende a ser cada vez menor ao ponto da dissolução. E mais, a simples restrição de circulação cada vez maior que a telepresença nos permite já tenderá a diminuir também epidemias, bem como surtos virais de menor gravidade, o que pode contribuir para reduzir nosso sistema imunológico e retroalimentar essa tendência.

Mas em nossa vida atual repleta de interação direta, estamos acostumados não apenas a ver e ouvir, mas a tocar, sentir o cheiro, e em alguns casos até mesmo o "gosto" das outras pessoas. Isso nos obriga a termos hábitos de higiene pessoal mínimos poupando os demais principalmente de odores que costumamos minimizar pelo uso de cosméticos e o hábito dos banhos. Num isolamento radical prolongado, nada disso seria preocupação.

Poderíamos não só desacostumarmos de tais hábitos bem como dos próprios odores que inevitavelmente sentimos. Ora! Temos que lidar diariamente com o hálito, o cêcê e até flatulência alheia.

Uma civilização cada vez mais imersa no hábito da telepresença poderia gerar um reforço circular que intensificaria esse hábito até um ponto similar ao da futura civilização fictícia de Solaria, onde não mais suportaríamos o cheiro das outras pessoas, ficaríamos receosos com relação ao risco de contrair possíveis infecções e poderíamos até desenvolver aversão ao contato direto.

Bem como poderíamos, a exemplo do péssimo filme The Surrogates (2009), utilizar avatares robóticos para interagir externamente no mundo real, livres de todos os defeitos físicos e inconveniências de nossos corpos. Ou viver em mundo virtuais, quer sejam mais modestos como o de Ready Player One (2018) ou sofisticadíssimos como o de The Matrix (1999).

O fato é que Asimov pode ter sido mais visionário do que pode parecer à primeira vista, embora na estória de The Naked Sun isso seja apenas o pano de fundo, e não o tema principal, que na realidade é uma trama policial de investigação de assassinato, contrapondo um detetive terrestre, desacostumado a espaços abertos mas acostumado à proximidade física, com os habitantes de um planeta colônia onde as pessoas estão acostumadas a espaços abertos mas não a presença de outras pessoas.

E se hoje a pandemia isola principalmente famílias, com a redução dos índices de natalidade e desestabilização cada vez maior dos casamentos mais e mais teremos pessoas vivendo sozinhas, a exemplo de muitos países mais desenvolvidos.

E por fim, embora ainda pouco frequentes, é inevitável que tenhamos cada vez maior presença robótica em nossas vidas, tanto atendendo necessidades práticas quando podendo, com versões cada vez mais à nossa imagem e semelhança, atender nossas necessidades afetivas.

O planeta Solaria, de Asimov, pode estar a um passo da aurora de um novo e incerto tempo.

Capa de uma edição brasileira absolutamente nada a ver com a estória, que ainda por cima altera o título de The Naked Sun para "Os Robôs", o que por sinal causou-me uma confusão por, tendo lido a obra há mais de 30 anos, tê-la inicialmente confundido com Robots of Dawn, no brasil Os Robôs do Amanhecer, que compartilha vários dos mesmos personagens com The Naked Sun. Graças a meu amigo Marcelo Germano, que por sinal foi quem me presenteou com o livro na época, as correções foram feitas.

Capa de uma edição anglófona onde a imagem retrata, ainda que imperfeitamente, um dos momentos cruciais do livro.

19 de Abril - 22:45

Felipe Quintas
19 de Abril

Hoje é aniversário do eterno estadista Getúlio Vargas e, também, o Dia do Índio, criado por ele em 1943, acatando sugestão do Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido em 1940 no México e do qual o Brasil participou por influência do Marechal Rondon.

Getúlio Vargas foi o 1º presidente brasileiro a visitar uma aldeia indígena. Antes dele, como chefe de governo, apenas o também eterno estadista José Bonifácio, no contexto da Independência, havia tomado essa iniciativa, quando anunciou a decisão de criar uma força militar indígena para resistir aos senhores de escravos.

Getúlio Vargas também foi o primeiro presidente a contemplar, constitucionalmente, a criação e a proteção oficial das terras indígenas, presentes nas Cartas Magnas de 1934 e 1937.

Não é coincidência que os dois estadistas brasileiros - Getúlio e Bonifácio - tenham sido ativos na valorização do índio. O ameríndio é parte integrante e indissociável da Nação brasileira, uma das matrizes da nossa formação étnico-cultural-social. Nenhum nacionalismo brasileiro é autêntico se não comportar a defesa da causa indígena.

O que não se confunde, evidentemente, com o pseudo-indigenismo apátrida e balcanizante promovido pelas ongs norte-atlânticas e suas afiliadas locais, representadas, por exemplo, pelos Raoni e Sônia Guajajara da vida. Mal sabem eles que o falso indigenismo deles era o mesmo defendido por Hitler para a América do Sul, para se contrapor ao nacionalismo varguista e fragmentar o território brasileiro em prol das corporações alemãs.

O remédio para isso não é o anti-indigenismo, que é por definição anti-Brasil, mas o verdadeiro indigenismo, patriota e nacionalista, de Getúlio, Bonifácio, Rondon e dos irmãos Villas-Bôas. O indigenismo para o qual não existe Brasil sem os indígenas, da mesma forma que os indígenas jamais estariam dignificados sem o amparo do Estado brasileiro.


19 de Abril - 18:05

O futuro liberal.


17 de Abril - 20:39

Como o magnífico Liga da Justiça Snyder's Cut demonstra que a grande indústria de entretenimento está disposta a abrir mão de lucros em prol de pregação ideológica.


17 de Abril - 13:43

17 de Abril - 12:10

Wellington Ricardo
8 de Abril

Para quem acha que o negacionismo sobre a pandemia é coisa apenas da nossa época de internet, basta ler este excelente texto do Carlos Nougué, que mostra a semelhança espantosa do negacionismo que existiu na época da peste:

O PAPA ALEXANDRE VII E A PESTE

Nascido em 1599 em Siena, Fabio Chigi se tornaria o 237º Papa da Igreja Católica -- com o nome de Alexandre VII. Doutor em filosofia, teologia e direito, o pontífice decretou meditas sanitárias que contribuíram para diminuir a letalidade da doença e livrar da morte a maior parte da população de Roma.

O bacilo causador da peste só foi descoberto em 1894, pelo bacteriologista Alexandre Yersin, depois de a doença matar multidões de pessoas ao longo de séculos. Pesquisadores da Universidade de Roma La Sapienza estimam que entre 1656 e 1657 a peste matou 55% da população da Sardenha, metade da população de Nápoles e 60% dos habitantes de Gênova.

Roma, porém, teria um destino diferente. Mesmo com sua população de 120 mil habitantes e sendo considerada um grande centro urbano na época, a cidade teve apenas 9,5 mil mortos nesse mesmo intervalo de tempo, ou seja, cerca de 8%. Quando, com efeito, se espalhavam notícias sobre as mortes em Nápoles, Fabio Chigi acabava de entronizar-se Papa e, ao mesmo tempo, governante civil dos Estados papais ou pontifícios (ou seja, Roma e quase todo o centro da atual Itália).

Vendo que a população estava morrendo pelas ruas, Alexandre VII estipulou um sistema de medidas de vigilância sanitária para controlar a disseminação da doença. Em seu primeiro ato, convocou a Congregação da Saúde, um conselho criado num surto anterior para ajudar nas tomadas de decisão.

No dia 20 de maio de 1656, passou a aplicar-se o primeiro decreto mais rígido. Todas as atividades comerciais de Nápoles foram suspensas por tempo indeterminado, e os habitantes locais ficaram proibidos de locomover-se até Roma. O mesmo aconteceria com a cidade de Civitavecchia, quando houve o registro dos primeiros casos da doença. Nos meses seguintes, diversos Estados papais foram colocados em isolamento, e os portões de entrada para Roma estiveram quase todos fechados para forasteiros.

A única maneira de entrar em Roma durante a epidemia era apresentar uma justificativa registrada e entregue às autoridades. Mesmo assim, a capital italiana detectou o primeiro caso de peste em seu território quando um soldado napolitano morreu num hospital local no dia 15 de julho de 1656. Cinco dias depois, Alexandre VII emitiu uma lei que obrigava os habitantes a comunicar qualquer caso conhecido da doença. Dessa forma, ficava mais fácil fazer o rastreio de casos e evitar com que famílias potencialmente contaminadas entrassem em contato e transmitissem a doença a outros romanos.

A legislação foi endurecendo até a decretação de um lockdown completo. Reuniões públicas, festividades, encontros diplomáticos e religiosos, todos foram suspensos até que a situação melhorasse. Chegou-se a decretar a pena de morte para qualquer habitante que descumprisse as medidas. Apesar do número de casos explodindo em todas as partes do que hoje é a Itália, o Papa Alexandre VII não escapou à crítica dos negacionistas. Pelas ruas de Roma, parte da população desdenhava a epidemia e dizia que fora inventada pelo próprio pontífice para obter popularidade.

Nos bastidores, o líder da Igreja Católica era aconselhado a evitar o conflito com comerciantes e abandonar as medidas que prejudicassem o comércio. Mas ele insistiu em que suas políticas sanitárias eram o caminho para sair da crise da melhor maneira possível.

Em agosto de 1657, o surto foi vencido, houve muito menos mortes que o esperado. Por isso o Papa encomendou monumentos que comemorassem aquele período. Um deles está entre o conjunto de colunas da Praça de São Pedro, obra do escultor e arquiteto Gian Lorenzo Bernini, e ainda hoje pode ver-se.


15 de Abril

Descrição tendente à perfeição.

André Luiz Dos Reis
15 de Abril

Os grupos que se opõem a Bozó são muito diversos, e nunca é demais lembrar essa obviedade nesses momentos em que todos vão se unindo em uma ''grande frente'' contra o mentecapto.

1. Principais grupos de oposição

1.1 Diversos grupos liberais são contrários a Bozó desde sempre. Os liberais progressistas, que costumo chamar de esquerda liberal, sempre o odiaram por questões ideológicas. O discurso político de Bozó sempre fez deles seus principais inimigos. É o ''partido da Califórnia", e os adoradores das causas do Partido Democrata ianque.

1.2 Já os liberais de matiz econômico. sem grande conteúdo ideológico pós-moderno, como é o caso do MBL, do Partido NOVO, o grupo de Rodrigo Maia etc., só o aturaram porque Paulo Guedes foi fiador do palhaço. Mas desde meados do ano passado, até eles vem se afastando do mentecapto. Só alguns persistem, como é o caso de Rodrigo Constantino, por falta de semancol ou por pura cegueira política. Em geral, esses ''liberais de centro'', ou ''liberais pragmáticos'', também pularam fora do barco, e já não tem qualquer compromisso com o Reino dos Bozós. Essa é a turma que tem mais ponte com o mercado financeiro e o alto capital internacional [e seus representantes no Brasil].

1.3 Os grupos de segunda teoria política e ''nacional-bolcheviques'', em geral com forte conteúdo socialista, mas também com viés anti-imperialista e nacionalista, sempre estiveram na trincheira de combate ao Reino. O discurso econômico liberal e anti-trabalhista do mentecapto-mor, sua adesão às Reformas de Estado de Paulo Guedes, e a retórica anti-comunista mobilizada pela Dinastia eram suficientes para garantirem uma oposição ferrenha deste conjunto, muito presente em sindicatos, movimentos trabalhistas e desenvolvimentistas. É importante notar que esse campo fez oposição mais consistente quanto mais próximas eram de uma intersecção entre nacionalismo e socialismo. Os grupos marxistas apenas no nome tenderam sempre a gravitar em torno dos liberais de esquerda; e os nacionalistas [terceira teoria política] puro sangue tenderam a apoiar o Reino dos Bozós.

Como se percebe, é uma ''frente'' com referências e projetos muito distintos, que só estão do mesmo lado na hora da crítica a Bozó. Mas o criticam por razões diversas. O mentecapto-mor que é inimigo de uns, não é exatamente o mesmo que é inimigo de outros.

2. Ainda dão apoio ao [des]governo:

2.1 Os liberais que ainda apóiam Bozó de modo mais consistente são os conservadores, aqueles que podemos chamar também de ''partido do Texas''. É a galera que polariza com a esquerda liberal, o ''partido da Califórnia". Nêgo fanático pela liberação de armamentos, por uma americanofilia doentia, pelo sionismo, e com forte carga udenista, do reacionarismo anti-trabalhista do século XX [anticomunismo doentio, resquícios do militarismo de meados do século passado, oposição a qualquer medida de combate à desigualdade social etc.]. Parte do empresariado nacional do setor de serviços está nessa turma. É em nome deles que Bozó fala quando se nega veementemente a medidas de isolamento durante a Pandemia.

2.2 Outra fonte de apoio é conjunto religioso conservador que vê no Presidente atual um anteparo contra a pauta de costumes da esquerda liberal. Apesar do maior protagonismo de grandes lideranças evangélicas e protestantes, há também participação de próceres do catolicismo popular e de baixo clero, que é dominado por uma sentimentalidade católico-carismática. Esse grupo não é movido, principalmente, por questões econômicas ou sociais, mas por valores morais e religiosos. Combatem o aborto, a sexualização infantil, a ideologia de gênero, o movimento LGBTZWER, e reivindicam a presença do cristianismo nos debates públicos.

2.3 Há todo um submundo que tangencia a marginalidade: grileiros de terras, madeireiras, garimpos ilegais, corporativismo policial, milícias etc., que é o esgoto completo da sociedade brasileira, e se sentem protegidos legalmente e moralmente com um dos seus sentado na cadeira presidencial e sujando a faixa. É gente que usa uma retórica de ''homem de bem'' que mistura uma vulgarização de Faoro, a erística do Olavo de Carvalho, uma caricatura de pregação cristã evangélica, com verniz de polícia mineira: as principais instituições estão dominadas por comunistas perigosos em conluio com traficantes, e os ''homens de bem'', mesmo usando a violência, são um mal menor em relação ao perigo vermelho.

2.4 A maior parte dos grupos de terceira teoria política, ou nacionalistas, apoiou ou tolerou Bozó, de modo mais ou menos explícito. Alguns deles foram brochando ou ficando com vergonha ao longo do tempo. Mas, em geral, integralistas, saudosistas do regime militar, fascistoides de todos os tipos olharam com condescendência o [des]governo atual. A principal justificativa era a mesma de diversos grupos religiosos, o contraponto à agenda cultural da esquerda pós-moderna.

Essa é a base ideológica e social das ruínas do antigo e colapsado Reino dos Bozós. Ela é muito mais homogênea do que a oposição em um ponto bastante importante: o que as une é um pilar de anti-progressismo ideológico, de repúdio às pautas da esquerda liberal e pós-moderna. Seja a crítica política, econômica, religiosa, reacionária, há sempre esse fundamento. Poderia ser uma fragilidade do Reino, já que bastaria que o outro campo se unisse sacrificando a retórica progressista, mas até o momento se constitui num muro de resistência que os grupos contrários ao Reino não conseguem furar de jeito nenhum, e que garante ao mentecapto-mor cerca de 55% do eleitorado, entre apoiadores [30%] explícito e ''tolerantes'' [25%].


A Nova Resistência está numa posição sui generis, pois é o único movimento político brasileiro de Quarta Teoria Política. Sua oposição ao Reino dos Bozós é consistente e explícita desde a formação do dito cujo ainda no período eleitoral de 2018. Em relação ao esquema acima, a NR esteve mais próxima do campo 1.3, principalmente os que tendem a uma forma de ''nacional-bolchevismo'', ou socialismo com fortes tintas nacionalistas e anti-imperialistas. Mas também compartilha do repúdio de grupos religiosos e de grupos de TTP frente ao liberalismo moral e político do Reino dos mentecaptos.


14 de Abril

O maior banco privado do Brasil logrou atingir um novo nível de perfídia na seara da infernização da vida de qualquer um que use telefone.

Não bastasse termos que aguentar os suplícios do telemarketing, e termos avançado para o ainda pior atendente digital, eis que agora surge o pior dos dois mundos numa combinação única exponenciada ao extremo: uma "Inteligência" Artificial que além de não te entender, se sente "ofendida" e reage simulando afetação de um modo que nem mesmo atendentes humanos reais costumam fazer.

Ficamos então sem os benefícios da real inteligência humana, e ao mesmo tempo sem o benefício compensatório da frieza da "inteligência" artificial que não se importa com o mau humor do usuário.

A justificativa? Ora, que surpresa? Femimiminismo! Afinal, machistas patriarcais opressores privilegiados estariam "assediando" a pobre B.I.A. e, por suas atitudes, ofendendo por tabela todas as mulheres, uma vez que, nessa mentalidade, diferente de homens, mulheres tem uma "mente coletiva".

Maquiavelicamente falando, é algo de genial. Você pode chamar Barack Obama ou Joe Biden de genocidas por bombardearem populações pobres com armas de última geração na defesa de interesses financeiros de bilionários, mas dirija a mesma acusação a Hillary Clinton ou Kamala Harris, e com certeza seus motivos nada terão de defesa de povos explorados ou de direitos humanos, mas, certamente, será misoginia, masculinidade "frágil", tóxica, que não suporta ver mulheres no poder.

Supere George Orwell. O futuro não será do Big Brother, mas da BIG SISTER, fazendo tudo o de ruim que puder fazer, mas contra a qual qualquer resistência será inadmissível "machismo" que exigirá imediata punição do infrator com comparecimento compulsório a cursos de "estudos de gênero".

E os entusiastas das futuras ginóides sexuais que pensem duas vezes! Feministas ainda darão um jeito de fazer com que as sexbots saiam de fábrica com uma programação que as fará tão complicadas quanto as mulheres reais, e qualquer atitude "inapropriada" levará o proprietário a ser processado pela Lei Maria da Penha Digital.

Mas falando sério... que se há de fazer?

Ora, o banco "Brasileiro de Descontos", bem como o "Pedra Preta" ou qualquer grande banco privado que se preze, tanto no Brasil quanto em qualquer outro lugar no ocidente, são intransigentemente feministas na proporção exata das fortunas que controlam. Já cansei de jogar isso na cara de quem quiser ver.

Quer realmente fazer alguma coisa contra isso? Não adianta acreditar em liberdade de mercado e mudar para outro banco privado. Faça melhor: NÃO TENHA CONTA EM BANCOS PRIVADOS!

E LUTE CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS BANCOS PÚBLICOS!

Não gostou? Então continue apoiando o "liberalismo" econômico, só não reclame do "liberalismo" cultural que vem obrigatoriamente junto.

Obs: no vídeo, trecho de uma propaganda de automóveis que simbolicamente nos lembra que violência só é ruim da parte masculina. Se partir do lado "feminino", mesmo que apenas simbólico na aparência de uma mulher, não é pra se indignar. É pra rir. Link para o comercial original nos comentários. 0:01 / 0:10

7 de Abril

O verbo 'sitiar' significa 'restringir', 'tolher', 'cercear', impor condições anormais de restrição. A instituição do Estado de Sítio tem em sua essência a pretensão de conter a livre movimentação, estabelecendo, entre outras coisas, a permanência forçada em determinados locais, como residências, Art. 139 Inciso I da CF 88, o confinamento em locais que não sejam prisões, Inciso II, ou o impedimento de "aglomerações", Inciso IV. Em suma, servindo perfeitamente para implementação de 'Lockdown' e Toque de Recolher'.

Esta deve ser a primeira ocasião na história deste planeta onde alguém quer um Estado de Sítio para fazer o absoluto contrário do que ele normalmente faz!

5 de Abril

Retomando a questão da pandemia, vou demonstrar porque seguramente passaremos de 400 mil mortos este ano com possibilidade de passarmos de meio milhão, e até mesmo chance de superarmos os EUA neste ou em 2022 em número absoluto de mortos, tendo o maior montante mundial. (Não creio que o mesmo ocorra no número proporcional.)

No 1° gráfico temos nossa curva de mortes, com os picos de registros diários e a média semanal. DETALHE IMPORTANTE: somos O ÚNICO dos 10 países com quadros inequivocamente mais graves onde o número de mortes ainda está subindo, o que explica porque temos o número de "novas mortes" em mais de +1500 enquanto o 2° lugar tem menos de 500, e por acaso é a Índia, que mesmo com mais de 1.390 Bilhão de habitantes, tem muito menos mortes que nós.

Como pode ser observado em quase todos os gráficos de mortes nos países, morre mais gente na descida que na subida da curva, o que é evidente tanto no nosso caso como no dos EUA, como se vê no.

E ANTES que se objete, isso acontece até mesmo em Israel, onde a vacinação está mais avançada.

Ainda assim, serei duplamente otimista e considerarei que: 1) Já tenhamos atingido o "pico" de mortes (o que é improvável, e lembrando que normalmente não temos um 'pico', e sim um 'platô', quase um "planalto); 2) tenhamos na descida da curva a mesma quantidade de mortes que tivemos na subida.

Assim, considerando o início dessa nova subida o dia 08/11/20, quando tivemos o menor número desde o platô da primeira onda, 111 mortes. Ora, neste dia tínhamos um total acumulado de 162.397 mortes. Hoje, já temos 333.153. Portanto, NESSE CENÁRIO MUITO OTIMISTA, ainda teríamos NO MÍNIMO 170 mil mortes pela frente, totalizando mais de meio milhão no mesmo período, até Setembro.

Como não é possível ter certeza dos efeitos da vacinação ou das novas variações, esse prazo pode variar, e como me recuso a aceitar a advertência dantesca "Omnes relinquite spes." ainda abusarei dessa esperança e deixarei margem para a possibilidade praticamente milagrosa de que cheguemos apenas a cerca de 400 mil.

Milagre este que não será feito por um certo "Messias" que temos aqui, pelo contrário, sendo ele um dos maiores responsáveis por esse quadro trágico.

Por fim, só isso já deveria aniquilar qualquer resquício de esperança no "tratamento precoce", visto que de certo o Brasil foi o país que mais recorreu a essa vã ilusão, até por ter sido uma ampla política pública, e o resultado... aí está.

4 de Abril

Na íntegra.


ALDO REBELO: CANDIDATO A PRESIDÊNCIA NÃO PODE SE INCOMODAR COM PATRULHAS E CANCELAMENTO AO TRATAR DE QUESTÕES NACIONAIS

4 de abril de 2021 - Arthur Kowarski - Especial Politica

Em entrevista, Aldo Rebelo criticou o discurso de Lula após a anulação da sentença que levou à sua condenação. Para o ex-ministro e ex-deputado, a fala de Lula é boa só para fazer um contraponto a Bolsonaro, mas assemelha-se mais a de um líder sindical do que a de um futuro candidato a presidência.

Ao se referir a determinados grupos, segundo Aldo, o discurso do ex-presidente dá entender que enxerga o Brasil como uma federação de corporações, quando o país é mais do que isso: um projeto civilizatório que está sendo golpeado não só materialmente, mas espiritualmente, em sua própria identidade.

O ataque ao Brasil estaria sendo conduzido por dois grupos: um representando um cosmopolitismo de Direita, que desfila com bandeiras dos EUA e de Israel, como se a identidade do Brasil pudesse ser mudada e o Brasil se tornasse uma colônia dos EUA ao estilo de Porto Rico. O outro grupo é representado por grupos progressistas, com visão também formada nos EUA, que enxerga o Brasil como nação bicolor e birracial, formada por pretos e brancos, apagando o caráter mestiço do país, presente em diversas manifestações culturais como na língua, música, culinária etc. Para Aldo, os partidos de Esquerda estão contaminados por esse tipo de identitarismo, emanado dos EUA e alojado na academia, com financiamento de fundações e ONG´s estrangeiras.

Assim, qualquer candidato a presidência precisa tratar desses ataques, desmascarando os dois lados, ambas as filiais, Republicana e Democrata, do progressismo e conservadorismo liberal “Made in USA”, sem se incomodar com patrulhas e a “cultura do cancelamento” que viceja nas redes sociais, pois o ataque a identidade nacional é mais danoso do que o problema da estagnação econômica.

1 de Abril

1° de Abril é dia perfeito para nos lembramos que se não fosse a Revolução de 1964 os comunistas teriam implantado uma ditadura no Brasil. E isso é tão verdade que as guerrilhas demoraram SÓ 4 ANOS para se mobilizar após a decretação do golpe ao ponto de precisarem implementar o AI 5, em 68, e então, serem derrotadas em longuíssimos dois ou três anos com a morte massiva de uns 400 e pouco guerrilheiros, que seguramente, teriam tomado o poder num país de, na época, mais de 80 milhões de pessoas.

Vale lembrar, que até hoje estamos sob essa ameaça comunista, que estava pronta para invadir o Brasil com as FARC e guerrilheiros cubanos disfarçados de médicos, mas que, com a prisão justíssima de Lula, ficaram com medo de nossos Super Heróis Batman e Robin Sérgio Moro e Deltan Dallagnol e desistiram da empreitada.

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